Exemplos de sites pessoais simples

Fake news como propaganda.

2020.10.05 00:55 S4dBear Fake news como propaganda.

Fake news como propaganda.
Então, eu estava tranquilamente vendo um vídeo no Youtube quando de repente vejo uma "propaganda" estranha (sim eu não uso ad block, me julguem) chamada "Os Donos da Verdade". Nessa propaganda eles se dizem ser um movimento apartidário lutando pela "liberdade de expressão", mas é claro que para o bom navegante da internet é muito fácil perceber a manipulação da verdade e as prováveis intenções por de trás, até porque é uma propaganda paga com $$$ coincidentemente em época de eleição que faz críticas ao uso de termos com gênero neutro, tentando criar um clima de medo em relação esse tema.
Não nego que vivemos em tempo estranhos em relação a censura e que de certa forma nossa liberdade de expressão está realmente ameaçada, mas certamente não é do jeito que a "propaganda" indica. Vivemos o medo da censura pois muitos profissionais que lidam com informações e divulgações de dados estão sendo pressionado a omitir a verdade, vivemos o medo da censura pois o atual Presidente da República flerta com o Fascismo e tem muita proximidade com os militares que até pouco tempo foram responsáveis por muitas censuras aqui no Brasil, vivemos o medo da censura pois temas como afetividade homossexual e tudo que foge da "Tradicional família brasileira" é tratado como se fosse errado ou bizarro.
A engenharia social pode ser usada para conseguir dados pessoais de um determinado indivíduo, mas este não é o seu único uso. A engenharia social pode ser usada também para conquistar a confiança de alguém na intenção de convencer ela de certa visão da realidade, e assim lucrar com o comportamento desses indivíduos. Um bom exemplo de engenharia social usado nesse sentido são aqueles cursos de coach que prometem ensinar você a ser um "mestre do mercado de investimentos", e assim direcionar o seu dinheiro para onde eles querem e lucrarem com isso sem ao menos usarem nenhuma informação pessoal sua. Sem contar é claro que o individuo enganado compra um curso por um valor alto apenas para ser feito de trouxa.
Então, pesquisando mais sobre essa propaganda a má fé fica mais evidente ao entrar no site indicados por eles e perceber que o "documentário" que eles divulgam foi produzido pelo "brasilparalelo" (link no Wikipédia explicando o contexto da empresa). a empresa em questão é conhecida por "ciberativismo" da nova direita brasileira, ou seja é um dos instrumentos da maquina de fake news se trata de uma visão radical do mundo que pode prejudicar todos nós.
Não pretendo aqui postar o link deles até porque não quero ajudar a divulgar esse tipo de manipulação. Vou deixar apenas esse print recortado que tirei da própria página do Youtube.
https://preview.redd.it/x0mhij84d5r51.png?width=421&format=png&auto=webp&s=d30c693cbb998590c40f781fcd07e7d03a43908e
Então meus caros colegas usuários do Reddit, gostaria de saber a opinião de vocês em relação a tamanha cara de pau desses crentinos esses indivíduos responsáveis pela produção desse tipo de conteúdo e o que nós podemos fazer na posição de simples navegantes da web para evitar um cenário similar a da eleição presidencial passada que foi fortemente influenciado por este tipo de manipulação barata. Qual a opinião de vocês?
submitted by S4dBear to brasil [link] [comments]


2020.08.31 05:12 bebetolittlefella Parei de ver porn

Esse é um post-desabafo sobre o porquê parei de assistir pornografia (tem 2 semanas) e o porquê de não pretender voltar. Isso não tem nada a ver com nofap, ou com alguma crítica a quem assiste ou faz pornografia, é apenas um relato bastante pessoal sobre o impacto da pornografia na minha vida e em como eu, particularmente, decidi mudar.
Há vários motivos pelos quais eu decidi parar com pornografia, mas os principais são esses (sem ordem especifica, os números sao só pq gosto de fazer listas kk):
1) Eu odeio a sensação de nao ter controle sobre minha vida, a sensação de estar viciado e de fazer algo que eu sei, enquanto estou fazendo, que isto está me prejudicando de alguma forma e mesmo assim nao conseguir parar.
2) Eu estava dormindo cada vez mais tarde porque deitava na cama pra dormir tipo meia-noite, decidia ver um porn e dava 3h30 da manhã e eu ainda estava vendo, as vezes ate sem masturbar. E aí no outro dia estava cansado, nao rendia no trabalho, ficava com dor de cabeça por ter dormido pouco (preciso de 8h, tava dormindo 5h as vezes) e isso ia tendo um efeito cumulativo durante a semana.
3) Estava ocupando boa parte do meu dia e permeando momentos que nao eram propícios, como, por exemplo, quando eu ia dar uma cagada e levava o celular pra ver um porn. Ou como quando eu levava o celular quando ia tomar banho, botava um gif de alguma travesti rabuda de algum subreddit, e apoiava o celular num lugar que nao molhava e aí ficava tomando banho e batendo punheta olhando pro celular.
4) Estava sempre precisando de "novidades" pra ter mais tesão com pornô, e acho que até "esgotei" alguns generos bem específicos que eu procurava pois nao conseguia achar mais video que eu nao tivesse visto. E aí a gente começa a buscar coisas mais "pesadas".
5) A indústria pornô é horrível e odeio saber que eu estava contribuindo pra gente muito escrota ficar rica. Alem disso, os sites de pornografia sao extremamente omissos em relação a exploração sexual, e eles têm um controle horrivel sobre o que é postado. Ex: videos de estupros reais são postados no pornhub (tem até um caso famoso que a vitima so conseguiu que tirassem o video do ar qnd fingiu q era uma advogada). Vc pode optar por assistir vídeos só amadores, pois aí sabe que nao há uma industria escrota por traz daquilo, mas muitas vezes nao tem como vc saber se o vídeo que vc está vendo é de sexo consensual, não envolve tráfico sexual, foi filmado com permissão de todos oa envolvidos, foi compartilhado com permissão de todos os envolvidos etc. Nao tem nem como vc saber que aquela guria q tu ta vendo no onlyfans nao está sendo, de alguma forma, coagida a ganhar grana postando o corpo. Provavelmente nao, mas é esse o nível de abuso que pode rolar e vc, com o pau na mao, escolhe ignorar ou nao querer ver.
6) A objetificação das pessoas. Um exemplo particular: nao conheço nenhuma mulher transexual ou travesti pessoalmente e aí, como elas tem pouquissima representatividade na TV e meios de comunicação (alem de na vida real em geral), basicamente meu contato com elas é por filmes pornôs. Isso acaba me fazendo fetichizar trans/travestis. Com mulher cis eu nao percebi uma fetichizaçao tao grande e exagerada quanto com mulher trans, mas também ocorre. Dessa forma, me abster de ver pornografia é também uma tentativa de ver as pessoas em toda sua complexidade e riqueza, e acho que isso pode me tornar uma pessoa melhor.
7) Decidi focar no meu relacionamento (monogâmico) e investir nele. Eu percebi que ficar pesquisando pornografia reforçava no meu cerebro a ideia de que eu precisava de algo FORA do meu relacionamento pra me sentir satisfeito. Alem disso, ficava fazendo comparações, querendo que minha namorada fizesse coisas x e y, e ficava chateado por ela nao ser x e y. Esse mesmo comportamento de busca "externa" acontecia de outras formas que tbm estou cortando, como ficar pesquisando mulher gostosa no instagram, ou ficar buscando as gostosas na rua. A questão é muito simples: se eu estou o tempo todo reforçando no meu cerebro a ideia de que fora do meu relacionamento há mta mulher gostosa q eu gostaria de comer, como que eu vou conseguir focar num relacionamento monogâmico e ter mais vontade de transar com minha namorada? É melhor entao eu canalizar toda essa minha energia para quem realmente importa pra mim.
8) Eu vivia reclamando que nao tinha tempo livre pra fazer as coisas q eu gosto, no entanto tava gastando mais de 6 horas por semana com pornografia, entao eu simplesmente ganhei umas 6 horas por semana pra gastar com coisas mais uteis pra minha vida.
Bem, isso é o que lembrei por agora, as razoes principais de eu ter largado pornografia. Eu já tentei largar pornografia diversas vezes, mas sempre pelos motivos errados. Aliás, nao porque os motivos em si eram errados, mas porque eles faziam mais sentido para os outros, nao pra mim. Agora, mesmo que alguns desses motivos sejam os mesmos que eu usei para tentar parar outras vezes, eles sao diferentes pq agora sao pessoais, fazem sentido para mim, cada um deles tem um impacto perceptível na minha vida e experiência pessoal. Nao to fazendo pq a galera do nofap disse q é bom (ate pq n tenho nada contra masturbação), pq algum cientista falou, ou pq algum site listou todos os problemas de consumir pornografia. Eu to fazendo porque, para minha vida e para meus objetivos, nao há mais espaço algum para pornografia. Talvez seja por isso que, de todas as vezes que eu tentei parar, essa é a primeira em que eu nao sinto que estou perdendo alguma coisa, pelo contrario, sinto que agora posso ser eu mesmo, com minha moral, meus objetivos e com o controle sobre minhas atitudes.
submitted by bebetolittlefella to sexualidade [link] [comments]


2020.08.18 01:01 eduruiz333 Github — mais que apenas repositórios

Já tem um tempo que o Github deixou de ser apenas um grande manancial de repositórios, oferecendo também outros serviços tipo o Git Pages como serviço de host para suas páginas, o gist como ferramenta para partilhar notas, trechos de códigos, snippets, etc, e recentemente também disponibilizou um recurso de editar um README legalzinho para apresentação pessoal da sua conta. Vou falar um pouco sobre cada um deles.

Para usar o Git Pages, é muito simples, o passo a passo é este:

  1. Crie um novo repositório, e caso você queira usar um tema já disponível pelo próprio Git, marque a opção de criar o README (Initialize this repository with a README);
  2. No repositório criado, clique em “Options” no menu superior;
  3. Desça a tela até encontrar a opção “GitHub Pages”, e então clique no botão “None” e selecione a branch “Master”. Nesse momento você vai poder clicar no outro botão “Choose a theme” para escolher um tema já disponível pelo próprio Git Pages, ou então poderá enviar os arquivos do seu site posteriormente através do Git-flow;
  4. Clique em “Save” — e VOILÀ!
A URL do seu site poderá ser encontrada na seção “Options” do seu repositório, e normalmente terá esse formato: https://seunomedeusuarioaqui.github.io/seurepositorio. Caso você tenha optado por usar um tema do próprio Git, poderá editar seu HTML utilizando markdown (clique aqui para saber mais sobre markdown).
DICA DA BOA: Para criar uma URL raiz para sua página principal no Git Pages, como para uso de um portfólio ou apresentação, por exemplo, basta seguir os mesmos procedimentos acima, mas sendo que o nome do repositório a ser criado deve ser exatamente com o nome do seu usuário no git, seguido das palavras github.io, como neste exemplo: seunomedeusuarioaqui.github.io.
PS.: Até onde eu pude ver, as Git Pages rodam apenas front-end, o que é plenamente compreensível.
DICA DA BOA 2: de início, as páginas criadas no Git Pages não são indexadas pelo Google, mas isso não vai te impedir, certo? Para tanto, basta você solicitar a indexação da sua página no Google Console (https://search.google.com/search-console), fazer upload do arquivo gerado no seu repositório em questão, e já é, em um ou dois dias já tá no Google. E caso queira acompanhar métricas do seu site, basta gerar o código do Google Analytics (https://analytics.google.com) e seguir as instruções de colar no header da sua página, outra no body, etc e talz.

Para criar um READEME de apresentação

Criar um README personalizado melhora o visual da página de apresentação da sua conta no Github, tornando assim mais atrativo tanto para seus visitantes quanto para possíveis recrutadores. Bora lá.
  1. Crie um novo repositório, mas cujo nome seja apenas igual ao seu nome de usuário (p.e.: eduruiz333),e marque a opção de criar o README (Initialize this repository with a README);
  2. Edite este arquivo README com as suas informações pessoais, utilizando também markdown (clique aqui para saber mais sobre markdown);
  3. SHAZAM! Agora ao acessar o seu repositório você terá uma apresentação mais bonitinha :-)

Para criar Gists

Para criar gists e compartilhar trechos de códigos, snippets, anotações, e o que mais sua imaginação mandar, basta:
  1. Acesse seu gist pela URL: gist.github.com/seunomedeusuarioaqui
  2. Daqui em diante basta criar seus próprios arquivos, não esquecendo de sempre adicionar as extensões dos mesmos. Uma vez criados, é só compartilhar com geral, caso queira.
DICA DA BOA: se você utiliza o VS Code, pode instalar a extensão “Settings Sync” — isso permite que você salve no seu gist todas as configurações do seu VS Code, tais como extensões instaladas, configurações de temas e teclas de atalho, etc, etc, etc. Isso é uma mão na roda quando você quer ter seu editor com as mesmas configurações depois de formatar ou trocar de computador, acessar de lugares diferentes, acredite, é realmente muito útil!
Não sei se outras IDE’s também tem esse recurso, talvez sim, comenta aí se você sabe alguma.
Link no Medium: https://medium.com/@eduruiz333/github-mais-que-apenas-reposit%C3%B3rios-fc93d62cb428
submitted by eduruiz333 to brasil [link] [comments]


2020.08.07 19:16 Cetic0 Privacidade de Dados

Pois bem, eu geralmente não posto muito, mas tendo em vista a ameaça iminente a nossa liberdade de expressão com a aprovação da lei das fake news, achei necessário me pronunciar sobre. Essa lei absurda coloca em foco algo que poucas pessoas se preocupam por aqui, dada a magnitude dos diversos problemas que assolam esse país: a privacidade de dados. Você violar a capacidade de um indivíduo se comunicar anonimamente com o outro, e colocar desculpas como segurança nacional, combate à fake news etc, é o início de uma ameaça enorme a liberdade como um todo. Quero vos lembrar que a apesar de sermos um país relativamente bem livre em comparação aos outros, não estamos seguros de possíveis baixas em nossa liberdade, visto por exemplo está lei. Portanto, vou dar algumas dicas ( de básico a um pouco avançado) para que resguardem sua proteção um pouco mais.
Dica 1: Evitem se utilizar de serviços centralizados
WhatsApp, Facebook, Twitter, todos são geridos por empresas, em servidores centralizados, e facilmente passíveis de censura e violação de privacidade de dados,já que já é conhecido por grande parte do público a parceria entre empresas e governos para espionagem ( caso NSA Snowden). Optem por serviços como mastodon ( alternativa ao Twitter), element.io( alternativa ao WhatsApp e que não necessita de telefone, você só da se quiser), pois estes tem como principal vantagem serem de código aberto, mantidos por comunidades não empresas, e tem como principal objetivo garantir a comunicação de seus usuários respeitando a privacidade.
Dica 2: Não coloquem informações pessoais sensíveis em suas redes sociais
É fato que a grande maioria utiliza Facebook, com pouca ou muita frequência, mas ninguém se atenta ao risco de expor seus dados em público em uma rede social. Se vincular a parentes, colocar onde estudou, religião, opiniões sensíveis ( sobre política, causas sociais) tudo isso forma um grande banco de dados a seu respeito e que é vendido a basicamente qualquer empresa para fornecer “anúncios personalizados”. Se isso não lhe incomoda, saiba que da mesma forma que as empresas, os governos também tem acesso a esses dados e podem em algum momento se utilizar disso para te atingir.
Dica 3: Evitem serem rastreados pela web
Todos os sites que vocês acessam contém trackers, que basicamente os perseguem durante a navegação para saber onde você clicou, que site acessou, por onde, como, é basicamente coletar dados para anúncios. Não precisa ser nenhum hacker para diminuianiquilar isso de forma simples. Basta que instalem em seus navegadores duas extensões (addons): ublock origin e ClearURL. O primeiro é o bloqueador de anúncios e o segundo remove todos os trackers de links e sites que você acessa, impedindo que os mesmos os rastreem pela web.
Dica 4: Utilize aplicações de código aberto
Essa é um pouco mais avançada mas muito válida. Sites como o alternative.to fazem um maravilhoso trabalho ao apontar alternativas de código aberto a aplicações famosas de código fechado. Uma aplicação de código aberto lhe garante a segurança de saber que ele foi auditado pela comunidade, não contém trackers/anúncios invasivos que visam coletar seus dados, além de serem mais respeitosos com sua privacidade. Lembre-se: se você utiliza de algum app “gratuito”, muito provavelmente você é o produto.
Bom, são dicas simples mas que se implementadas já fazem uma enorme diferença. Para quem é fluente em inglês, deixo aqui dois subs que são ótimos para tirar dúvidas e aprender mais a respeito da luta pela privacidade online.
privacytoolsIO Privacy
submitted by Cetic0 to brasilivre [link] [comments]


2020.06.16 23:51 shiocaju Sair de Casa // Dicas

Olá a todos!
Há uns dias fiz um post em que vos perguntei dicas e conselhos para sair de casa.
O cenário era o seguinte: casa arrendada com outra pessoa.
Recebi uma quantidade enorme de informação assim como links para outras threads, achei por bem compilar tudo para uso pessoal, mas acho que vou partilhar aqui para quem quiser :)
PRÉ MUDANÇA
ESCOLHA DA CASA
CONTRATO
VIVECOABITAR

Se forem comentando mais alguma coisa eu edito e adiciono à lista.
Espero que ajude alguém :)
submitted by shiocaju to portugal [link] [comments]


2020.01.30 20:45 nikkigreyton Digital Gold o Ouro Padrão Para Sua Criptografia

Digital Gold o Ouro Padrão Para Sua Criptografia
Antes de focar no projeto Digital Gold em profundidade, é importante fornecer uma visão geral do motivo pelo qual o ouro digitalizado é altamente relevante para o mercado de criptomoedas. Atualmente, o mercado financeiro possui vários enormes fundos de ouro negociados em bolsa (ETFs), com enormes quantidades de fundos. Por exemplo, as SPDR Gold Shares (GLD) atualmente têm uma capitalização de mercado de mais de US $ 36 bilhões, provando que o ouro continua sendo um ativo atraente para investidores em todo o mundo. É difícil determinar o valor total da capitalização no mercado de ouro, mas excede o limite de US $ 100 bilhões.

A simples quantidade de capital investido nesses fundos, comparada à quantidade de ouro comprada e armazenada, leva a uma conclusão simples: o público em geral não está inclinado a comprar, armazenar e processar ouro físico.

Compra e Armazenamento Reais de Ouro Levam a Complicações, Como Conformidade Com Procedimentos Legais Rigorosos e Conformidade Com Medidas de Segurança

As razões por trás desta declaração variam, mas muitos usuários já estão acostumados ao mercado financeiro como ele é. A compra e o armazenamento de ouro real levam a complicações, como o cumprimento de procedimentos legais rigorosos e o cumprimento de medidas de segurança. Portanto, os consumidores preferem apelar a terceiros para lidar com esses aspectos. Nesse cenário, uma alternativa apropriada aos ETFs é comprar ouro simbolizado.


https://preview.redd.it/cc2x0494zyd41.jpg?width=640&format=pjpg&auto=webp&s=bda84ef194e98197b253278c433b9c8c3b199e4b
É exatamente disso que trata o projeto Digital Gold, oferecendo vários benefícios aos usuários. Ao usar o token GOLD para comprar ouro digitalizado, os clientes não correm o risco de bloquear sua conta. Isso geralmente acontece com os corretores devido às condições estritas, como disponibilidade limitada do país, limites de negociação ou solicitações invasivas de informações pessoais. Por outro lado, o token GOLD permite que os usuários negociem o quanto quiserem, sem precisar revelar sua identidade.

Digital Gold, Destinado a Incentivar a Digitalização dos Mercados Financeiros e Seus Instrumentos de Investimento Afiliados

O Digital Gold é um projeto baseado em blockchain projetado para incentivar a digitalização dos mercados financeiros e seus instrumentos de investimento relacionados. Ele espera fazer isso permitindo que os usuários comprem cobertura física de ouro, por meio do token GOLD baseado no ERC-20 Ethereum. O projeto tem muitos benefícios para seus usuários, o mercado de ouro, mas também para a tecnologia blockchain como um todo. Com isso em mente, os clientes podem usar a plataforma para comprar instantaneamente o token GOLD. Cada peça é igual a um grama de 99,99% de ouro FINE armazenado nos cofres da empresa. Como tal, os tokens permitem que os usuários usem ouro indiretamente para transações em dinheiro ou como um método de armazenamento de riqueza. Isso é alcançado sem exigir que os usuários sigam procedimentos complicados. Website: https://gold.storage/
O token é indexado ao valor do preço à vista do ouro, desempenhando também um papel estável. Isso o torna útil para proteção contra a volatilidade do mercado no mercado de criptomoedas, permitindo que os usuários aproveitem as crescentes tendências dos preços do ouro a longo prazo. A liquidez é garantida o tempo todo, pois é possível verificar auditorias independentes ao vivo para verificar o número de tokens em circulação com a quantidade de ouro armazenada no cofre. A digitalização do ouro não deixará de aprimorar o apelo global do metal precioso, procurado e utilizado pelos seres humanos há milhares de anos. A implementação cruzada da tecnologia de ouro e blockchain é outro cenário de sucesso, mostrando o potencial do blockchain de revolucionar o mercado financeiro.

Use o Blockchain Para Resolver Problemas

Por falar em blockchain, sua aplicação no projeto Digital Gold permite vários recursos inovadores, incluindo, mas não se limitando a, transações instantâneas e baratas feitas via blockchain Ethereum, a imutabilidade de todas as transações confirmadas (sem risco segurança de rede global e proteção contra ataques cibernéticos, funcionalidade inteligente de contrato (oferecendo uma compra instantânea de ouro para cada token adquirido), transparência do mercado, suporte para todos os portfólios e suporte do ERC20 a negociação do token GOLD nas trocas de parceiros. A comunidade de tokens GOLD pode usar o Digital Gold Marketplace para comprar e / ou vender o token instantaneamente. Como a controladora também é fornecedora de liquidez, os usuários podem realizar quantas transações quiserem 4, sem nenhum custo adicional, além das taxas anuais de serviço e do custo geral de "gás" para as transações. baseado no Ethereum.
O projeto Digital Gold não é uma oferta inicial de dinheiro, já que nenhum esforço de financiamento coletivo está em andamento. Como todas as operações são autofinanciadas, qualquer aquisição do token GOLD resulta em uma compra inteligente instantânea de ouro físico com base em contrato. O interesse global no mercado de ouro é bem conhecido, pois o valor do ouro negociado na bolsa de valores (ETF) excede os limites de US $ 100 bilhões. Com o token GOLD, o metal precioso agora pode ser mais do que um método de armazenamento de riqueza e uma ferramenta de investimento. Usando o blockchain, o ouro agora pode ser usado como meio de pagamento para transações de todos os tipos. Website: https://gold.storage/
Author :
LEGAL DISCLAIMERO Conteúdo é apenas para fins informativos, você não deve interpretar nenhuma informação ou outro material como aconselhamento jurídico, tributário, de investimento, financeiro ou outro. Nada contido em nosso Site constitui uma solicitação, recomendação, endosso ou oferta da CCA ou de qualquer provedor de serviços de terceiros para comprar ou vender quaisquer valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros nesta ou em qualquer outra jurisdição na qual essa solicitação ou oferta seria ilegal sob as leis de valores mobiliários de tal jurisdição.
submitted by nikkigreyton to BountyICO [link] [comments]


2020.01.11 19:42 ORoxo Como investir Keep it simple, Stupid!

Olá,
Se chegaste até aqui é porque estás preocupado com as tuas finanças, por isso, parabéns!
De facto, é uma preocupação fundamentada, uma vez que, de acordo com Relatório sobre a Sustentabilidade Financeira da Segurança Social publicado em Outubro de 2018 como anexo do Orçamento de Estado de 2019, a Segurança Social como a conhecemos hoje esgotar-se-á no final da segunda metade da década de 2040.
O FEFSS (Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social), a ser utilizado perante saldos negativos do sistema previdencial a partir do final da segunda metade da década de 2020, teria com a atual projeção, um esgotamento no final da segunda metade da década de 2040, representando uma melhoria face à projeção do relatório de sustentabilidade anexo ao Relatório do OE de 2017, em cinco anos.
Assim, se, tal como eu, estás a iniciar a tua vida adulta, provavelmente serás responsável pelo teu próprio sustento durante a idade da reforma. Como tal, temos de arranjar uma forma de garantir que o nosso dinheiro rende, para garantir esse conforto futuro.
A melhor forma que conheço para o fazer é através de investimentos, algo que começa agora a ser falado no nosso país, mas sobre o qual a generalidade das pessoas ainda sabe muito pouco.
Ao contrário de subs de outros países relacionadas com finanças pessoais onde existem vários tópicos Guide, em Portugal, tal não acontece.
Para colmatar essa lacuna, decidi escrever este post que espero ajudar aqueles que buscam conselhos financeiros e que se deparam com esta comunidade pela primeira vez.
Infelizmente (ou felizmente) não venho de famílias abastadas. Como tal, há cerca de 2/3 anos quando comecei a ganhar alguma autonomia financeira coincidente com a minha entrada no mercado de trabalho, comecei a pensar como viria a fazer face às minhas despesas - casa, carro, alimentação, etc.
Desta reflexão resultaram muitas horas de leitura e lições que agora partilho aqui convosco:
Lição 1: ninguém cuidará melhor do vosso dinheiro do que vocês.
Começo por partilhar convosco que uma das coisas que mais me irrita na indústria financeira - e no qual tenho a minha quota-parte de culpa, dado que é a minha área de formação - é da necessidade de complicar. Alguém que esteja de fora, ficará intimidado pela complexidade de palavras que usamos como asset alocation, derivatives, bonds, stocks, optimal portfolio allocation, options, warrants e futuros. Como se isso não bastasse, não educamos os jovens em finanças - em muitos casos temos dificuldade em poupar e noutros tantos em perceber como investir.
Claro que toda esta iliteracia financeira é um paraíso para portfolio managers e outros agentes dispostos a investir o vosso dinheiro por vocês. Porquê, perguntam vocês?
Existem três formas através das quais um porfolio manager consegue fazer dinheiro para a empresa:
  1. Comissões sobre produtos;
  2. Assets Under Management;
  3. Aconselhamento 1-on-1.
Em primeiro lugar, parte do salário de um portfolio manager, é variável. Por outras palavras, está dependente do lucro que trouxer para a empresa. Como tal, não é de admirar que vos sugerirão aqueles produtos que lhes dêem maior retorno, independentemente do retorno que vos trouxerem para vocês. Como tal, aqueles produtos que vos tentarão enfiar pela garganta abaixo são precisamente aqueles que vão de acordo com os objectivos deles (maximizar lucro) e não necessariamente os vossos (maximizar o retorno).
Para além disso, existe também o modelo AUM (Assets Under Management) que na práctica é 1-2% que vos cobrados pelo valor de activos na vossa carteiro. A título de exemplo, suponham que eu tenho 100.000€ investidos na institução A cuja taxa AUM é de 2%. Todos os anos terei de pagar 2.000€ à instituição financeira que faz a gestão dos meus activos, independentemente de ter, ou não lucro. Imaginem que num dado ano tive 6% de retorno, a inflação foi de 3% e a AUM é de 2%. Resta-me 1% de um retorno que deveria ter sido 3%. De repente, um ano que até teria sido bastante positivo transformou-se num mísero 1%. (Parece-vos justo? Nem a mim...)
Por último, alguns advisors estão ainda disponíveis para vos aconselha por uma módica quantia de X, sendo X um valor absolutamente ridículo para o qual não existe qualquer justificação lógica. Como se tal não bastasse, muitas vezes esse aconselhamento não se traduz em qualquer valor acrescentado para nós. Com sorte, vai de encontro ao ponto 1 e comem-nos por parvos duas vezes: no aconselhamento que roçou o medíocre e na venda de um produto com comissões altíssimas e retornos pelas ruas da amargura.
Dito isto, aqui fica a primeira lição: ninguém cuidará melhor do vosso dinheiro do que vocês!
No entanto, identificar um problema sem o tentar resolver soa-me um pouco hipócrita. Por isso, deixem-me introduzir-vos à segunda lição: é mais fácil do que parece.
Dado que, como já partilhei convosco acima, a minha formação base é finanças, comecei a pensar "como é que se investe?". Esta questão levou-me a ler vários livros sobre investimento e apercebi-me que, ao contrário do que todos os profissionais da área faziam parecer crer, investir, era bastante simples.
Tão simples, de facto, que alguém com zero experiência como investidor conseguirá obter um retorno melhor do que 80% dos ditos portfolio managers utilizando apenas as ferramentas que partilharei convosco neste thread.
O quê?! 80%?! Mas investir não é difícil?!
Não.
O quê?! Melhores retornos que portfolio managers que vivem, respiram e comem informação financeira?
Sim.
Afinal eu não preciso de pagar fees ao meu banco para investir por mim?!
Não.
Contudo, antes de partilhar convosco quais são essas ferramentas há três questões que são imperativas que saibam responder:
  1. Em que fase da vossa vida é que estão? Acumulação ou Preservação de riqueza?;
  2. Que níveis de risco é que estão disponíveis a aceitar?;
  3. O vosso horizonte temporal a nível de investimentos é longo ou curto prazo?.
Certamente repararam que as três questões estão intrinsecamente ligadas e que existe um tema comum a todas elas, risco. Pelo que gostava de começar por abordá-lo em primeiro lugar.
Ao contrário do que vos possam dizer ou vocês próprios possam pensar, não existe nenhum investimento 100% seguro.
Experimentem colocar o vosso dinheiro debaixo do colchão durante 20 anos e depois contem-me como os 20k€ que com tanto esforço, suor e lágrimas amealharam valem agora apenas 5k€ em bens e/ou serviços. Ou talvez vocês seja pessoas conservadoras e decidam comprar títulos do tesouro, mas nesse caso apresentar-vos-ei a minha inflação ou então são completamente o oposto e decidem que acções is the way to go, caso em que opto por vos dar a conhecer a minha outra amiga, deflação.
Estes exemplos não servem para vos desincentivar de investir. Queria apenas de uma forma, mais ou menos, lúdica demonstrar-vos que, qualquer que seja a nossa opção, nunca estamos 100% seguros. Consequentemente, a única opção que nos resta é fazer as escolhas que julgamos serem as mais correctas com a informação que temos disponível de momento - e atenção que não fazer escolha é, em si, uma escolha.
Dito isto, existem apenas outras três ferramentas que necessitam para construir o vosso portfolio:
(já repararam que eu gosto de manter as coisas simples?)
  1. Acções
E se invés de apostarmos numa única equipa e rezássemos para que essa equipa vencesse, pudéssemos apostar que uma qualquer equipa entre todas as que estão na competição poderia ganhar? As nossas odds seriam bem melhores, verdade?
É isso que constitui um index fund - um cabaz de acções de várias empresas. Regra geral, cada index fund tem um benchmark que segue o que acaba por definir as ações nas quais esse index fund invest. Tudo o que precisam de saber são três siglas muito simples, IWDA:NA, VUSA e VWRL.
Quais as diferenças?
Dentro dos fundos cotados (aka ETFs), existem duas sub-classes no que toca à distribuição dos dividendos consoante o fundo reeinvista autmaticamente os dividendos ou caso os distribua aos investidores, chamados accumulation ou distribution, respectivamente*.*
Isto é relevante principalmente para efeitos fiscais. No que toca a investimentos desta natureza, existem dois momentos nos quais estás sujeito a imposto.
Na altura de receberes os dividendos e no momento da venda propriamente dito.
Aquando da distribuição dos dividendos, o teu broker transferirá para a conta bancária associada o valor dos dividendos retirados os 28% de imposto. No momento da venda, analisar-se-á qual a mais ou menos valia que há a realizar. Isto é, se vendeste o investimento a um preço superior ao que compraste, o valor de imposto a pagar será de 28% sobre essa diferença. Se o valor de venda for inferior ao valor de compra, não terás qualquer imposto a pagar.
Logo, salvo raras excepções, é aconselhável que se invista num ETF que seja cumulativo (IWDA:NA). Desta forma, tiraremos proveito da capitalização composta dos juros ao mesmo tempo que adiamos o pagamento de impostos desnecessários.
  1. Obrigações
As obrigações proporcionam uma viagem ao longo do percurso de investidor um pouco mais suave. Pessoalmente, dada a minha idade, não creio que tenha muito interesse para mim. No entanto, para investidores mais conservadores, BND e AGGG-fund?switchLocale=y&siteEntryPassthrough=true) são as única sigla que precisam de conhecer neste sub-universo.
  1. Dinheiro
Um fundo de emergência é algo que devemos sempre ter. Ninguém sabe o que acontecerá no dia de amanhã e enquanto investidores de longo-prazo não queremos ter de liquidar os nossos activos devido a uma emergência. Por isso, três a seis meses de despesas fixas é um bom objectivo para se ter em dinheiro numa conta a ordem ou conta poupança que possa ser movimentada sem incorrer em custos.
Lição 2: Todos os portfolio managers acreditam que conseguem bater o mercado. Por sua vez, nós, investidores, acreditamos que conseguimos escolher aqueles que o fazem. Estamos todos enganados.
Imaginem uma sala cheia de crânios financeiros, vestidos nos seus fatos com tecidos italianos. Estes profissionais contam com anos de experiência nos mercados de capitais, para não falar das décadas passadas a estudar em grandes Business Schools.
Para além disso, têm à sua disposição inúmeras ferramentas da Bloomberg, Reuters e outros grandes players que lhes permitem ter acesso a toda a informação, constantemente actualizada, a qualquer instante.
Apesar de trabalharem noite e dia, estes guerreiros também descansam para um ocasional café, cigarro e almoço de negócios. Nesses raros e curtos momentos, encontram-se com outros analistas, experts, insiders das empresas nas quais investem e outra panóplia de gente importante.
Ao conviverem tão próximos com a realidade na qual investem, de certeza que eles sabem o que andam a fazer, certo?
Ahhhhh...think again.
Está comprovado impericamente (clicar irá fazer o download de um pdf) que os vários fundos de investimento não são capazes de dar rendibilidade superior ao seus investidores, quando comparado com o mercado.
Num horizonte temporal de 5 anos, 84,15% dos fundos de investimento tiveram uma performance pior do que o S&P500.
Logo, para terem um retorno superior ao mercado, vocês teriam de escolher o melhor fundo de investimentos possível, de um conjunto de 10! Como se isso não bastasse - e supondo que escolhiam o fundo vencedor -, ser-vos-ia cobra entre 1 a 2% em comissões. Não é muito? Para ilustrar a diferença que isto pode fazer, sigam o meu raciocínio:
Suponham que investiram 10.000€ há 30 anos num dado activo. A rentabilidade média desse mesmo activo foi de 7%, já tida a inflação em conta. Se tivessem investido vocês mesmos esse valor num index fund, teriam aproximadamente 66.000€. Por sua vez, se tivessem escolhido o fundo vencedor teriam apenas 43.000€. Uma diferença de 23.000€ tendo por base apenas 2%. Funny, right?
(aqui estou a supor que o fundo vencedor vos proporcionava apenas a mesma rentabilidade dada pelo mercado, mas dado que assumi, de 10 fundos de investimento, vocês escolhiam o único cuja rentabilidade não era pior que a do mercado, parece-me justo para balançar o cenário)
Este exemplo introduz-nos à próxima lição.
Lição 3: Controlem o que conseguem controlar
Esta conversa é toda muito bonita, mas o que raio é essa coisa da Vanguard e porque é que todos os EFTs que sugeres são geridos por eles? Afinal, também és um vendedor?!
Bom ponto, tens estado atento!
Um mercado de capitais é um sítio feio, se não soubermos gerir as emoções provavelmente perderemos muito dinheiro - mais sobre isto numa edição futura do post. A verdade é que os nossos investimentos irão desvalorizar e valorizar várias vezes ao longo do tempo. Como tal, uns anos serão positivos e outros nem tanto. Isto para dizer algo que ninguém gosta de ouvir: não podemos controlar o retorno que o mercado nos dá. Felizmente, há algo que nos cabe a nós controlar: o custo do nosso investimento.
Uma vez que o lucro do nosso investimento será nada mais do que retorno - custo, minimizando o custo estamos a optimizar esta equação.
É aqui que entra a Vanguard, fundada por um grande senhor, John Bogle, em 1975.
O que a torna tão especial é que, no momento da sua fundação, John Bogle estruturou-a de forma a que fosse customer-owned e cujo objetivo fosse o breakeven (i.e., não é suposto ter lucro, mas sim apenas ser capaz de fazer face às suas despesas).
Para compreenderem a diferença, uma empresa de investimento pode ter duas formas:
  1. É uma empresa privada. Funciona da mesma forma que um negócio familiar e o objectivo é gerar valor para os donos - a Fidelity Investments é um exemplo;
  2. É uma empresa cotada em bolsa, detida por accionistas.
Em qualquer um destes casos, o objectivo da empresa é gerar lucro. Apenas deste modo serão capazes de pagar as suas despesas e remunerar os seus donos, sejam eles privados ou accionistas. Não é difícil perceber que quanto maior for o lucro, maior será a fatia dada a cada um destes agentes. Logo, há todo um incentivo para a maximizar tanto quanto possível. E imaginem de quem virá essa fatia...nós, investidores, claro!
Por outras palavras, quando investimos com uma destas empresas, estamos a pagar pelo investimento financeiro propriamente dito e mais alguns pózinhos para os seus donos/accionistas.
Logo, é claro que há aqui um conflito de interesses - o mesmo se passa com portfolio managers, mas isso fica para uma outra versão do post. O dono de uma empresa de investimento quer que os fees sejam tão altos quanto possível. Eu, enquanto investidor, quero pagar o mínimo.
Ainda que este modelo de negócio seja perfeitamente digno. Nós, investidores, temos uma solução melhor! Acontece que John Bogle quando fundou a Vanguard, fê-lo de modo a que a mesma fosse detida pelos fundos que esta opera. Ora, uma vez que são os investidores que detêm os fundos, na práctica, os investidores detêm a própria Vanguard.
Logo, qualquer lucro que a empresa tivesse entraria directamente para a nossa carteira. No entanto, dado que este circulo Investidor - Vnaguard Mutual Funds - Vanguard - Investidor seria um pouco non-sense, a Vanguard opera no breakeven, cobrando os custos mínimos para garantir a sua operação.
No que é isto se traduz, na práctica? No facto de que o expense ratio (ou seja, a taxa de encargos correntes) média dos fundos da Vanguard seja 0.2% contra 1,20% da indústria. Pode não parecer muito, mas considerando este valor sobre vários anos e sobre um capital considerável, dá uns bons mlhares de euros poupados no final de uma vida de investidor.
Lição 4: Fazer para crer
Dito isto, como é que se compra essas coisas estranhas, ETFs? Para o fazer, precisam de uma correctora ou broker. Cada correctora practica o seu próprio preço. Por isso, é importante compararem-nos antes de abrirem conta numa delas. Deixo-vos aqui e aqui e aqui imagens de tabelas comparativas das várias correctoras a operar em Portugal (obrigado, Bárbara Barroso). Para além dos custos de aquisição de títulos, algumas delas cobram ainda custos de manuntenção e/ou outros.
Muitas destas correctoras permitem criar contas demo. Caso estejam indecisos. criem uma e experimentem a plataforma de negociação.
Feito este passo, é uma questão de acederem à dita plataforma, procurar os títulos indicados acima e adquiri-los.
Frequently Asked Questions
Os mercados estão em máximos históricos. Por isso, uma recessão está para breve. Será que devo esperar que a dita recessão chegue e que os mercados acalmem?
Ninguém sabe ao certo quando - e sequer se - estaremos perante uma recessão. A pesquisa feita em torno dos retornos históricos demonstra que se tiveres X€ para investir, a melhor solução é colocá-los de uma só vez no mercado.
Mas ainda ontem ouvi o Miguel Sousa Tavares a dizer que estaria para breve!
Não.
Ah, mas a minha tia, que é economista, disse no jantar de Natal que a guerra comercial da China e dos EUA...
Não.
Ah, mas o meu piriquito...
Não.
Ninguém consegue fazer timing ao mercado e quem vos disser o contrário está a tentar enganar-vos. No caso de serem vocês próprios, sentem-se à espera que a vontade passe, 99.9% das vezes estarão enganados.
Devo investir com a Degiro?
Antes de usarem a DeGiro como vossa correctora leiam este thread e pesquisem Amsterdamtrader Degiro no Google.
Com este tópico pretendo apenas informar-vos. Como tal, ainda que vos possa partilhar convosco como giro os meus investimentos, tento ser o mais imparcial possível. No entanto, sou defensor que devemos fazer escolhas conscientes. Não digo que não seja uma boa opção, estejam apenas consciente do que se passa no background.
Qual é a correctora que usas, u/ORoxo**?**
Comecei por usar o Banco Invest porque me dava uma segurança adicional fazê-lo através de um banco no qual confio. No entanto, os custos eram demasiado elevados e agora faço-o pela DeGiro, apesar do indiquei no ponto imediatamente acima. O importante é termos consciência dos riscos, lembrem-se.
O que acontece se a correctora que uso for à falência?
Regra geral, as correctoras mantêm os nossos activos numa entidade legal separada. Na práctica, isto significa que a correctora teria uma entidades para o negócio de corretagem propriamente dito através da qual realiza todas as actividades inerentes à operação (i.e., pagar os salários dos empregados, receber os fees dos clientes, etc, etc) e outra entidade à qual os nossos activos estariam alocados (dinheiro que temos em conta e os nossos produtos financeiros). A vantagem deste tipo de estrutura é que, em caso de falência do negócio, os ativos dos investidores não poderiam ser usados para pagar aos credores da correctora.
Não vos posso dizer se na práctica é 100% assim mas, pelo menos em teoria, isto acontece (ver e ver). Usando a DeGiro como exemplo:
DEGIRO holds Financial Instruments for you in such a way that they cannot be accessed by creditors of DEGIRO, even if DEGIRO would be bankrupt.
Ainda assim, supondo que a DeGiro ia à falência, dado que está sediada na Holanda, estaria ao abrigo do Investor Compensation Scheme que fará face às obrigações da correctora até um limite de 20k€ por investidor.
Para vos dar outro exemplo, caso investissem através da Interactive Brokers, o limite seria 500k€, uma vez que estariamos ao abrigo da SIPC (Securities Investor Protection Corporation).
Estes valores/regras dependerão do país no qual a correctora está sediada. Caso queiram optar por outra, as preocupações deverão rondar as seguintes questões:
Qual é a rentabilidade anual que posso esperar do meu portfólio, se seguir as estratégias deste post?
Tendo em consideração os dados do último século, o retorno médio anual do mercado de capitais foi de 10%. Na práctica, isto quer dizer que se adquirires um ETF cujo benchmark seja o S&P500 ou um índice global (muitas vezes os ETF deste tipo têm WLR ou World no nome), no longo prazo (20+ anos), podes esperar um retorno anual de 10% nos teus investimentos. Atenta, por favor, que isto não quer dizer que terás todos os anos 10% - poderão haver anos que ganhas 30% e noutros perdes 15%, por exemplo. Ainda assim, no longo-prazo, em média, poderás esperar um retorno de 10%/ano.
O importante é que não faças o que a maior parte das pessoas faz: vender quando o mercado está a cair e comprar quanto o mercado está em alta. O nosso objectivo enquanto investidores de longo prazo deve ser comprar sempre o mesmo em valor absoluto (supõe que defines como objetivo uma taxa de poupança de 30%/mês; deverás investir sempre esses 30% quer o ETF custe 10€ ou 80€). Uns anos essa poupança de 30% comprará mais unidades do dito ETF, outras menos. Ainda assim, no final da nossa vida de investidor, poderemos esperar um retorno de 10%/ano, em média.
Para aqueles que são conservadores, usem 6% como referência.
O ETF xpto é uma boa alternativa aos que mencionas no teu post?
Quando consideramos investir num ETF há algumas questões que devemos colocar:
  1. Qual é o activo subjacente ao ETF?
  2. Qual o custo de gestão do ETF?
  3. O ETF é cumulativo ou distribuí dividendos?
  4. Em que praça é cotado?
  5. Em que moeda está denominado o ETF?
Em primeiro lugar, importa perceber qual é o activo que está subjacente ao ETF.
Em segundo lugar, importa analisar os custos.
Eu posso pensar "epah estar exposto ao mundo todo é melhor do que estar apenas exposto ao mercado dos EUA." Certíssimo. No entanto, o retorno que irei ter ao estar exposto a empresas de diferentes geografias vai compensar a diferença de custos de gestão anuais que terei de pagar? Para além disso, supondo que estou a investir em empresas do S&P500, a maior parte delas operam em vários mercados. Será que faz sentido optar por um ETF que diversifica ainda mais, incorrendo em custos superiores, quando as grandes empresas são, hoje em dia, na sua grande maioria, globais?".
O ponto 3, ainda para mais em Portugal, é fulcral. Cada vez que te forem pagos dividendos, pagarás 28% de imposto. Logo, supondo que recebes 1.000€ de dividendos, só receberás à cabeça 720€. Num ano, pode não parecer muito, capitaliza isto pela tua vida de investidor, no meu caso 50 ou 60€ e tens uma valente fortuna paga ao Estado, sem motivo para isso.
Qual é então a solução? Fácil! Investir num ETF que invés de te dar os 1.000€ todos os anos, os investe automaticamente no ETF. Não só poupaste 28% em imposto como o poder do juro composto vai multiplicar este valor inúmeras vezes. Lembra-te, sempre que possível, accumulating.
O próximo ponto também é essencial uma vez que se o EFT for cotado nos EUA não está sequer acessível para nós. Infelizmente, as normas europeias exigem que os issuers forneçam uma série de informação, sem a qual os ETF não poderão ser transacionados em bolsa Europeias. Consequentemente, não são sequer solução para nós porque simplesmente não estão disponíveis.
Por último, há pessoas que consideram que seja bastante importante a moeda na qual o ETF está cotado devido ao currency risk (i.e., supõe que tens um activo em USD e gastas o teu dinheiro em EUR. O risco é que o USD desvalorize face ao EUR e que, consequentemente, percas poder de compra).
Pessoalmente, não é algo que me faça perder o sono, mas é uma questão a considerar.
O que acontecerá às minhas poupanças daqui a 20 anos se conseguir investir mais 50€/mês?
De acordo com esta calculadora, daqui a 20 anos terás mais 36.199,34€ ou 22.782,29€, consoante a tua perspectiva face à taxa de juro seja optimista ou pessimista, respectivamente.
Quero aprender mais sobre o tópico. O que me aconselhas?
Infelizmente, muito do conteúdo que existe está extremamente vocacionado para o mercado Norte-americano, em particular os EUA - surprise, surprise, han?
De qualquer modo, existem muitas (e boas!) lições que podemos adaptar à nossa realidade. Por isso, caso se sintam à vontade a ler inglês aconselho os seguintes livros:
Creio que para a maior parte deles poderão encontrar a versão em PT. No entanto, caso considerem que há interesse posso fazer um breve resumo de cada um deles e incluí-lo no âmbito do thread.
Para aqueles cujas versões de inglês forem suficientes, mas cujo valor dos livros faça diferença no orçamento familiar, mandem-me dm.
Tenho mais de 100.000€ disponível para investir, devo seguir o mesmo processo?
Não.
Nesse caso, por favor, abre uma garrafa de champanhe. Para além de estares entre os 20% mais ricos de Portugal e dinheiro não ser uma preocupação para ti, podes investir directamente com a Vanguard.
Para o fazeres, envia um e-mail para [email protected] com a indicação de que pretendes investir no index fund cujo ISIN é IE0002639668. Infelizmente, a partir daqui não te consigo ajudar mais, uma vez que ainda não estou neste patamar. Contudo, para questões particulares, estou sempre disponível por dm, se necessitares.
Caso pretendas consultar os restantes fundos disponíveis para investidores portugueses podes fazê-lo aqui.
Creio que já deu para entender que adoro este temas. Por isso, caso tenham alguma questão, estejam completamente à vontade para a colocar nos comentários ou enviar-me dm. Terei todo o gosto em ajudar cada um de vocês em tudo o que me for possível.
Como qualquer pessoa, sou humano e, como tal, não sei tudo. Ainda assim, se for esse o caso, estou disponível para ir aprender de modo a ser capaz de vos explicar e partilhar convosco.
Provavelmente editarei este tópico várias vezes à medida que me for lembrando de mais informação. Até lá, espero que vos seja útil!
submitted by ORoxo to literaciafinanceira [link] [comments]


2019.12.28 13:24 ORoxo Como investir Keep it simple, Stupid!

Olá,
Se chegaste até aqui é porque estás preocupado com as tuas finanças, por isso, parabéns!
De facto, é uma preocupação fundamentada, uma vez que, de acordo com Relatório sobre a Sustentabilidade Financeira da Segurança Social publicado em Outubro de 2018 como anexo do Orçamento de Estado de 2019, a Segurança Social como a conhecemos hoje esgotar-se-á no final da segunda metade da década de 2040.

O FEFSS (Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social), a ser utilizado perante saldos negativos do sistema previdencial a partir do final da segunda metade da década de 2020, teria com a atual projeção, um esgotamento no final da segunda metade da década de 2040, representando uma melhoria face à projeção do relatório de sustentabilidade anexo ao Relatório do OE de 2017, em cinco anos.

Assim, se, tal como eu, estás a iniciar a tua vida adulta, provavelmente será responsável pelo teu próprio sustento durante a idade da reforma. Como tal, temos de arranjar uma forma de garantir que o nosso dinheiro rende, para garantir esse conforto futuro.
A melhor forma que conheço para o fazer é através de investimentos, algo que começa agora a ser falado no nosso país, mas sobre o qual a generalidade das pessoas ainda sabe muito pouco.

Ao contrário de subs de outros países relacionadas com finanças pessoais onde existem vários tópicos Guide, em Portugal, tal não acontece.
Para colmatar essa lacuna, decidi escrever este post que espero ajudar aqueles que buscam conselhos financeiros e que se deparam com esta comunidade pela primeira vez.
Infelizmente (ou felizmente) não venho de famílias abastadas. Como tal, há cerca de 2/3 anos quando comecei a ganhar alguma autonomia financeira coincidente com a minha entrada no mercado de trabalho, comecei a pensar como é viria a fazer face às minhas despesas - casa, carro, alimentação, etc.
Desta reflexão resultaram muitas horas de leitura e lições que agora partilho aqui convosco:

Lição 1: ninguém cuidará melhor do vosso dinheiro do que vocês.
Começo por partilhar convosco que uma das coisas que mais me irrita na indústria financeira - e no qual tenho a minha quota-parte de culpa, dado que é a minha área de formação - é da necessidade de complicar. Alguém que esteja de fora, ficará intimidado pela complexidade de palavras que usamos como asset alocation, derivatives, bonds, stocks, optimal portfolio allocation, options, warrants e futuros. Como se isso não bastasse, não educamos os jovens em finanças - em muitos casos temos dificuldade em poupar e noutros tantos em perceber como investir.
Claro que toda esta iliteracia financeira é um paraíso para portfolio managers e outros agentes dispostos a investir o vosso dinheiro por vocês. Porquê, perguntam vocês?
Existem três formas através das quais um porfolio manager consegue fazer dinheiro para a empresa:
  1. Comissões sobre produtos;
  2. Assets Under Management;
  3. Aconselhamento 1-on-1.

Em primeiro lugar, parte do salário de um portfolio manager, é variável. Por outras palavras, está dependente do lucro que trouxer para a empresa. Como tal, não é de admirar que vos sugerirão aqueles produtos que lhes dêem maior retorno, independentemente do retorno que vos trouxerem para vocês. Como tal, aqueles produtos que vos tentarão enfiar pela garganta abaixo são precisamente aqueles que vão de acordo com os objectivos deles (maximizar lucro) e não necessariamente os vossos (maximizar o retorno).
Para além disso, existe também o modelo AUM (Assets Under Management) que na práctica é 1-2% que vos cobrados pelo valor de activos na vossa carteiro. A título de exemplo, suponham que eu tenho 100.000€ investidos na institução A cuja taxa AUM é de 2%. Todos os anos terei de pagar 2.000€ à instituição financeira que faz a gestão dos meus activos, independentemente de ter, ou não lucro. Imaginem que num dado ano tive 6% de retorno, a inflação foi de 3% e a AUM é de 2%. Resta-me 1% de um retorno que deveria ter sido 3%. De repente, um ano que até teria sido bastante positivo transformou-se num mísero 1%. (Parece-vos justo? Nem a mim...)
Por último, alguns advisors estão ainda disponíveis para vos aconselha por uma módica quantia de X, sendo X um valor absolutamente ridículo para o qual não existe qualquer justificação lógica. Como se tal não bastasse, muitas vezes esse aconselhamento não se traduz em qualquer valor acrescentado para nós. Com sorte, vai de encontro ao ponto 1 e comem-nos por parvos duas vezes: no aconselhamento que roçou o medíocre e na venda de um produto com comissões altíssimas e retornos pelas ruas da amargura.

Dito isto, aqui fica a primeira lição: ninguém cuidará melhor do vosso dinheiro do que vocês!

No entanto, identificar um problema sem o tentar resolver soa-me um pouco hipócrita. Por isso, deixem-me introduzir-vos à segunda lição: é mais fácil do que parece.

Dado que, como já partilhei convosco acima, a minha formação base é finanças, comecei a pensar "como é que se investe?". Esta questão levou-me a ler vários livros sobre investimento e apercebi-me que, ao contrário do que todos os profissionais da área faziam parecer crer, investir, era bastante simples.
Tão simples, de facto, que alguém com zero experiência como investidor conseguirá obter um retorno melhor do que 80% dos ditos portfolio managers utilizando apenas as ferramentas que partilharei convosco neste thread.

O quê?! 80%?! Mas investir não é difícil?!
Não.

O quê?! Melhores retornos que portfolio managers que vivem, respiram e comem informação financeira?
Sim.

Afinal eu não preciso de pagar fees ao meu banco para investir por mim?!
Não.

Contudo, antes de partilhar convosco quais são essas ferramentas há três questões que são imperativas que saibam responder:

  1. Em que fase da vossa vida é que estão? Acumulação ou Preservação de riqueza?;
  2. Que níveis de risco é que estão disponíveis a aceitar?;
  3. O vosso horizonte temporal a nível de investimentos é longo ou curto prazo?.

Certamente repararam que as três questões estão intrinsecamente ligadas e que existe um tema comum a todas elas, risco. Pelo que gostava de começar por abordá-lo em primeiro lugar.
Ao contrário do que vos possam dizer ou vocês próprios possam pensar, não existe nenhum investimento 100% seguro.
Experimentem colocar o vosso dinheiro debaixo do colchão durante 20 anos e depois contem-me como os 20k€ que com tanto esforço, suor e lágrimas amealharam valem agora apenas 5k€ em bens e/ou serviços. Ou talvez vocês seja pessoas conservadoras e decidam comprar títulos do tesouro, mas nesse caso apresentar-vos-ei a minha inflação ou então são completamente o oposto e decidem que acções is the way to go, caso em que opto por vos dar a conhecer a minha outra amiga, deflação.
Estes exemplos não servem para vos desincentivar de investir. Queria apenas de uma forma, mais ou menos, lúdica demonstrar-vos que, qualquer que seja a nossa opção, nunca estamos 100% seguros. Consequentemente, a única opção que nos resta é fazer as escolhas que julgamos serem as mais correctas com a informação que temos disponível de momento - e atenção que não fazer escolha é, em si, uma escolha.
Dito isto, existem apenas outras três ferramentas que necessitam para construir o vosso portfolio:
(já repararam que eu gosto de manter as coisas simples?)

  1. Acções
E se invés de apostarmos numa única equipa e rezássemos para que essa equipa vencesse, pudéssemos apostar que uma qualquer equipa entre todas as que estão na competição poderia ganhar? As nossas odds seriam bem melhores, verdade?
É isso que constitui um index fund - um cabaz de acções de várias empresas. Regra geral, cada index fund tem um benchmark que segue o que acaba por definir as ações nas quais esse index fund invest. Tudo o que precisam de saber são três siglas muito simples, IWDA:NA, VUSA e VWRL.

Quais as diferenças?
Dentro dos fundos cotados (aka ETFs), existem duas sub-classes no que toca à distribuição dos dividendos consoante o fundo reeinvista autmaticamente os dividendos ou caso os distribua aos investidores, chamados accumulation ou distribution, respectivamente*.*
Isto é relevante principalmente para efeitos fiscais. No que toca a investimentos desta natureza, existem dois momentos nos quais estás sujeito a imposto.
Na altura de receberes os dividendos e no momento da venda propriamente dito.
Aquando da distribuição dos dividendos, o teu broker transferirá para a conta bancária associada o valor dos dividendos retirados os 28% de imposto. No momento da venda, analisar-se-á qual a mais ou menos valia que há a realizar. Isto é, se vendeste o investimento a um preço superior ao que compraste, o valor de imposto a pagar será de 28% sobre essa diferença. Se o valor de venda for inferior ao valor de compra, não terás qualquer imposto a pagar.
Logo, salvo raras excepções, é aconselhável que se invista num ETF que seja cumulativo (IWDA:NA). Desta forma, tiraremos proveito da capitalização composta dos juros ao mesmo tempo que adiamos o pagamento de impostos desnecessários.

  1. Obrigações
As obrigações proporcionam uma viagem ao longo do percurso de investidor um pouco mais suave. Pessoalmente, dada a minha idade, não creio que tenha muito interesse para mim. No entanto, para investidores mais conservadores, BND e AGGG-fund?switchLocale=y&siteEntryPassthrough=true) são as única sigla que precisam de conhecer neste sub-universo.

  1. Dinheiro
Um fundo de emergência é algo que devemos sempre ter. Ninguém sabe o que acontecerá no dia de amanhã e enquanto investidores de longo-prazo não queremos ter de liquidar os nossos activos devido a uma emergência. Por isso, três a seis meses de despesas fixas é um bom objectivo para se ter em dinheiro numa conta a ordem ou conta poupança que possa ser movimentada sem incorrer em custos.

Lição 2: Todos os portfolio managers acreditam que conseguem bater o mercado. Por sua vez, nós, investidores, acreditamos que conseguimos escolher aqueles que o fazem. Estamos todos enganados.

Imaginem uma sala cheia de crânios financeiros, vestidos nos seus fatos com tecidos italianos. Estes profissionais contam com anos de experiência nos mercados de capitais, para não falar das décadas passadas a estudar em grandes Business Schools.
Para além disso, têm à sua disposição inúmeras ferramentas da Bloomberg, Reuters e outros grandes players que lhes permitem ter acesso a toda a informação, constantemente actualizada, a qualquer instante.
Apesar de trabalharem noite e dia, estes guerreiros também descansam para um ocasional café, cigarro e almoço de negócios. Nesses raros e curtos momentos, encontram-se com outros analistas, experts, insiders das empresas nas quais investem e outra panóplia de gente importante.
Ao conviverem tão próximos com a realidade na qual investem, de certeza que eles sabem o que andam a fazer, certo?
Ahhhhh...think again.
Está comprovado impericamente (clicar irá fazer o download de um pdf) que os vários fundos de investimento não são capazes de dar rendibilidade superior ao seus investidores, quando comparado com o mercado.
Num horizonte temporal de 5 anos, 84,15% dos fundos de investimento tiveram uma performance pior do que o S&P500.
Logo, para terem um retorno superior ao mercado, vocês teriam de escolher o melhor fundo de investimentos possível, de um conjunto de 10! Como se isso não bastasse - e supondo que escolhiam o fundo vencedor -, ser-vos-ia cobra entre 1 a 2% em comissões. Não é muito? Para ilustrar a diferença que isto pode fazer, sigam o meu raciocínio:

Suponham que investiram 10.000€ há 30 anos num dado activo. A rentabilidade média desse mesmo activo foi de 7%, já tida a inflação em conta. Se tivessem investido vocês mesmos esse valor num index fund, teriam aproximadamente 66.000€. Por sua vez, se tivessem escolhido o fundo vencedor teriam apenas 43.000€. Uma diferença de 23.000€ tendo por base apenas 2%. Funny, right?

(aqui estou a supor que o fundo vencedor vos proporcionava apenas a mesma rentabilidade dada pelo mercado, mas dado que assumi, de 10 fundos de investimento, vocês escolhiam o único cuja rentabilidade não era pior que a do mercado, parece-me justo para balançar o cenário)

Este exemplo introduz-nos à próxima lição.

Lição 3: Controlem o que conseguem controlar

Esta conversa é toda muito bonita, mas o que raio é essa coisa da Vanguard e porque é que todos os EFTs que sugeres são geridos por eles? Afinal, também és um vendedor?!

Bom ponto, tens estado atento!
Um mercado de capitais é um sítio feio, se não soubermos gerir as emoções provavelmente perderemos muito dinheiro - mais sobre isto numa edição futura do post. A verdade é que os nossos investimentos irão desvalorizar e valorizar várias vezes ao longo do tempo. Como tal, uns anos serão positivos e outros nem tanto. Isto para dizer algo que ninguém gosta de ouvir: não podemos controlar o retorno que o mercado nos dá. Felizmente, há algo que nos cabe a nós controlar: o custo do nosso investimento.
Uma vez que o lucro do nosso investimento será nada mais do que retorno - custo, minimizando o custo estamos a optimizar esta equação.
É aqui que entra a Vanguard, fundada por um grande senhor, John Bogle, em 1975.
O que a torna tão especial é que, no momento da sua fundação, John Bogle estruturou-a de forma a que fosse customer-owned e cujo objetivo fosse o breakeven (i.e., não é suposto ter lucro, mas sim apenas ser capaz de fazer face às suas despesas).
Para compreenderem a diferença, uma empresa de investimento pode ter duas formas:

  1. É uma empresa privada. Funciona da mesma forma que um negócio familiar e o objectivo é gerar valor para os donos - a Fidelity Investments é um exemplo;
  2. É uma empresa cotada em bolsa, detida por accionistas.

Em qualquer um destes casos, o objectivo da empresa é gerar lucro. Apenas deste modo serão capazes de pagar as suas despesas e remunerar os seus donos, sejam eles privados ou accionistas. Não é difícil perceber que quanto maior for o lucro, maior será a fatia dada a cada um destes agentes. Logo, há todo um incentivo para a maximizar tanto quanto possível. E imaginem de quem virá essa fatia...nós, investidores, claro!
Por outras palavras, quando investimos com uma destas empresas, estamos a pagar pelo investimento financeiro propriamente dito e mais alguns pózinhos para os seus donos/accionistas.
Logo, é claro que há aqui um conflito de interesses - o mesmo se passa com portfolio managers, mas isso fica para uma outra versão do post. O dono de uma empresa de investimento quer que os fees sejam tão altos quanto possível. Eu, enquanto investidor, quero pagar o mínimo.
Ainda que este modelo de negócio seja perfeitamente digno. Nós, investidores, temos uma solução melhor! Acontece que John Bogle quando fundou a Vanguard, fê-lo de modo a que a mesma fosse detida pelos fundos que esta opera. Ora, uma vez que são os investidores que detêm os fundos, na práctica, os investidores detêm a própria Vanguard.
Logo, qualquer lucro que a empresa tivesse entraria directamente para a nossa carteira. No entanto, dado que este circulo Investidor - Vnaguard Mutual Funds - Vanguard - Investidor seria um pouco non-sense, a Vanguard opera no breakeven, cobrando os custos mínimos para garantir a sua operação.

No que é isto se traduz, na práctica? No facto de que o expense ratio (ou seja, a taxa de encargos correntes) média dos fundos da Vanguard seja 0.2% contra 1,20% da indústria. Pode não parecer muito, mas considerando este valor sobre vários anos e sobre um capital considerável, dá uns bons mlhares de euros poupados no final de uma vida de investidor.

Lição 4: Fazer para crer
Dito isto, como é que se compra essas coisas estranhas, ETFs? Para o fazer, precisam de uma correctora ou broker. Cada correctora practica o seu próprio preço. Por isso, é importante compararem-nos antes de abrirem conta numa delas. Deixo-vos aqui e aqui e aqui imagens de tabelas comparativas das várias correctoras a operar em Portugal (obrigado, Bárbara Barroso). Para além dos custos de aquisição de títulos, algumas delas cobram ainda custos de manuntenção e/ou outros.
Muitas destas correctoras permitem criar contas demo. Caso estejam indecisos. criem uma e experimentem a plataforma de negociação.
Feito este passo, é uma questão de acederem à dita plataforma, procurar os títulos indicados acima e adquiri-los.


Frequently Asked Questions

Os mercados estão em máximos históricos. Por isso, uma recessão está para breve. Será que devo esperar que a dita recessão chegue e que os mercados acalmem?
Ninguém sabe ao certo quando - e sequer se - estaremos perante uma recessão. A pesquisa feita em torno dos retornos históricos demonstra que se tiveres X€ para investir, a melhor solução é colocá-los de uma só vez no mercado.

Mas ainda ontem ouvi o Miguel Sousa Tavares a dizer que estaria para breve!
Não.
Ah, mas a minha tia, que é economista, disse no jantar de Natal que a guerra comercial da China e dos EUA...
Não.
Ah, mas o meu piriquito...
Não.

Ninguém consegue fazer timing ao mercado e quem vos disser o contrário está a tentar enganar-vos. No caso de serem vocês próprios, sentem-se à espera que a vontade passe, 99.9% das vezes estarão enganados.

Devo investir com a Degiro?
Antes de usarem a DeGiro como vossa correctora leiam este thread e pesquisem Amsterdamtrader Degiro no Google.
Com este tópico pretendo apenas informar-vos. Como tal, ainda que vos possa partilhar convosco como giro os meus investimentos, tento ser o mais imparcial possível. No entanto, sou defensor que devemos fazer escolhas conscientes. Não digo que não seja uma boa opção, estejam apenas consciente do que se passa no background.

Qual é a correctora que usas, u/ORoxo**?**
Comecei por usar o Banco Invest porque me dava uma segurança adicional fazê-lo através de um banco no qual confio. No entanto, os custos eram demasiado elevados e agora faço-o pela DeGiro, apesar do indiquei no ponto imediatamente acima. O importante é termos consciência dos riscos, lembrem-se.

O que acontece se a correctora que uso for à falência?
Regra geral, as correctoras mantêm os nossos activos numa entidade legal separada. Na práctica, isto significa que a correctora teria uma entidades para o negócio de corretagem propriamente dito através da qual realiza todas as actividades inerentes à operação (i.e., pagar os salários dos empregados, receber os fees dos clientes, etc, etc) e outra entidade à qual os nossos activos estariam alocados (dinheiro que temos em conta e os nossos produtos financeiros). A vantagem deste tipo de estrutura é que, em caso de falência do negócio, os ativos dos investidores não poderiam ser usados para pagar aos credores da correctora.
Não vos posso dizer se na práctica é 100% assim mas, pelo menos em teoria, isto acontece (ver e ver). Usando a DeGiro como exemplo:

DEGIRO holds Financial Instruments for you in such a way that they cannot be accessed by creditors of DEGIRO, even if DEGIRO would be bankrupt.

Ainda assim, supondo que a DeGiro ia à falência, dado que está sediada na Holanda, estaria ao abrigo do Investor Compensation Scheme que fará face às obrigações da correctora até um limite de 20k€ por investidor.
Para vos dar outro exemplo, caso investissem através da Interactive Brokers, o limite seria 500k€, uma vez que estariamos ao abrigo da SIPC (Securities Investor Protection Corporation).
Estes valores/regras dependerão do país no qual a correctora está sediada. Caso queiram optar por outra, as preocupações deverão rondar as seguintes questões:


Qual é a rentabilidade anual que posso esperar do meu portfólio, se seguir as estratégias deste post?
Tendo em consideração os dados do último século, o retorno médio anual do mercado de capitais foi de 10%. Na práctica, isto quer dizer que se adquirires um ETF cujo benchmark seja o S&P500 ou um índice global (muitas vezes os ETF deste tipo têm WLR ou World no nome), no longo prazo (20+ anos), podes esperar um retorno anual de 10% nos teus investimentos. Atenta, por favor, que isto não quer dizer que terás todos os anos 10% - poderão haver anos que ganhas 30% e noutros perdes 15%, por exemplo. Ainda assim, no longo-prazo, em média, poderás esperar um retorno de 10%/ano.
O importante é que não faças o que a maior parte das pessoas faz: vender quando o mercado está a cair e comprar quanto o mercado está em alta. O nosso objectivo enquanto investidores de longo prazo deve ser comprar sempre o mesmo em valor absoluto (supõe que defines como objetivo uma taxa de poupança de 30%/mês; deverás investir sempre esses 30% quer o ETF custe 10€ ou 80€). Uns anos essa poupança de 30% comprará mais unidades do dito ETF, outras menos. Ainda assim, no final da nossa vida de investidor, poderemos esperar um retorno de 10%/ano, em média.

Para aqueles que são conservadores, usem 6% como referência.

O ETF xpto é uma boa alternativa aos que mencionas no teu post?
Quando consideramos investir num ETF há algumas questões que devemos colocar:
  1. Qual é o activo subjacente ao ETF?
  2. Qual o custo de gestão do ETF?
  3. O ETF é cumulativo ou distribuí dividendos?
  4. Em que praça é cotado?
  5. Em que moeda está denominado o ETF?
Em primeiro lugar, importa perceber qual é o activo que está subjacente ao ETF.
Em segundo lugar, importa analisar os custos.
Eu posso pensar "epah estar exposto ao mundo todo é melhor do que estar apenas exposto ao mercado dos EUA." Certíssimo. No entanto, o retorno que irei ter ao estar exposto a empresas de diferentes geografias vai compensar a diferença de custos de gestão anuais que terei de pagar? Para além disso, supondo que estou a investir em empresas do S&P500, a maior parte delas operam em vários mercados. Será que faz sentido optar por um ETF que diversifica ainda mais, incorrendo em custos superiores, quando as grandes empresas são, hoje em dia, na sua grande maioria, globais?".
O ponto 3, ainda para mais em Portugal, é fulcral. Cada vez que te forem pagos dividendos, pagarás 28% de imposto. Logo, supondo que recebes 1.000€ de dividendos, só receberás à cabeça 720€. Num ano, pode não parecer muito, capitaliza isto pela tua vida de investidor, no meu caso 50 ou 60€ e tens uma valente fortuna paga ao Estado, sem motivo para isso.
Qual é então a solução? Fácil! Investir num ETF que invés de te dar os 1.000€ todos os anos, os investe automaticamente no ETF. Não só poupaste 28% em imposto como o poder do juro composto vai multiplicar este valor inúmeras vezes. Lembra-te, sempre que possível, accumulating.
O próximo ponto também é essencial uma vez que se o EFT for cotado nos EUA não está sequer acessível para nós. Infelizmente, as normas europeias exigem que os issuers forneçam uma série de informação, sem a qual os ETF não poderão ser transacionados em bolsa Europeias. Consequentemente, não são sequer solução para nós porque simplesmente não estão disponíveis.
Por último, há pessoas que consideram que seja bastante importante a moeda na qual o ETF está cotado devido ao currency risk (i.e., supõe que tens um activo em USD e gastas o teu dinheiro em EUR. O risco é que o USD desvalorize face ao EUR e que, consequentemente, percas poder de compra).
Pessoalmente, não é algo que me faça perder o sono, mas é uma questão a considerar.

O que acontecerá às minhas poupanças daqui a 20 anos se conseguir investir mais 50€/mês?
De acordo com esta calculadora, daqui a 20 anos terás mais 36.199,34€ ou 22.782,29€, consoante a tua perspectiva face à taxa de juro seja optimista ou pessimista, respectivamente.

Terás tido um proveito líquido de 19% com esta simples operação, excluído eventuais comissões de resgate e subscrição. Daí que o passo 1 seja importante.
De nada :)

Quero aprender mais sobre o tópico. O que me aconselhas?
Infelizmente, muito do conteúdo que existe está extremamente vocacionado para o mercado Norte-americano, em particular os EUA - surprise, surprise, han?
De qualquer modo, existem muitas (e boas!) lições que podemos adaptar à nossa realidade. Por isso, caso se sintam à vontade a ler inglês aconselho os seguintes livros:


Creio que para a maior parte deles poderão encontrar a versão em PT. No entanto, caso considerem que há interesse posso fazer um breve resumo de cada um deles e incluí-lo no âmbito do thread.
Para aqueles cujas versões de inglês forem suficientes, mas cujo valor dos livros faça diferença no orçamento familiar, mandem-me dm.

Tenho mais de 100.000€ disponível para investir, devo seguir o mesmo processo?
Não.
Nesse caso, por favor, abre uma garrafa de champanhe. Para além de estares entre os 20% mais ricos de Portugal e dinheiro não ser uma preocupação para ti, podes investir directamente com a Vanguard.
Para o fazeres, envia um e-mail para [[email protected]](mailto:[email protected]) com a indicação de que pretendes investir no index fund cujo ISIN é IE0002639668. Infelizmente, a partir daqui não te consigo ajudar mais, uma vez que ainda não estou neste patamar. Contudo, para questões particulares, estou sempre disponível por dm, se necessitares.
Caso pretendas consultar os restantes fundos disponíveis para investidores portugueses podes fazê-lo aqui.


Creio que já deu para entender que adoro este temas. Por isso, caso tenham alguma questão, estejam completamente à vontade para a colocar nos comentários ou enviar-me dm. Terei todo o gosto em ajudar cada um de vocês em tudo o que me for possível.
Como qualquer pessoa, sou humano e, como tal, não sei tudo. Ainda assim, se for esse o caso, estou disponível para ir aprender de modo a ser capaz de vos explicar e partilhar convosco.

Provavelmente editarei este tópico várias vezes à medida que me for lembrando de mais informação. Até lá, espero que vos seja útil!
submitted by ORoxo to financaspessoaispt [link] [comments]


2019.12.14 18:16 JairBolsogato Dados são o novo Petróleo: num futuro próximo, seu histórico online vai destruir sua liberdade (não só para Chineses)

Todos os dias você voluntariamente fornece centenas de items de dados para empresas gigantes de bilhões de dólares.

No pior cenário possível, como todos esses dados poderiam ser usados ​​contra você se alguma empresa ou talvez o governo tivesse motivação para fazê-lo? A resposta pode ser aterradora.
Vamos dar uma olhada onde já estão usando os dados das pessoas para testar os limites dos direitos humanos: China.
A China é dirigida por um partido comunista e eles começaram a mostrar ao mundo o quão distópico um país pode se tornar na era digital. Você já deve ter ouvido falar sobre o sistema de crédito social atualmente sendo testado em toda a China. Essa idéia existe desde 2001 e espera-se que esteja totalmente operacional em toda a China continental até 2020, afetando e controlando 1,4 bilhão de pessoas.
Caso você não tenha ouvido falar disso, aqui está uma rápida descrição: cada cidadão recebe uma pontuação de crédito social que é semelhante à pontuação de crédito financeiro que temos no Ocidente que aria de 350 a 950. O cidadão pode aumentar sua pontuação de crédito social realizando boas ações, como denunciando crimes, doando sangue e executando feitos heróicos (e o que eles consideram heróico?).
Mas a pontuação cairá se o cidadão passar a cometer crimes, atravessar o cruzamento com sinal vermelho, falar alto em público ou jogar pontas de cigarro ou fruta no chão. Mas isso fica ainda mais assustador ao vermos que o objetivo é que todo o sistema seja automatizado e a China está trabalhando com empresas privadas para desenvolver ativamente sistemas de Inteligência Artificial que monitoram cidadãos 24 horas por dia online e offline.
A China atualmente possui a maior rede de câmeras do mundo, com mais de 200 milhões de câmeras atualmente instaladas em todo o país e o governo diz que pretende aumentar para 600 milhões até 2020. Mas esse sistema de câmeras da China tem uma diferença perturbadora, pois é alimentado por inteligência artificial. O sistema na China pode reconhecer rostos em uma fração de segundo e combiná-lo com um enorme banco de dados de mais de um bilhão de pessoas.
Ele pode até reconhecer o que as pessoas estão fazendo em tempo real, se estão atravessando a rua ilegalmente, se eles estão discutindo com alguém que a câmera reconhece e, se detectar tal atividade, pode deduzir automaticamente alguns pontos da pontuação de crédito social dos indivíduos. As câmeras são capazes de reconhecer os números das placas e podem fazer exatamente o mesmo por mau comportamento ao dirigir.
O sistema de crédito também abrange processadores de pagamento chineses, como o Ali Pay, que ajudaram o governo a desenvolver algoritmos que podem ajustar automaticamente a pontuação de crédito social de um indivíduo com base no seu padrão de consumo, por exemplo, se alguém compra regularmente cerveja e pode indicar que é alcoólatra. Assim, os pontos também serão deduzidos pela compra de muitos videogames e cerveja se forem uma grande parte do gasto mensal (isso me deixaria completamente ferrado!)
Se uma mulher comprar fraldas, de acordo com o governo, isso indica personalidade responsável e, assim, sua pontuação de crédito social receberá um impulso automático. Se um indivíduo se casa com alguém com uma pontuação de crédito social mais baixa do que ele, a pontuação mais alta é puxada para baixo.
Como você pode imaginar, esse sistema aterrorizante atua no mundo on-line. O governo chinês monitora as postagens de mídia social e a atividade de navegação na web de todos os seus cidadãos. Se eles postarem algo negativo sobre a China ou o Partido Comunista, sua pontuação será reduzida da mesma forma que qualquer atividade on-line que a China julgue negativa, como enviar posts com raiva ou simplesmente visitar os vários sites, isso colocará marcas negras nos registros com baixa pontuação.
As pessoas com classificações de crédito social baixas são expostas e envergonhadas em grandes outdoors digitais públicos em shopping centers, nas estações de trem. Eles mostram os nomes dos rostos dos residentes locais com as pontuações mais baixas. Existe até um aplicativo móvel que mostra os nomes e os locais de qualquer pessoa com uma pontuação baixa. Na sua vizinhança em tempo real, os chamados cidadãos-modelo serão venerados em outdoors nas praças da cidade.
Se a pontuação de crédito social cai abaixo de um certo limite, o cidadão é automaticamente colocado em uma lista negra. Esses indivíduos são proibidos de comprar bilhetes de trem ou avião. Eles não podem solicitar um empréstimo ou alugar um apartamento. Talvez nem consigam mais serviço de telefone e mídias sociais pois as contas são fechadas.

Eles são efetivamente forçados para fora da sociedade e se tornam prisioneiros dentro de sua própria casa, geralmente sem cometer nenhum crime.

Outra parte assustadora do sistema de crédito social da China não é o sistema em si, mas como o povo da China parece aceitar isso abertamente. Sempre que jornalistas ocidentais entrevistaram cidadãos chineses tudo o que eles faziam era elogiar o quanto isso melhorou suas vidas e a comunidade. Chineses que escaparam do sistema contam uma história completamente diferente e ainda mais distópica. Falar negativamente sobre o sistema é motivo para represálias.
Todo esse sistema naturalmente parece mais totalitário para qualquer ocidental, porque somos criados com liberdades genuínas e uma mentalidade individualista, enquanto a China tem uma história do estado governando com punho de ferro e o povo é criado com uma mentalidade coletivista onde o estado é priorizado sobre qualquer indivíduo.
Não se sabe se um sistema de crédito social seria ou não implementado no Ocidente por causa dos direitos humanos básicos. Todos esperamos que não seja, mas...

...a quantidade de dados que você entrega voluntariamente para as empresas do Vale do Silício todos os dias significa que eles têm um retrato digital de quem você é prontinho para ativar um sistema de crédito social.

Amanhã, se eles ou o governo desejarem, o Google conhece seus movimentos, o que você procura e que tipo de vídeo você gosta de assistir. O Facebook sabe quem são seu amigos e familiares, os sites que você visita, seus gostos e o que você detesta, suas esperanças e temores. Google, Apple e Facebook conhecem seus hábitos exatos de consumo, dependendo de você ter vinculado seu cartão a qualquer um dos serviços deles e isso é apenas a superfície do problema.
Algoritmos complexos de IA podem ser usados por essas empresas para extrair dados sobre você que nem mesmo você sabe sobre si mesmo. Eles podem prever quando as mulheres estão grávidas com base nas compras recentes, às vezes antes que a mãe saiba. Podem prever onde você está indo de férias antes mesmo de pensar em fazer uma reserva.
A China difere ideologicamente do Ocidente por usar todos esses dados pessoais para dar ao Estado maior controle sobre o povo, mas os EUA e a maior parte da Europa usam esses mesmos dados para vender produtos para pessoas, o que eu acho que é um pouco melhor do que colocar pessoas na maior prisão a céu aberto do mundo.
Você deve ter notado como os chamados anúncios personalizados seguem você pela web. Se você assistir a um vídeo no YouTube sobre o smartphone mais recente, será bombardeado com anúncios desse telefone durante a próxima semana. Os anúncios podem ter anunciantes assustadoramente específicos - se quiserem podem optar por segmentar os anúncios para donas de gatos com excesso de peso que moram em uma determinada rua e de idades entre 50 e 54 anos e têm uma preferência secreta pelos MCs Jhowzinho & Kadinho.
Acredite ou não, essa é apenas a ponta do iceberg nas próximas décadas. A publicidade se tornará mais direcionada a você e mais integrada ao longo de sua vida cotidiana, chegando ao ponto em que não dá pra saber o que é e o que não é um anúncio no caminho do seu trabalho. Se você comeu cereal da marca X de manhã, o anúncio saberá disso e, amanhã, vai sugerir você experimentar o cereal da marca Y.
Além disso, seu SmartWatch continuará coletando pistas biométricas para saber como você se sentiu e onde quer que você tenha respondido positiva ou negativamente. Essas informações serão automaticamente transmitidas para que eles saibam se devem ou não mostrar um anúncio ou anúncios semelhantes novamente no futuro. Não importará o que você deseja, mas serão baseados em suas emoções e em como você se sente dia após dia, minuto a minuto.
A tecnologia inteligente e vestível provavelmente será capaz de dizer quando você está tendo um bom dia e quando você você está se sentindo um pouco desanimado e seu humor afetará a publicidade que você recebe em tempo real. Se você estiver otimista e extrovertido, poderá receber anúncios de espetáculos teatrais locais, mas se não estiver com disposição para sair naquela noite, provavelmente receberá anúncios de um novo filme que você pode alugar na sua Smart TV, talvez ao lado de outro anúncio de pizza.
Mas e se seus dados forem usados ​​para mais do que anúncios?

A primeira maneira que seus dados poderiam ser - e já estão sendo - usados ​​contra você é no sistema judicial.

Os depoimentos de testemunhas oculares estão repletos de questões que comprovadamente não são confiáveis ​​por vários motivos, mas o que é extremamente confiável é que a polícia de dados digitais está cada vez mais usando dados coletados de telefones de pessoas e vários dispositivos inteligentes para coletar evidências.
Em um caso judicial recentemente uma mulher na Pensilvânia acusou um homem de estuprá-la durante o sono, mas quando a polícia examinou os registros de dados de sua pulseira Fitbit, revelou que ela estava acordada e passeava no momento em que relatou que o estupro aconteceu. Em vez de o homem ser acusado a mulher foi acusada de falsas denúncias e adulteração de provas. Se não fosse por seu Fitbit, ela poderia ter se safado.
No Ocidente, os bancos e várias empresas financeiras já usam um sistema de pontuação de crédito para decidir se empresta ou não dinheiro a um indivíduo, mas é bastante unidimensional. Ele verifica seu histórico de endereços, seu histórico de votação e o quão bom você tem sido em pagar empréstimos no passado.
Mas há uma nova agência de referência de crédito aos credores, uma empresa sediada em Cingapura que atualmente opera apenas em economias emergentes como o México, Filipinas e Colômbia. Se for um modelo mais lucrativo que o das indústrias tradicionais de pontuação de crédito, será difícil impedir que ele entre nos demais mercados.
Em vez de analisar seus empréstimos, ele analisa seu círculo social, olha de quem você é amigo, o que eles fazem, vê seus hobbies e comportamentos. A idéia é que, se você se cerca de pessoas de "mau viver" (de má reputação, envolvidos em crimes, etc), é menos provável que você seja financeiramente responsável e pague seu empréstimo e assim receberá uma pontuação de crédito baixa.
Mas se o seu círculo de amizades consistir de médicos e advogados que se reúnem no fim de semana, você receberá as melhores notas e a maior pontuação de crédito. Esse tipo de Big Data social continua a entrar no mundo da tecnologia financeira.
Ficará cada vez mais difícil diferenciar do que a China está fazendo agora e aqueles que sofrerão mais serão os jovens de hoje, a próxima geração.
Todos que passaram a maior parte de sua infância no milênio anterior (antes de 2000) só começaram a usar as mídias sociais depois de atingirem a idade adulta. Portanto, a maioria dos dados que eles inseriram na nuvem ameaçadora foi depois da adolescência e esse é o grande problema.
A grande maioria dos dados nunca desaparece. É possível ver os seus tweets e posts no Facebook e e-mails de há mais de 10 anos. Mesmo que você exclua suas contas, elas geralmente permanecem em um servidor em algum lugar do mundo sempre à espreita de sua vida.

A idade em que você começou a publicar on-line importa na questão dos seus dados serem usados ​​contra você por um simples motivo: todos somos bastante idiotas quando adolescentes.

Quando você tem 15 anos e acha que sabe tudo, cada publicação de mídia social sua, aos seus olhos é uma obra-prima para as massas. Então você chega aos 20 anos, olha para trás em todas essas postagens e se encolhe dolorosamente ao ver seu antigo eu.
Agora as mídias sociais e a Internet se tornaram uma parte tão intrínseca da sociedade que é quase impossível que uma criança cresça sem estar um pouco imersa nelas. Hoje, os jovens vivem toda a infância on-line, todas as conversas e atos desde a infância, idade adulta e além estão conectados à esfera dos dados por toda a eternidade, ao contrário da prévia geração.

Os jovens de hoje vão crescer com uma enciclopédia de material embaraçoso e condenador, que eles ou qualquer outra pessoa pode olhar para trás com uma simples pesquisa na Internet.

Isso já está sendo usado agora. Algumas empresas de seguros de saúde estão vasculhando a mídia social das pessoas para verificar se alguma vez postaram sobre ou aludiram a problemas de saúde mental. Mesmo que tenham feito um tweet negativo 10 anos atrás sobre seu estado mental, poderão ter recusada cobertura d​​o seguro de saúde ou serão cobradas uma taxa extra pesada.
Já há pesquisas revelando que pelo menos 70% dos empregadores usam as mídias sociais para selecionar candidatos a emprego. Você poderia recusar um emprego simplesmente porque você fez um post que poderia ter sido considerado racista quando você tinha 14 anos, mesmo que aquela pessoa fosse uma mera sombra da pessoa que você é hoje adulto.
A parte mais assustadora é que esse processo de triagem se tornou completamente automatizado usando a IA. Algumas startups desenvolveram esses algoritmos e já têm serviços on-line que os empregadores podem usar para fazer uma verificação abrangente dos antecedentes sociais de qualquer pessoa simplesmente digitando seu nome. O relatório ainda inclui uma pontuação de confiança gerada por computador.
Isso não apenas lembra da pontuação de crédito social da China, mas é só uma amostra do que é possível usando seus dados e ficará mais intenso e mais controlado à medida que os algoritmos melhorarem e os tesouros de dados se aprofundarem nos próximos anos.
Dados são o novo petróleo. Mais legislação pode ser necessária para transferir a propriedade dos dados das corporações para os indivíduos que os fornecem, mas até isso acontecer (se é que vai acontecer), cabe a você e a si próprio proteger seus próprios dados e decidir se é realmente importante postar fotos das suas refeições mais recentes.

Daqui a cinco anos você poderá estar lutando para limpar seu registro online.

submitted by JairBolsogato to brasil [link] [comments]


2019.12.14 18:13 JairBolsogato Dados são o novo Petróleo: num futuro próximo, seu histórico online vai destruir sua liberdade (não só para Chineses)

Todos os dias você voluntariamente fornece centenas de items de dados para empresas gigantes de bilhões de dólares.

No pior cenário possível, como todos esses dados poderiam ser usados ​​contra você se alguma empresa ou talvez o governo tivesse motivação para fazê-lo? A resposta pode ser aterradora.
Vamos dar uma olhada onde já estão usando os dados das pessoas para testar os limites dos direitos humanos: China.
A China é dirigida por um partido comunista e eles começaram a mostrar ao mundo o quão distópico um país pode se tornar na era digital. Você já deve ter ouvido falar sobre o sistema de crédito social atualmente sendo testado em toda a China. Essa idéia existe desde 2001 e espera-se que esteja totalmente operacional em toda a China continental até 2020, afetando e controlando 1,4 bilhão de pessoas.
Caso você não tenha ouvido falar disso, aqui está uma rápida descrição: cada cidadão recebe uma pontuação de crédito social que é semelhante à pontuação de crédito financeiro que temos no Ocidente que aria de 350 a 950. O cidadão pode aumentar sua pontuação de crédito social realizando boas ações, como denunciando crimes, doando sangue e executando feitos heróicos (e o que eles consideram heróico?).
Mas a pontuação cairá se o cidadão passar a cometer crimes, atravessar o cruzamento com sinal vermelho, falar alto em público ou jogar pontas de cigarro ou fruta no chão. Mas isso fica ainda mais assustador ao vermos que o objetivo é que todo o sistema seja automatizado e a China está trabalhando com empresas privadas para desenvolver ativamente sistemas de Inteligência Artificial que monitoram cidadãos 24 horas por dia online e offline.
A China atualmente possui a maior rede de câmeras do mundo, com mais de 200 milhões de câmeras atualmente instaladas em todo o país e o governo diz que pretende aumentar para 600 milhões até 2020. Mas esse sistema de câmeras da China tem uma diferença perturbadora, pois é alimentado por inteligência artificial. O sistema na China pode reconhecer rostos em uma fração de segundo e combiná-lo com um enorme banco de dados de mais de um bilhão de pessoas.
Ele pode até reconhecer o que as pessoas estão fazendo em tempo real, se estão atravessando a rua ilegalmente, se eles estão discutindo com alguém que a câmera reconhece e, se detectar tal atividade, pode deduzir automaticamente alguns pontos da pontuação de crédito social dos indivíduos. As câmeras são capazes de reconhecer os números das placas e podem fazer exatamente o mesmo por mau comportamento ao dirigir.
O sistema de crédito também abrange processadores de pagamento chineses, como o Ali Pay, que ajudaram o governo a desenvolver algoritmos que podem ajustar automaticamente a pontuação de crédito social de um indivíduo com base no seu padrão de consumo, por exemplo, se alguém compra regularmente cerveja e pode indicar que é alcoólatra. Assim, os pontos também serão deduzidos pela compra de muitos videogames e cerveja se forem uma grande parte do gasto mensal (isso me deixaria completamente ferrado!)
Se uma mulher comprar fraldas, de acordo com o governo, isso indica personalidade responsável e, assim, sua pontuação de crédito social receberá um impulso automático. Se um indivíduo se casa com alguém com uma pontuação de crédito social mais baixa do que ele, a pontuação mais alta é puxada para baixo.
Como você pode imaginar, esse sistema aterrorizante atua no mundo on-line. O governo chinês monitora as postagens de mídia social e a atividade de navegação na web de todos os seus cidadãos. Se eles postarem algo negativo sobre a China ou o Partido Comunista, sua pontuação será reduzida da mesma forma que qualquer atividade on-line que a China julgue negativa, como enviar posts com raiva ou simplesmente visitar os vários sites, isso colocará marcas negras nos registros com baixa pontuação.
As pessoas com classificações de crédito social baixas são expostas e envergonhadas em grandes outdoors digitais públicos em shopping centers, nas estações de trem. Eles mostram os nomes dos rostos dos residentes locais com as pontuações mais baixas. Existe até um aplicativo móvel que mostra os nomes e os locais de qualquer pessoa com uma pontuação baixa. Na sua vizinhança em tempo real, os chamados cidadãos-modelo serão venerados em outdoors nas praças da cidade.
Se a pontuação de crédito social cai abaixo de um certo limite, o cidadão é automaticamente colocado em uma lista negra. Esses indivíduos são proibidos de comprar bilhetes de trem ou avião. Eles não podem solicitar um empréstimo ou alugar um apartamento. Talvez nem consigam mais serviço de telefone e mídias sociais pois as contas são fechadas.

Eles são efetivamente forçados para fora da sociedade e se tornam prisioneiros dentro de sua própria casa, geralmente sem cometer nenhum crime.

Outra parte assustadora do sistema de crédito social da China não é o sistema em si, mas como o povo da China parece aceitar isso abertamente. Sempre que jornalistas ocidentais entrevistaram cidadãos chineses tudo o que eles faziam era elogiar o quanto isso melhorou suas vidas e a comunidade. Chineses que escaparam do sistema contam uma história completamente diferente e ainda mais distópica. Falar negativamente sobre o sistema é motivo para represálias.
Todo esse sistema naturalmente parece mais totalitário para qualquer ocidental, porque somos criados com liberdades genuínas e uma mentalidade individualista, enquanto a China tem uma história do estado governando com punho de ferro e o povo é criado com uma mentalidade coletivista onde o estado é priorizado sobre qualquer indivíduo.
Não se sabe se um sistema de crédito social seria ou não implementado no Ocidente por causa dos direitos humanos básicos. Todos esperamos que não seja, mas...

...a quantidade de dados que você entrega voluntariamente para as empresas do Vale do Silício todos os dias significa que eles têm um retrato digital de quem você é prontinho para ativar um sistema de crédito social.

Amanhã, se eles ou o governo desejarem, o Google conhece seus movimentos, o que você procura e que tipo de vídeo você gosta de assistir. O Facebook sabe quem são seu amigos e familiares, os sites que você visita, seus gostos e o que você detesta, suas esperanças e temores. Google, Apple e Facebook conhecem seus hábitos exatos de consumo, dependendo de você ter vinculado seu cartão a qualquer um dos serviços deles e isso é apenas a superfície do problema.
Algoritmos complexos de IA podem ser usados por essas empresas para extrair dados sobre você que nem mesmo você sabe sobre si mesmo. Eles podem prever quando as mulheres estão grávidas com base nas compras recentes, às vezes antes que a mãe saiba. Podem prever onde você está indo de férias antes mesmo de pensar em fazer uma reserva.
A China difere ideologicamente do Ocidente por usar todos esses dados pessoais para dar ao Estado maior controle sobre o povo, mas os EUA e a maior parte da Europa usam esses mesmos dados para vender produtos para pessoas, o que eu acho que é um pouco melhor do que colocar pessoas na maior prisão a céu aberto do mundo.
Você deve ter notado como os chamados anúncios personalizados seguem você pela web. Se você assistir a um vídeo no YouTube sobre o smartphone mais recente, será bombardeado com anúncios desse telefone durante a próxima semana. Os anúncios podem ter anunciantes assustadoramente específicos - se quiserem podem optar por segmentar os anúncios para donas de gatos com excesso de peso que moram em uma determinada rua e de idades entre 50 e 54 anos e têm uma preferência secreta pelos MCs Jhowzinho & Kadinho.
Acredite ou não, essa é apenas a ponta do iceberg nas próximas décadas. A publicidade se tornará mais direcionada a você e mais integrada ao longo de sua vida cotidiana, chegando ao ponto em que não dá pra saber o que é e o que não é um anúncio no caminho do seu trabalho. Se você comeu cereal da marca X de manhã, o anúncio saberá disso e, amanhã, vai sugerir você experimentar o cereal da marca Y.
Além disso, seu SmartWatch continuará coletando pistas biométricas para saber como você se sentiu e onde quer que você tenha respondido positiva ou negativamente. Essas informações serão automaticamente transmitidas para que eles saibam se devem ou não mostrar um anúncio ou anúncios semelhantes novamente no futuro. Não importará o que você deseja, mas serão baseados em suas emoções e em como você se sente dia após dia, minuto a minuto.
A tecnologia inteligente e vestível provavelmente será capaz de dizer quando você está tendo um bom dia e quando você você está se sentindo um pouco desanimado e seu humor afetará a publicidade que você recebe em tempo real. Se você estiver otimista e extrovertido, poderá receber anúncios de espetáculos teatrais locais, mas se não estiver com disposição para sair naquela noite, provavelmente receberá anúncios de um novo filme que você pode alugar na sua Smart TV, talvez ao lado de outro anúncio de pizza.
Mas e se seus dados forem usados ​​para mais do que anúncios?

A primeira maneira que seus dados poderiam ser - e já estão sendo - usados ​​contra você é no sistema judicial.

Os depoimentos de testemunhas oculares estão repletos de questões que comprovadamente não são confiáveis ​​por vários motivos, mas o que é extremamente confiável é que a polícia de dados digitais está cada vez mais usando dados coletados de telefones de pessoas e vários dispositivos inteligentes para coletar evidências.
Em um caso judicial recentemente uma mulher na Pensilvânia acusou um homem de estuprá-la durante o sono, mas quando a polícia examinou os registros de dados de sua pulseira Fitbit, revelou que ela estava acordada e passeava no momento em que relatou que o estupro aconteceu. Em vez de o homem ser acusado a mulher foi acusada de falsas denúncias e adulteração de provas. Se não fosse por seu Fitbit, ela poderia ter se safado.
No Ocidente, os bancos e várias empresas financeiras já usam um sistema de pontuação de crédito para decidir se empresta ou não dinheiro a um indivíduo, mas é bastante unidimensional. Ele verifica seu histórico de endereços, seu histórico de votação e o quão bom você tem sido em pagar empréstimos no passado.
Mas há uma nova agência de referência de crédito aos credores, uma empresa sediada em Cingapura que atualmente opera apenas em economias emergentes como o México, Filipinas e Colômbia. Se for um modelo mais lucrativo que o das indústrias tradicionais de pontuação de crédito, será difícil impedir que ele entre nos demais mercados.
Em vez de analisar seus empréstimos, ele analisa seu círculo social, olha de quem você é amigo, o que eles fazem, vê seus hobbies e comportamentos. A idéia é que, se você se cerca de pessoas de "mau viver" (de má reputação, envolvidos em crimes, etc), é menos provável que você seja financeiramente responsável e pague seu empréstimo e assim receberá uma pontuação de crédito baixa.
Mas se o seu círculo de amizades consistir de médicos e advogados que se reúnem no fim de semana, você receberá as melhores notas e a maior pontuação de crédito. Esse tipo de Big Data social continua a entrar no mundo da tecnologia financeira.
Ficará cada vez mais difícil diferenciar do que a China está fazendo agora e aqueles que sofrerão mais serão os jovens de hoje, a próxima geração.
Todos que passaram a maior parte de sua infância no milênio anterior (antes de 2000) só começaram a usar as mídias sociais depois de atingirem a idade adulta. Portanto, a maioria dos dados que eles inseriram na nuvem ameaçadora foi depois da adolescência e esse é o grande problema.
A grande maioria dos dados nunca desaparece. É possível ver os seus tweets e posts no Facebook e e-mails de há mais de 10 anos. Mesmo que você exclua suas contas, elas geralmente permanecem em um servidor em algum lugar do mundo sempre à espreita de sua vida.

A idade em que você começou a publicar on-line importa na questão dos seus dados serem usados ​​contra você por um simples motivo: todos somos bastante idiotas quando adolescentes.

Quando você tem 15 anos e acha que sabe tudo, cada publicação de mídia social sua, aos seus olhos é uma obra-prima para as massas. Então você chega aos 20 anos, olha para trás em todas essas postagens e se encolhe dolorosamente ao ver seu antigo eu.
Agora as mídias sociais e a Internet se tornaram uma parte tão intrínseca da sociedade que é quase impossível que uma criança cresça sem estar um pouco imersa nelas. Hoje, os jovens vivem toda a infância on-line, todas as conversas e atos desde a infância, idade adulta e além estão conectados à esfera dos dados por toda a eternidade, ao contrário da prévia geração.

Os jovens de hoje vão crescer com uma enciclopédia de material embaraçoso e condenador, que eles ou qualquer outra pessoa pode olhar para trás com uma simples pesquisa na Internet.

Isso já está sendo usado agora. Algumas empresas de seguros de saúde estão vasculhando a mídia social das pessoas para verificar se alguma vez postaram sobre ou aludiram a problemas de saúde mental. Mesmo que tenham feito um tweet negativo 10 anos atrás sobre seu estado mental, poderão ter recusada cobertura d​​o seguro de saúde ou serão cobradas uma taxa extra pesada.
Já há pesquisas revelando que pelo menos 70% dos empregadores usam as mídias sociais para selecionar candidatos a emprego. Você poderia recusar um emprego simplesmente porque você fez um post que poderia ter sido considerado racista quando você tinha 14 anos, mesmo que aquela pessoa fosse uma mera sombra da pessoa que você é hoje adulto.
A parte mais assustadora é que esse processo de triagem se tornou completamente automatizado usando a IA. Algumas startups desenvolveram esses algoritmos e já têm serviços on-line que os empregadores podem usar para fazer uma verificação abrangente dos antecedentes sociais de qualquer pessoa simplesmente digitando seu nome. O relatório ainda inclui uma pontuação de confiança gerada por computador.
Isso não apenas lembra da pontuação de crédito social da China, mas é só uma amostra do que é possível usando seus dados e ficará mais intenso e mais controlado à medida que os algoritmos melhorarem e os tesouros de dados se aprofundarem nos próximos anos.
Dados são o novo petróleo. Mais legislação pode ser necessária para transferir a propriedade dos dados das corporações para os indivíduos que os fornecem, mas até isso acontecer (se é que vai acontecer), cabe a você e a si próprio proteger seus próprios dados e decidir se é realmente importante postar fotos das suas refeições mais recentes.

Daqui a cinco anos você poderá estar lutando para limpar seu registro online.

submitted by JairBolsogato to brasilivre [link] [comments]


2019.09.14 18:24 buldinlink Criação de site em Santos: quanto custa?

Afinal, qual é o custo da criação de site em Santos? Essa é uma pergunta feita por muitas pessoas que desejam aproveitar as oportunidades geradas pela web, mas ainda não sabem como dar os primeiros passos.
Criar um site profissional pode abrir novos horizontes para o seu negócio. Conquistar um espaço ao sol na imensidão da internet é como descobrir um novo mar para navegar. Inteiramente novo e repleto de possibilidades interessantes, com novos mercados e também novos clientes a serem conquistados.
Você precisa aproveitar os meios digitais para se destacar de seus concorrentes, profissionalizar o seu negócio e fincar sua bandeira neste terreno ainda mal explorado chamado internet.
Neste post, vamos te explicar em detalhes a composição de preço de um site. Isso vai te ajudar a avaliar cuidadosamente as empresas de criação de site em Santos e decidir com toda segurança e tranquilidade.

Qual é a importância de ter um site?

Hoje em dia, não há uma pergunta que o Google não saiba responder. E, por consequência, as pessoas recorrem cada vez mais a esse mecanismo de busca quando precisam encontrar um produto ou um serviço. Você poderia buscar por exemplo: “Empresas de criação de site em Santos”. O que te faria escolher uma delas? Provavelmente você entraria nas primeiras opções disponíveis, já na primeira tela do Google. Aí então sem perceber, faria uma pré-seleção daquelas que possuem os melhores sites, já que inspiraram maior credibilidade. Uma associação muito comum, que todos nós fazemos: “melhor site” = “melhor empresa”.
Empresas de todos os segmentos devem investir em desenvolvimento de sites. Esse é um ótimo recurso na hora de gerar resultados, como fortalecimento de marca e lucro. Ter um bom site e divulga-lo corretamente realmente alavanca bons negócios.

Conheça as vantagens da criação de site:

Mais credibilidade

As maiores e melhores empresas têm sites profissionais. Portanto, quando um possível cliente procurar pela sua marca, já se sentirá mais confiante e tendencioso a fazer contato/comprar por conta do profissionalismo.

Sem fronteiras

Um site permite ultrapassar as barreiras geográficas. Ou seja, dependendo do serviço que você oferece, pode atingir pessoas do outro lado do país ou até do mundo.

A qualquer hora

Com a criação de um site, sua empresa não estará funcionando somente em horário comercial. A qualquer momento, possíveis clientes poderão se informar sobre seus serviços e produtos.

Possibilidade de fidelizar e educar seus clientes

Você pode aliar ao seu site um blog e trabalhar em cima dele o Marketing de Conteúdo. Ao oferecer textos e outros materiais educativos, você não só estará criando engajamento, como também estará se aproximando do seu público-alvo. Ao esclarecer dúvidas e mostrar domínio sobre determinado tema, vai fazer com que confiem em você e assim contratem seus serviços e/ou comprem seus produtos.

Prospecção de novos clientes

Um bom site ajuda na geração de leads (contatos com potencial para ser cliente). Então, supondo que você produza, por exemplo, um ebook com um tema atraente e um pré-requisito para baixa-lo seja o cadastro do e-mail, você poderá enviar mais informações sobre serviços ou outros materiais que tenha produzido.

O que configura um bom site?

√ Site com design moderno, limpo e organizado.
√ Site projetado para alcançar os objetivos da empresa.
√ Site rápido – o carregamento não deve ultrapassar 3 segundos.
√Site responsivo – o site é adaptado a smartphones, notebooks, desktops, tablets, etc.
√ Site otimizado ( SEO ) – o site deve ser preparado com as melhores técnicas de SEO OnPage para alcançar bom posicionamento nos buscadores. Um site otimizado permite melhor ranqueamento no Google.
√ Site com fácil navegação – caso o usuário tenha dificuldade de encontrar o que procura, em pouco tempo ele sairá do seu site
√ Site com informações claras e objetivas e com conteúdos relevantes para o usuário.
√ Site com forte apelo comercial – objetivando geração de leads, conversões e resultados reais.
√ Site com boa tecnologia – banco de dados e linguagem de programação moderna, com fácil manutenção.
√ Site seguro – evitando qualquer preocupação de ataques e violação de informações.
√ Site útil – o visitante precisa encontrar o que deseja de modo simples e prático.

Tipos de site e quanto custam

Vamos te apresentar agora alguns dos tipos de site disponíveis e falar sobre os custos de cada um deles.
Vale lembrar que são apenas estimativas, baseadas em valores médios praticados pelas empresas de criação de site em Santos. Isso pode variar bastante de acordo com as especificações do seu projeto e também das empresas consultadas.

Criação de Site em Santos: Institucional

O site institucional é o modelo mais comum para pequenas e médias empresas. Tem de 5 a 15 páginas. Em geral, constam os serviços ou produtos da empresa, apresentação da empresa e formulário de contato.
Caso o site seja estático, ou seja, não tenha área para gerenciamento das informações, os valores variam entre R$ 3 mil e R$ 5 mil.
Caso o site institucional seja dinâmico, ou seja, caso possua painel administrativo para gerenciamento de conteúdo, os valores são maiores, variando de R$ 5 mil a R$ 9 mil. É recomendado caso a empresa queira manter o site sempre atualizado, seja com artigos, novidades, mudança de portfólio de serviços, etc. Normalmente estes sites são vistos como mais relevantes para o Google, que prioriza no ranqueamento empresas que mantém informações mais atuais.

Criação de site em Santos: E-commerce e Lojas Virtuais

Os sites voltados para venda de produtos online possuem sistema de gerenciamento integrado e soluções de pagamento, além de estrutura logística, controle de estoque e relatórios de vendas. Esse tipo de site, geralmente, custa entre R$ 4 mil e R$ 7 mil. Dependendo do porte da loja virtual e do nível de customização, pode chegar a R$ 50 mil.

Criação de site em Santos: Landing Page ou HotSites

É um projeto de página única com forte apelo comercial e sem gerenciamento. Tem o objetivo de promoção de eventos, serviços ou produtos por determinado tempo. Geralmente, serve para coletar as informações e gerar leads (clientes em potencial). Custam entre R$ 1 mil e R$ 3 mil.

Desenvolvimento de sites One Page ou Single Page

São os sites de uma página, com estrutura de menu em rolagem. É uma estratégia usada para oferecer conteúdo completo e objetivo, com menor tempo de carregamento. É recomendado para empresas que possuem uma quantidade reduzida de produtos ou serviços ou que precise somente ter um folder online.
Custam entre R$ 2 mil e R$ 4 mil.

Entenda os custos adicionais que você terá com a criação de site em Santos

Além do custo com a empresa de criação de site em Santos, que vai produzir o layout e desenvolver o sistema, você também precisará arcar com os seguintes custos:

Custo de domínio de site

O domínio é o nome do seu site presente na barra de navegação (URL). Ex: www.suaempresa.com.br
O valor do domínio de um site varia de R$ 24,00 a R$ 40,00 / ano. O Registro.br , que é a entidade responsável pelos registros dos domínios nacionais ( .BR ) tem custo de R$ 40,00 por ano. Já o GoDaddy, muito utilizado para registros de domínios internacionais ( .com ), tem custo de aprox. R$ 24,00 / ano.

Custo de Hospedagem de site

A hospedagem é um “espaço alugado” dentro de um servidor web, onde ficam armazenados os arquivos do seu site disponíveis para consulta.
Os valores dos planos mais básicos costumam variar entre R$ 20,00 e R$ 60,00 por mês. As empresas mais conhecidas que oferecem hospedagem são Locaweb, Hostgator, KingHost, DreamHost, UOL, entre outros.
Você precisa contratar um plano de hospedagem que atenda as necessidades do site (tipo de desenvolvimento e linguagem de programação), capacidade de armazenamento, que tenha o número de contas de e-mails necessárias, que tenha boa performance de navegação sem lentidão e sem instabilidade.
Fique tranquilo, pois você não precisa se tornar um expert. A empresa de criação de sites que você vai contratar pode te ajudar com a escolha do plano de hospedagem adequado. A orientação será importante para que atenda todas as suas necessidades e com bom custo-benefício.

Manutenção de site

O serviço de manutenção de site não é obrigatório, mas muito recomendado. Engloba ajustes e alteração no conteúdo estático, monitorar permanentemente o tamanho do site, checar e revisar a parte tecnológica, ajustes pontuais no layout, backup do banco de dados, proteção do site contra invasões, auxílio para criação de e-mails, monitorar os acessos do seu site, entre outros.
O valor da manutenção de um site responsivo depende do tipo e da quantidade de horas/mês que você gostaria que fossem gastas com o projeto. Em geral, há planos a partir de R$ 130 / mês.

Certificado de segurança SSL

O certificado de segurança SSL (Secure Socket Layer) é usado para proteger os dados pessoais e sigilosos dos visitantes de um site por meio de criptografia.
Você já deve ter notado que no campo de busca (cabeçalho) aparece se o domínio é seguro ou não. Caso o cadeado tenha aparecido fechado, você tem a segurança de dados protegidos durante a navegação.
O Google não informa explicitamente sobre a importância do certificado de segurança SSL para posicionamento. Porém especialistas afirmam que o recurso influi no tráfego de usuários de um site. Atualmente, muitos usuários já deixam de navegar, quando percebem não estar em ambiente seguro.
A licença de SSL custa aproximadamente R$ 12/mês*.
\Valor Locaweb 2019*

Criação de site em Santos: contratar uma empresa ou um freelancer?

Se você está pesquisando empresas para criação de site em Santos e no meio do caminho alguém indicou um conhecido freelancer, tenha cautela. Os freelancers normalmente cobram mais barato pela criação de site do que uma agência. Porém, para que um site seja um sucesso, é necessário estudo que só uma equipe especializada é capaz de fazer. Como um freelancer trabalha de modo individual, dificilmente dará a atenção devida e terá a mesma entrega que uma agência.
Uma equipe de tecnologia completa para criação de um único site pode envolver um conjunto de profissionais com competências bem distintas:
São ao menos 5 profissionais, cada um com sua habilidade e especialista em uma determinada atividade, concorrendo com um único profissional freelancer, que certamente tem algumas deficiências e não conseguirá atender aos objetivos da empresa contratante. O barato pode sair bem caro ao ter que refazer um novo site.
Além disso, lembrem-se que muitas vezes o freelancer não é um freelancer por opção, muitas vezes ele é apenas um profissional desempregado. Quando o freelancer consegue encontrar um emprego ele simplesmente se desliga dos seus projetos avulsos, muitas vezes sem nem mesmo concluir o trabalho para o qual foi contratado. Não há nenhuma garantia de qualidade, de continuidade e de entrega.

O que fazer depois da criação de site? Redes sociais, Google Adwords e Marketing de Conteúdo!

Depois que seu site estiver pronto, é importante divulgá-lo de alguma forma. A forma mais comum é através das redes sociais. Convide clientes e conhecidos a conhecerem novos sites. Isso poderá render algumas novas vendas.
Outra forma muito utilizada para iniciar a divulgação de um site assim que ele for lançado é realizar anúncios através do Google AdWords. Esta plataforma de anúncios do Google funciona basicamente como um leilão on-line de termos de busca, com valor isolado para cada um. Isso favorece o destaque do seu site através dos links patrocinados.
Mas, se você quer um crescimento efetivo e contínuo, precisa investir em Marketing de Conteúdo, uma técnica dentro de SEO (Search Engine Optimization). Além de melhorar a reputação de seu negócio, pois você se portará como especialista em um assunto, as chances de aparecer entre as melhores posições no Google serão grandes. Para isso, você pode contar com a ajude de uma equipe multidisciplinar, treinada para elaborar conteúdos relevantes e otimizados (SEO).
A equipe também poderá ficar de olho nas métricas do Google Analytics. A ferramenta exibe o tráfego em tempo real, dá acesso a outras informações importantes que ajudam a entender o comportamento dos visitantes. Os resultados serão cada vez mais positivos. Lembre-se: quanto maior for a qualidade do site e o conteúdo, maior será o retorno.

Conheça a melhor empresa de criação de site em Santos

A KBR TEC possui expertise em criação de sites de todos os tipos e portes, criação de conteúdo SEO (otimizado), gestão de campanhas Google AdWords, desenvolvimento de sistemas e Aplicativos para celulare. Desde 2000, ano de fundação da empresa, já foram criados mais de 1.200 projetos, para grandes clientes do setor público e privado. A empresa possui diversos produtos para necessidades e bolsos diferentes, se adequando a necessidade do cliente, seja ele pequeno ou uma grande empresa.
Veja como os clientes da KBR TEC avaliam a empresa através do Google e confira e reputação.
Entre em contato agora e saiba mais.
submitted by buldinlink to u/buldinlink [link] [comments]


2019.08.09 02:39 o_economista_pt Parte 1 - PIB: O que é e como se calcula?

Parte 1 - PIB: O que é e como se calcula?
Exemplo de alterações ao cálculo do PIB - \"Como se calcula o PIB\" - INE
Bom dia a todos,
Sigo este fórum há alguns meses e fiquei surpreendido positivamente e negativamente com o que tenho visto por cá. Por um lado parece-me que esta é uma comunidade bastante curiosa intelectualmente, disposta a debater ideias e com bastante diversidade de pensamentos. Por outro lado vejo imensas discussões acesas entre pessoas que nas entrelinhas aparentam ser mais próximas tantos em objectivos como em valores do que julgam e outras tantas em que a busca pela verdade e pelo melhor para o nosso país ficam presos em detalhes que não mereciam ser travões mas antes algo que oleasse essa procura.
Em particular esses travões costumam ser conceitos económicos. Com todo o respeito vejo muitos de vós falando com uma autoridade imensa sobre estes assuntos, citando artigos atrás de artigos e relativizando todos os indicadores possíveis gerando um caos na discussão.
Sendo economista, tanto de formação como de profissão, gostaria de tentar ajudar o fórum alertando quando imprecisões sejam cometidas, quando relações económicas comprovadas sejam negadas, e quando relações bidireccionais e inconclusivas sejam omitidas. Decidi assim criar esta conta e passar a contribuir para o fórum.Farei os possíveis para ser o mais rigoroso possível sem entrar em tecnicismos desnecessários. Sendo humano pedia que sempre que identificásseis alguma imprecisão me avisásseis para poder corrigir ou aclarar o texto.
Numa ressalva importante, sublinho que a economia enquanto ciência não é de direita nem de esquerda e quando bem usada pode servir como boa ferramenta aos dois lados, tentarei ser o máximo apolítico possível nos meus textos e pedia também que me désseis uma apitadela se virdes que escrevi algo tendencioso.
Tentarei talhar as minhas contribuições o máximo possível à realidade portuguesa para ajudar não só à clarificação destes conceitos como também de problemas económicos nacionais. Como primeiro post escolhi fazer uma pequena explicação sobre o indicador mais usado e também mais criticado neste fórum: PIB (Produto Interno Bruto).O artigo será dividido em duas partes:
  • Parte 1 – PIB: O que é e como é calculado?
  • Parte 2 – PIB: Quando e como usar?
Na imagem do artigo podeis a evolução dos valores oficiais do INE à medida que obtêm mais informação para o cálculo, explicando o porquê de muitas vezes ouvirmos ou vermos no televisor que o INE reajustou o valor do PIB. (interessante para o “como é calculado”)
Preâmbulo: Variáveis de fluxo vis-a-vis variáveis de estoque
É importante saber que existem indicadores e variáveis que dizem respeito ao valor de algo em “movimento”, ditas de fluxo, que calculam a variação acumulada durante um período de tempo definido. Esta distinção entre fluxo e estoque gera confusões pois a diferença de cálculo origina diferentes variáveis e conceitos medindo essencialmente “a mesma coisa”.
Tomemos por exemplo o Investimento: O usual é vê-lo calculado enquanto fluxo, o investimento do 1º trimestre é a soma de todos os movimentos de investimento no período de 1 de Janeiro a 31 de Março. No entanto se alguém disser que a economia portuguesa está “descapitalizada” normalmente está a referir-se à falta de capital e o capital é a componente estoque do investimento. Por outras palavras (simplificando e ignorando depreciações) se existia um estoque de 5 mM € a 1 de Janeiro numa dada economia e é feito um investimento de 3 mM € até 31 de Março o estoque subiu para 8 mM €
Parte 1 – PIB: O que é?
O PIB, ou Produto Interno Bruto, é uma medida do valor líquido de tudo o que foi produzido num país num período de tempo, ou seja é uma variável de fluxo. Estes são alguns exemplos de implicações desta definição para discussões neste sub-reddit daquilo que o PIB não é:
  • Não é uma medida de riqueza, no sentido em que riqueza é um estoque, o total de dinheiro acumulado, e não um fluxo. Ao nível de um indivíduo o PIB seria o salário e não a soma do dinheiro que ele tem no banco mais os seus bens pessoais
  • Não é a produção total da economia, pois consumos intermédios são descontados, é um valor de produção líquida em que cada actividade económica apenas é contabilizada pelo seu valor acrescentado
  • Não é uma medida dos salários, e menos ainda do salário mediano, pois existe disparidades na concentração de riqueza entre países, não só na distribuição de salários mas também no peso dos salários no “bolo” do PIB. Existe no entanto uma correlação positiva entre PIB per capita e salários que é até bastante intuitiva (quanto maior o “bolo”, maior probabilidade da fatia dos salários ser maior que a de um “bolo” pequeno)
Parte 1 – PIB: Como se calcula
Há três métodos para o cálculo o PIB, olhando para o mesmo através de diferentes lentes: oferta ou produção, procura ou despesa, e rendimento.O seguinte texto é tirado do site oficial do INE usando as palavras do instituto para definir o cálculo do PIB:
Óptica da oferta ou da produção*: o PIB corresponde à soma do valor acrescentado bruto (VAB), que é igual à produção dos diferentes ramos de actividade, valorizada a preços de base1, deduzida do consumo intermédio necessário para a obter, acrescido dos impostos líquidos de subsídios sobre os produtos;
Óptica da procura ou da despesa: o PIB corresponde à soma das despesas de consumo final das famílias residentes, das instituições sem fim lucrativo ao serviço das famílias (numa terminologia mais simples, a soma destes dois agregados corresponde à designação de consumo privado) e das administrações públicas (neste caso também habitualmente chamado consumo público) com o investimento e as exportações líquidas de importações;
Óptica do rendimento: o PIB corresponde à soma das remunerações dos empregados, dos impostos sobre a produção e importação líquidos de subsídios e do excedente bruto de exploração.
(…)
O PIB pretende reflectir exaustivamente o resultado da actividade económica. Conceptualmente, tal significa que, independentemente da organização formal, informal ou mesmo ilegal dessa actividade, o PIB deve abranger toda a actividade económica realizada. O PIB inclui, nomeadamente: A produção de serviços pelas administrações públicas e instituições sem fim lucrativo ao serviço das famílias para os quais, em geral, não é possível identificar um mercado e/ou o preço cobrado não é económico (razão pela qual a sua contabilização é efectuada basicamente pelos custos da sua produção)· Os serviços de habitação associados às casas habitadas pelos seus proprietários· A produção de bens para autoconsumo.
(…)
O PIB abrange ainda actividades ilegais, como a prostituição, a produção e o comércio de drogas, o contrabando (estas três actividades correspondem aproximadamente a perto de 0,5% do PIB), bem como a produção que por vários motivos (evasão fiscal, ausência de contabilidade estruturada) não é apurada no âmbito das fontes estatísticas convencionais.
Fonte: “Como se calcula o PIB”, INE
No entanto existem actividades que não entram para o PIB e que podem gerar pequenas diferenças na comparação de nações. Um exemplo é o trabalho doméstico: enquanto uma refeição preparada num restaurante é paga e contabilizada para o PIB, uma refeição feita em casa não o é na totalidade (apenas na aquisição dos ingredientes), resultando numa subvalorização do PIB nos países em que existe uma menor participação das mulheres na economia dado que o seu contributo se torna invisível estatisticamente (estar com as crianças em casa em vez de creche, refeições, limpeza, etc.).
Os três métodos levam praticamente ao mesmo valor e garantem que se pode cruzar a informação resultante para controlo de qualidade tornando o PIB num indicador muito robusto.
Aconselho à leitura mais aprofundada do documento do INE sobre os detalhes do cálculo se quiserdes saber mais, que pode ser encontrado aqui clicando na hiperligação “Como se calcula o PIB” que abre um PDF.
Se tiverdes curiosidade no tamanho da economia paralela, incluindo também transacções não monetárias (como o exemplo das refeições em casa) podeis seguir o OBEGEF (Observatório de Economia e Gestão de Fraude) que costuma fazer artigos e relatórios neste tema. Aqui encontrais o peso da economia paralela no PIB de 1970 a 2015, sendo o valor mais recente de 27% do PIB oficial (calculado como explicado acima)
Espero poder ir contribuindo para o cantinho português do reddit e declaro a minha abertura para diálogos com quem quiser.
submitted by o_economista_pt to portugal [link] [comments]


2019.08.04 02:52 altovaliriano Os primeiros dias do fandom de ASOIAF e Game of Thrones

Link: https://bit.ly/2KtExQJ
Autora: Alyssa Bereznak
Título original: The Last Popular TV Show (How game of Thrones became the last piece of monoculture)

Padraig Butler não se lembra exatamente quando se tornou Deus-Imperador da Brotherhood Without Banners. Nos últimos 18 anos, o gerente demeteorologia aeronáutica de 43 anos fez uma peregrinação anual à Worldcon, a convenção de ficção científica e fantasia, para celebrar o trabalho de George R.R. Martin, autor de As Crônicas de Gelo e Fogo. E foi quase 18 anos atrás, quando ele viajou pela primeira vez de sua cidade natal, Dublin, na Irlanda, para a Filadélfia, que começou a jornada até Imperador-Deus.
Segundo a história, a recém-criada organização - batizada em homenagem a um grupo fora da lei na série de livros - organizou uma festa em homenagem a Martin. Depois de uma noite de bebedeira, um fã bem satisfeito, conhecido em fóruns online como Aghrivaine (e cujo nome real é David Krieger), presenteou o autor com uma espada e pediu para ser armado cavaleiro. O autor concordou sob uma condição: que Krieger e os outros foliões se juntassem a ele em uma "missão" às 1 da manhã ao Pat’s King of Steaks. Naquela noite, depois que cerca de 20 membros da BWB encheram seus estômagos com a comida local, eles foram apelidados de Cavaleiros do Cheesesteak.
Nos primeiros anos do clube de fãs do livro, quando o tamanho dos encontros da Brotherhood Without Banners ainda era administrável, esses títulos voltados para a comida se tornaram um símbolo de honra. (Os Cavaleiros da Poutine, os Cavaleiros do Deep Dish, os Cavaleiros do Haggis e, lamentavelmente, os Cavaleiros da Lixeira). Por decreto de Martin, foram acrescentadas outras honras para reconhecer a participação. Um membro que tivesse participado de pelo menos três grandes encontros da BWB seria apelidado de lorde. Depois das cinco, um príncipe. E depois de sete, rei. Butler já esteve em 16 Worldcons e cerca de 100 outras convenções relacionadas a Thrones e confraternizações pertinentes, protegendo seu reino há muito tempo por meio de seu título de cavaleiro do Cheesesteak. "Eventualmente perguntaram a George, de que chamaremos Padraig agora?" Butler lembra. "Ele disse: ‘É isso. Ele é um rei. Ele vai ficar rei até que alguém o remova do trono’”. Butler não tem planos de parar. "Agora as pessoas apenas dizem: 'Você é o Imperador-Deus'".
Butler visitou um total de 12 países e quatro continentes para se encontrar com seus companheiros de estandarte, construindo uma rede social internacional digna de um líder mundial consagrado. E graças a uma junção de tecnologia e entretenimento, a série de livros indie pela qual ele se apaixonou nos anos 90 se tornou uma espécie de passaporte cultural, tanto uma razão para ver o mundo quanto uma maneira de se conectar com as pessoas que o compõem.
Ao longo dos anos, ele também assistiu com admiração quando Game of Thrones explodiu e se tornou uma peça onipresente da cultura pop diante de seus olhos. Um dia, ele embarcou em um trem e viu vários passageiros lendo os livros de Martin. Então ele olhou para cima para ver outdoors gigantes anunciando a data de estréia da adaptação da HBO. Eventualmente, seus colegas no aeroporto começaram a discutir o programa como uma fonte de turismo. (Uma atração de 110.000 pés quadrados chamada Game of Thrones Studio Tour será aberta na Irlanda na primavera de 2020.) Depois de quase 20 anos celebrando a série, e vendo-a se transformar em best-seller, programa de televisão, universo estendido e a potência da propaganda, ele ainda acha difícil processar o alcance da franquia. "É tipo: Nossa, isso está em toda parte agora."
[...]
Em 1997, Linda Antonsson estava dando uma olha sua livraria local em Gotemburgo, na Suécia, quando se deparou com uma versão em brochura de A Guerra dos Tronos, de George R.R. Martin. Era o primeiro item no que o autor previa ser uma trilogia intitulada As Crônicas de Gelo e Fogo, e contava a história de várias grandes casas disputando o poder nos continentes fictícios de Westeros e Essos, contada a partir da perspectiva de um punhado de personagens interessantes. O livro tinha sido lançado no ano anterior sem muito alarde. "Realmente não fez sucesso quando saira em capa dura", lembra Antonsson. Mas quando ela começou a ler, foi fisgada.
Ninguém mais que ela conhecia havia lido o livro, então ela se voltou à internet em busca de outros fãs de Martin - o que era uma experiência relativamente nova nos anos 90. "Eu lia muita fantasia, mas nunca tive ninguém com quem conversar sobre fantasia", ela me disse. "Eu tinha todas essas coisas que queria discutir e ninguém para conversar." Os cidadãos suecos não conseguiram adquirir suas próprias conexões dial-up até 1995; antes disso, Antonsson ocasionalmente fazia o acesso no centro de informática de sua universidade, onde estudava arqueologia clássica. Quando ela finalmente conseguiu sua própria conexão à Internet, ela navegou de bulletin board em bulletin board, debatendo desde a trilogia O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien à série de livros A Roda do Tempo, de Robert Jordan. “Era um mundo incrível para se entrar, para poder encontrar todas essas pessoas que compartilhavam seu interesse sobre essas coisas que pareciam bem obscuras.”
Através desses primordiais fóruns da internet, Antonsson também descobriu o ElendorMUSH, um RPG multijogador baseado em texto que simulava o ambiente da Terra Média descrito nos romances de Tolkien. (O termo MUSH significa “alucinação compartilhada por vários usuários” [multi-user shared hallucination]. Isso foi antes de World of Warcraft, quando os computadores não tinham placas gráficas poderosas e os jogadores tinham que usar sua imaginação). Foi lá, na “cultura” que Antonsson havia se juntado, que ela conheceu Elio García. Na época, García estudava literatura inglesa e história medieval na Universidade de Miami. E os dois passaram os últimos anos analisando os detalhes mais sutis da Terra Média em árvores de discussão da Usenet, as precursoras dos fóruns on-line. Depois de terminar A Guerra dos Tronos, Antonsson convenceu o cético García a lê-lo também.
Logo eles estavam navegando juntos. Em 1998, a internet estava sendo amplamente usada como um utilitário de busca de informações em vez de uma rede social. Mas com a ajuda de algumas pesquisas no AltaVista, os dois encontraram tantos fóruns de fãs de A Guerra dos Tronos quanto puderam. Entre seus resultados estava Dragonstone, que García lembra ter sido executado via uma conexão de internet instável na Austrália; Harrenhal, que foi construído sobre a plataforma de serviços web Angelfire da Lycos (quee de alguma forma ainda existe hoje); e um fórum chamado Canção de Gelo e Fogo, dirigido por um usuário chamado “Revanshe.” Isso foi na época em que o mundo do entretenimento estava começando a entender o poder de marketing de mitos na internet. E, ao fuçar os fóruns de fãs dedicados à série Wheel of Time, Antonsson havia testemunhado em primeira mão como pistas e pontos da trama não resolvidos motivavam conversas. Ela viu o mesmo fervor se desdobrando com ASOIAF.
"Algumas das maiores e mais intensas discussões sempre foram sobre mistérios", disse Antonsson. "O primeiro tópico que eu lembro de ter lido no fórum de Pedra do Dragão foi a discussão sobre a paternidade de Jon e as poucas pistas que existiam depois do primeiro livro."
O fórum ASOIAF de Revanshe acabou se tornando grande em 1998, acumulando o que García estimava em cerca de 1.000 usuários regulares. Quando chegou a hora de Revanshe ir para a faculdade de medicina, ela passou o site para García, que já havia se tornado um moderador.
Enquanto isso, García e Antonsson estavam planejando começar seu próprio jogo MUSH em Westeros. Para garantir uma representação fiel, eles colocaram sua formação acadêmica em prática e tornaram-se geologistas, botânicos, zoólogos, antropólogos e historiadores autônomos de Westeros, registrando todos os fragmentos de dados que poderiam extrair de de Guerra dos Tronos em um documento do Microsoft Word chamado “The Concordance”. Eles compartilharam o banco de dados no fórum ASOIAF, pavimentando o caminho para a fundação da enciclopédia on-line feita por fãs, que hoje é conhecida como A Wiki of Ice and Fire. A wiki, que seria desenvolvido alguns anos depois, é composto de 23.081 páginas de conteúdo e passou por 236.642 edições desde o seu lançamento. Também inspirou a fundação de 11 sites irmãos em idiomas estrangeiros.
Observando os fóruns de fãs da Roda do Tempo, eles também estavam cientes de que a correspondência com os autores era freqüentemente perdida em tópicos separados. Então foi nessa época que eles começaram a registrar as entrevistas de Martin, e-mails, respostas em fóruns e postagens em blogs pessoais. (Naquele ano eles fizeram seu primeiro momento de contato com o autor, para pedir permissão para fazer o jogo MUSH. Meses depois, ele concordou, e os dois ainda tocam o A Song of Ice and Fire MUSH como um projeto paralelo).
O crescimento constante dos seguidores on-line de Martin - emparelhado com seu envolvimento na cena de ficção científica e fantasia desde os anos 1970 - gerou uma quantidade razoável de novidades para o segundo fascículo da série de Martin, A Fúria dos Reis. "Martin não pode rivalizar com Tolkien ou Robert Jordan, mas ele se qualifica com perfeitos medievalistas de fantasia como Poul Anderson e Gordon Dickson", escreveu um Publisher's Weekly cautelosamente otimista. À época, Peter Jackson estava se preparando para filmar a trilogia de filmes de O Senhor dos Anéis, e produtores e cineastas que viam potencial no gênero de fantasia começaram a sondar Martin pelos direitos de sua história. (Ele hesitou, convencido de que sua história nunca poderia ser esmagada no formato de filme).
Foi quando a coisa entre García e Antonsson ficou séria em mais de uma maneira. Por dividirem o gosto por Tolkien, Jordan e Martin, um romance floresceu e, alguns meses depois de Fúria ser lançado, García se mudou para a Suécia. Todos com quem eles conversaram sobre a série estavam apaixonados por ela. “Nós tínhamos alguns proselitistas que falavam em arremessar os livros em amigos, familiares, colegas de trabalho, etc.”, disse García por e-mail. “E foi tudo muito orgânico. A Random House não passava seu tempo vasculhando maneiras de nos vender ou fazendo com que trabalhássemos para eles, os fãs só fizeram isso porque gostavam”.Encorajados pelo fato de o livro inicial não ter sido o único, eles lançaram o site Westeros.org, reunindo os fóruns que herdaram, os dados de “The Concordance” e seus registros dos declarações públicos de Martin. Começou como um projeto paralelo executado em um servidor miudo em casa, enquanto continuavam a perseguir seus respectivos objetivos acadêmicos. Mas, eventualmente, se tornaria a principal fonte de análise e informação sobre o universo, seu autor e tudo mais.
Enquanto isso, a série de Martin continuou atraindo mais leitores e tornando-se mais difícil de lidar. O manuscrito de seu terceiro livro, A Tormenta de Espadas, tinha 1.521 páginas, e alguns editores não conseguiram manter tudo em um volume. Mas seu apoio entre a comunidade on-line da fantasia ficou mais forte do que nunca, e a Publisher’s Weekly chamou esse fascículo de “um dos exemplos mais gratificantes de gigantismo na fantasia contemporânea”. Quando foi lançado em 2000, estreou em 12º lugar na lista de best-sellers do New York Times.
No momento em que Martin lançou O Festim dos Corvos em 2005, ele garantiu seu lugar como o proeminente escritor de fantasia da década. O livro chegou ao topo da lista de best-sellers do New York Times e a Time o apelidou de "o Tolkien americano". Mas ele também se deparou com os mesmos problemas com Festim que com Tormenta. Sua solução foi dividir Festim em dois e contar a história de apenas metade dos personagens, em vez de metade da história de todos os personagens. Ele explicou tudo no post scriptum do quarto livro, logo após um final instigante. "Olhando para trás, eu deveria ter antevisto", escreveu Martin em seu site pessoal em 2005. "A história faz suas próprias demandas, como Tolkien disse uma vez, e minha história continuou pedindo para ficar maior e mais complicada."
O que pode ter sido uma limitação editorial frustrante para Martin foi uma fonte quase enlouquecedora de suspense para sua crescente base de fãs. Depois de esperar cinco anos entre o terceiro e o quarto livro, os leitores ainda ficaram imaginando o destino de favoritos como Jon Snow, Tyrion Lannister e Daenerys Targaryen. O próximo fascículo seria lançado em 2011, seis agonizantes anos depois. E foi durante esses períodos de silêncio, quando os fãs não tinham material novo com o qual se ocupar, que eles começaram a se concentrar em criar os seus próprios. "Não tenho certeza se a popularidade que antecede os livros poderia ter acontecido se os livros tivessem saído muito rapidamente", disse Antonsson. “Ter tempo entre uma série de livros é o que alimenta a discussão nas comunidades. Dura mais”.
O acesso digital e as plataformas sociais estavam evoluindo para apoiar esses tipos de obsessões. Entre 1995 e 2005, o uso global da Internet aumentou de 44,4 milhões de usuários para 1,026 bilhão. Plataformas simples para blogs, como LiveJournal, WordPress e Xanga, tornaram mais fácil para as pessoas iniciarem blogs pessoais e compartilharem suas ideias sobre qualquer coisa, independentemente de quão arbitrárias ou específicas. E as primeiríssimas redes sociais da web, incluindo o MySpace e o Facebook, estavam na infância, assim como o conceito de podcasting.
Enquanto Martin continuava atualizando sua base de fãs através de um LiveJournal chamado Not a Blog, seus fãs adoradores lidavam com sua impaciência de formas cada vez mais criativas. A maioria preferiu vasculhar os fóruns de Westeros.org ou Tower of the Hand, onde puderam analisar todas as teorias possíveis em torno de cada enredo e propor suas próprias. Uma facção de leitores impacientes se separou para formar uma comunidade ressentida conhecida como GRRuMblers. O fundador do site Winter Is Coming, Phil Bicking se agarrou a um anúncio de 2007 de que a HBO adquirira os direitos da série As Crônicas de Gelo e Fogo, e redirecionou sua energia para um site do Blogger que registrava o elenco, as filmagens e a produção da série. Mesmo antes de o piloto ter sido filmado, os fãs no site de Bicking começaram a tratar os anúncios do elenco como mistérios não resolvidos. Como um colunista de fofoca, Martin iria postar dicas sobre quem foi escalado para determinado papel em seu blog, para alimentar a chama. "Então a base de fãs passaria dias debruçado sobre aquilo, tentando desvendar o teste", disse Bicking. “Nós descobrimos todos eles. Fiquei chocado que as pessoas foram capazes de descobrir até mesmo Isaac Hempstead Wright, que interpreta Bran, e estava em um comercial antes disso”. Bicking se lembra de ter começado dois tópicos separados para discutir rumores e vê-lo ser encher com quase 1.000 comentários cada um. “Então, eu fiquei tipo: 'OK, eu tenho aqui uma comunidade dedica e de bom”, disse ele. A grande imprensa estava tomando conhecimento". Algum programa de TV recente gerou mais entusiasmo on-line, sendo que nem mesmo é um programa de TV?", perguntou o The Hollywood Reporter em 2010.
Quando a HBO estreou Game of Thrones em 2011, Martin já era famoso. Ele havia vendido mais de 15 milhões de livros em todo o mundo, fora retratado pelo The New Yorker e poderia levar sua legião de adoradores e haters ao frenesi com uma simples foto de férias postada em seu LiveJournal. Tudo isso significava que, quando o programa estreou em 17 de abril, ele se saiu bastante bem segundo os padrões de televisão. Cerca de 2,22 milhões de pessoas assistiram à estreia, o que foi menos do que o número de espectadores conquistados por Storage Wars da A&E e por The Killing da AMC, e mais do que Khloe & Lamar do E!.
Ainda assim, a crítica o recebeu de forma foi irregular. Embora muitos analistas tenham elogiado a capacidade da HBO de estabelecer um palco exuberante e cativante para a história complexa e abrangente de Martin, outros a consideraram um sinal de declínio da rede. Slate o chamou de “lixo de fantasia semi-medieval e repleto de dragões”. O New York Times o descreveu como “drama em traje de época com pingue-pongue sexual”. Em uma fala indicativa de uma conversa muito maior sobre a legitimidade da cultura nerd e sua perceptível falta de inclusão de gênero, a crítica Ginia Bellafante detonou o show por glorificar “a ficção infantil paternalmente acabou atingindo a outra metade da população”, e concluiu que “se você não é avesso à estética de Dungeons & Dragons, a série pode valer a pena”.
Enquanto isso, os servidores da Westeros.org estavam caindo. A agitação que antecedeu a estreia do programa deixou García e Antonsson com cerca de 17.000 membros registrados no Westeros.org. Mas o casal estava totalmente despreparado para a onda de interesse que se seguiu à estréia da série. Na noite em que foi ao ar, o site foi torpedeado pelas buscas do Google, e os dois cuidavam de seu único servidor como um recém-nascido com cólica. Para desviar o fluxo de tráfego, García ajustou o site para que apenas os membros registrados pudessem ver as postagens. "Eu imaginei que isso impediria as pessoas de entrarem", disse ele. No dia seguinte, ele acordou com 9.000 novas solicitações de conta. García passou horas aprovando manualmente os recém-chegados. A espera entre o terceiro e o quarto romance estimulou um aumento lento e constante de fãs, talvez um ou dois mil membros por ano entrando no fórum. Mas com a chegada do programa de TV, eles poderiam acumular vários milhares em um único dia. "Foi impressionante", disse García. “Os membros do nosso fórum chamaram a onda de novas pessoas de 'The Floob' - uma enxurrada de noobs.” Foi nessa época que García e Antonsson abandonaram suas atividades acadêmicas para se concentrarem no site em tempo integral.
Embora o casal tenha perdido alguns dos dados do número de visitantes dos primeiros dias, Antonsson lembra-se de ter assistido a vazão e o refluxo do tráfego em A Wiki of Ice and Fire quando os recém-chegados reagiram aos principais pontos da trama da primeira temporada. Esses picos foram particularmente pronunciados no episódio 9, quando o herói do programa, Ned Stark, foi executado inesperadamente. “Logo após o episódio terminar, todo mundo foi até a página de Ned Stark para checar: Ele está bem? Né?” - lembrou Antonsson. (Ele não estava.) O final da temporada do show foi assistido ao vivo por cerca de 3,04 milhões de lares - cerca de 820 mil a mais do que a estréia. A primeira temporada mais tarde viria a ser indicada para 13 Emmys e ganharia dois, para Melhor Design de Abertura e para a performance de Peter Dinklage como Tyrion na categoria Melhor Ator Coadjuvante em série dramática. Ao matar o herói de Westeros antes mesmo que a temporada terminasse, Benioff e Weiss chocaram seus espectadores menos maduros, agradaram os superfãs dos livros e plantaram uma semente de curiosidade que sustentaria a série ao longo dos próximos oito anos.
O que García e Antonsson testemunharam em seu site naqueles primeiros dias se assemelhava à conversa em duas frentes de Game of Thrones que logo surgiria na mídia e na internet como um todo. Depois de cada novo episódio televisivo, aqueles que não leram os livros (agora presumivelmente na casa dos milhões, tendo em conta a audiência do programa) correm para a Internet em busca de contexto, enquanto os leitores de livros (também uma base crescente) riem de diversão e depois analisam as diferenças entre o show e o cânone. Essa “camada paralela” de conversação, como a T Magazine do New York Times a chamou, pode ao mesmo tempo fornecer aos recém-chegados uma melhor compreensão do universo de Westeros e permitir que os veteranos testassem seu conhecimento detalhado do cânone em contraste com o show.
[...]
E há o Deus Imperador Butler. Embora o programa esteja chegando ao fim e não esteja claro se ou quando os livros remanescentes de Martin serão publicados, a comunidade que ele aprecia sobre Thrones continua viva. Em agosto, muito depois do final da série, ele participará de sua 17ª reunião da Brotherhood Without Banners na Worldcon em Dublin. "Seria meio triste não ir", disse ele.
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]


2019.07.23 15:20 triunfei_ Aplicativo de celular que gerencia economias

Aplicativo de celular que gerencia economias:

Smartphones e suas respectivas aplicações móveis, comumente chamadas de 'apps', estão cada vez mais presentes na vida dos usuários. Uma grande gama de usuários afirmam usar seu celular para realizar operações bancárias. É através dos famosos aplicativos móveis os usuários se comunicam, consultam redes sociais, lêem e compram, por que não gerenciar também suas economias?
Para isso, existem vários aplicativos móveis que ajudam a gerenciar movimentações bancárias e planejam economias de qualquer lugar por meio de dispositivos móveis. Existem vários aplicativos, para vários tipos de usuários, já que cada pessoa tem suas preferências.
E muitos desses aplicativos te ajudam a controlar suas economias, e é fácil acesso, pois a maioria são baixados pelo Google Play, o preferido nas procuras de apps, também tem sites da internet como a triunfei.com que te ajuda a poupar e tomar as melhores decisões.
Mas, ao procurar um aplicativo para controlar suas finanças, perceba qual o melhor pra você, pois existem os pagos e os gratuitos. Ambos te ajudam e também mantém sua privacidade, pois após o cadastro alguns tem seu nome criptografado. O usuário pode cancelar a inscrição a qualquer momento e todas as informações serão excluídas permanentemente.
Confira alguns exemplos de apps que te ajudarão a economizar
1 - Mobills:
O Mobills é um gerenciador financeiro grátis que permite que você administre despesas mensais, cadastre e gerencie suas gastos de forma eficiente. A única criação brasileira de finanças pessoais a receber o selo de Escolha do editor e Excelência em Android concedido pelo Google em 2018. Mais de 5 milhões de pessoas já escolheram o aplicativo para controlar despesas e não tomar um susto no final do mês.
Com o Mobills controle de gastos Pessoal, você tem mais que uma ferramenta de controle de gastos diários e planejamento financeiro para economizar com segurança.
- Controle de despesas e receitas
O Mobills - controle de gastos e despesas mensais conta com uma interface fácil de usar para que você acompanhe seu orçamento e controle gastos sem complicação.
- Saiba para onde o seu dinheiro vai
Evite anotações espalhadas em caderninho, extratos e planilhas financeiras. Com o Mobills controle financeiro, você poderá analisar todos os seus dados bancários e despesas mensais, com gráficos e relatórios, e nunca mais esquecerá uma conta a pagar.
- Tenha um bom planejamento para suas finanças pessoais
Você pode planejar seu orçamento familiar através de metas de gastos por categoria, acompanhando a evolução das despesas durante o mês.
- Aprenda a economizar e manter seu orçamento sob con
Não sabe por onde começar o controle de dívidas? Com Mobills - Controle de gastos e despesas mensais, todas os seus gastos são categorizados e calculados em tempo real. Filtre as despesas por categorias, forma de pagamento e período de tempo, assim você vai saber onde está gastando mais e como deve iniciar o controle de gastos mensais.
- Controle de despesas em qualquer lugar e a qualquer hora
Acompanhe suas finanças pessoais sempre que precisar, o Mobills é um organizador de contas que vai te ajudar a poupar e administrar dinheiro onde estiver e deixar de vez suas planilhas financeiras.
- Esqueça sua planilha de despesas mensais
Aproveite o detalhamento e o histórico de suas despesas diárias para organizar finanças pessoais e saber como economizar.
Sente dificuldades em controlar seus gastos? Pensa em economizar e ter o controle de contas? Está em busca de um guia financeiro personalizado?
Mobills é um controle de gastos pessoais com funcionalidades criadas para você substituir sua planilha de gastos mensais. Baixe Mobills, o seu ajudante na educação financeira!
- Controle de cartão de crédito
O app faz a leitura automática das notificações e SMS de bancos como Nubank, Inter, Santander Way, Digio, Neon, Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Santander e outros. O Mobills é seu guia financeiro e guarda todos os seus gastos diários, assim você nunca mais terá problemas com seus cartões de crédito.
- Saiba onde reduzir gastos mensais
Busca educação financeira para controlar gastos mensais? A categorização de despesas mensais é fundamental para que você entenda quais estão sendo os pontos críticos no seu orçamento.
- Gerencie suas despesas
Fique por dentro de todas as despesas diárias e contas a pagar, valor ainda disponível e quais são os pagamentos pendentes. Acompanhe o saldo de suas contas e faça seu planejamento financeiro.
- Programa de pontos Multiplus
É parceiro no programa de pontos Multiplus. Gerencie suas finanças pessoais, acumule pontos e troque por prêmios exclusivos!
2 - Wisecash:
O Wisecash é totalmente grátis e foi desenvolvido para auxiliar no controle financeiro pessoal, com foco principal na simplicidade de uso e na praticidade do usuário.
A intenção é ajudar a entender para onde vai o seu dinheiro, para que você consiga poupar e alcançar suas metas.
Com o Wisecash você vai poder cadastrar todos os seus ganhos e gastos, organizando por grupos de sua preferência e tudo isso pode ser consultado de forma fácil, em relatórios e gráficos que mostram como está a sua vida financeira.
Alguns recursos:
• Muito fácil e rápido lançar os seus ganhos e gastos diários.
• Tela inicial com as informações que você precisa.
• Resumos e gráficos por grupos, tipo de lançamento, mês e/ou ano.
• Cadastro de metas, com acompanhamento dos gastos.
• Todos os lançamentos podem ser alterados.
• Cadastro de lançamentos que repetem mensalmente.
• Backup e lembretes por notificações.
3 - Organizze:
Com poucos cliques, você consegue reunir toda a sua vida financeira em um único lugar.
Sua carteira, seu cartão de crédito, sua conta corrente e poupança em um
aplicativo simples, bonito e muito fácil de usar.
Com o Organizze, você pode controlar gastos e cuidar das finanças pessoais de forma intuitiva. Mais de meio milhões de pessoas já usam o Organizze para gerenciar seus gastos.
Mais do que um gerenciador financeiro pessoal.
Confira os principais recursos:
*Interface simples, fácil e intuitiva;
*Relatórios completos e descomplicados;
*Categorização de gastos/receitas;
*Alertas de contas a pagar e a receber;
*Controle total da fatura do seu cartão de crédito.
Recursos exclusivos para quem é Premium:
*Crie metas de gastos por mês;
*Acesso a múltiplas contas e cartões;
*Marque seus lançamentos com tags;
*Conciliação bancária (Não importamos as suas informações bancárias automaticamente);
*Acesso livre a todos as configurações e recursos.
4 - GuiaBolso:
Imagina fazer compras e pagar seus boletos sem se preocupar com a notinha fiscal de um ou comprovante do outro. Agora, pensa num app que organiza todo o seu dinheiro automaticamente pra você entender cada um dos seus gastos.
Esse é o Guiabolso! O único com uma supertecnologia que faz tudo isso por você e ainda te acompanha no seu jeito de ganhar, guardar e gastar dinheiro com dicas e informações que têm tudo a ver com o seu momento.
É só baixar, sincronizar a sua conta do banco e, pronto: tchau planilhas!
Para conferir os melhores planos de celular para sua poupança e ter o melhor serviço confira nosso comparador de planos de celular ou para maior comodidade nosso assistente abaixo.
submitted by triunfei_ to u/triunfei_ [link] [comments]


2019.01.04 14:40 mrBatata O wage gap continua a ser um mito: revisited

Ok no meu último post houve algumas críticas com argumentos bastante sólidos os quais não me foi possível responder atempadamente especialmente por que fui ler os artigos associados. Achei por bem também partilhar com o sub visto que respondendo individualmente ia ser mais moroso e muitos não iam ver pontos contra o meu argumento que partilho em baixo. (Tirei excertos e fiz link das respostas para não ficarmos com uma parede de texto substancialmente maior)
Notas:
(fim das notas)

TL;DR

No post anterior simplifiquei um problema que não é tão linear.
Mas basicamente não encontrei nada que suportasse a ideia de discriminação ACTIVA contra o sexo feminino, contudo o wage gap nos casos em que depois de ajustado ainda existe pode ser explicado pela maternidade e decisões que a antecedem.
A tarefa de ter um filho influencia as escolhas e tempo gasto no trabalho, à medida que a mulher envelhece a wage gap volta a reduzir novamente. Em bastante suma https://youtu.be/13XU4fMlN3w

TL;DR2

Ver ultimo paragrafo #Reflexões

 

Intro

Antes de mais importa esclarecer que tanto o título deste post como o do anterior são propositadamente click-baity em que apesar de ter havido muita gente a ler o meu texto na íntegra houve muitos outros que pouco ou nada leram. Escrevi este post porque acho importante mostrar outros argumentos que não se alinhem com o meu ponto de vista, ou até de outros, especialmente num mar de desinformação e tempo e atenção limitados. O título transmite que o wage gap é inexistente a verdade é um pouco mais complexa como alguns utilizadores apontaram e bem. Eu pelo que li nesta segunda passagem fiquei com uma ideia mais clara do que é que pode estar a acontecer e falo dela no final.
No meu post original centrei o meu argumento em que ajustando para várias variáveis o wage gap começa a desaparecer. Apesar de isto ser verdade não representa a imagem completa mas dá uma ideia de que a frase “as mulheres não recebem o mesmo que os homens” é muito provavelmente falsa. E este era o ponto em que me devia ter apoiado, porque para além disto ser ilegal nos países em que o “Wage Gap” está em vogue, não há (pelo que já li) provas de que isto seja verdade CONTUDO existem outros fatores que a podem tornar verdade. Um deles foi apontado no post gilded do u/davidpinho (em que apresento um excerto)
Tu não leste as tuas próprias fontes, isso é certo. Por exemplo, no artigo sobre diferenças sobre produtividade diz: [...] Uma explicação plausível para a discriminação, se bem que ainda não provada:
This age path suggests that the pay gap between men and women without children but of childbearing age is due to statistical discrimination: if productivity falls with motherhood but employers cannot lower wages when women give birth, then employers may offer lower wages to productive women in anticipation of motherhood
Em que Statistical discrimination significa:
Statistical discrimination is an economic theory of racial or gender inequality which results when economic agents (consumers, workers, employers, etc.) have imperfect information about individuals they interact with. According to this theory, inequality may exist and persist between demographic groups even when economic agents are rational and non-prejudiced.
Isto é uma possibilidade, que falo mais à frente. Os empregadores têm certamente a oportunidade de o fazer. E como indicas:
”Se este tipo de discriminação é aceitável ou não, isso já é outra discussão.”
Deixo também os pontos da conclusão do u/davidpinho que também são bastante pertinentes:
  • Isto é só um estudo, não se pode olhar só para um. A grande maioria dos estudos encontra a mesma coisa: há diferenças de salários depois de controlar por outros fatores, se bem que a diferença é relativamente pequena.
  • Quero fonte para "Em muitos ajustes é a mulher que ganha mais do que o homem pelo mesmo trabalho e com a mesma formação". Não é isso que a maioria da literatura parece mostrar e não deste fonte específica para isso.
Não encontro a que me referia por memória(colocarei se encontrar) sei que já a li há mais de 2 anos. Entretanto:
  • Não podemos assumir automaticamente que há discriminação só porque há uma 'gap' que continua a existir. Pode haver outros fatores que causam as diferenças salariais, mas...
  • ...também não podemos automaticamente assumir que a discriminação não existe só porque a 'gap' desaparece depois de ajustes. Isto acontece porque, por exemplo, é possível que as mulheres tenham mais empregos part-time por serem discriminadas quando tentam arranjar empregos a tempo inteiro.
  • Existindo diferença salarial, é possível que a discriminação seja "racional", tal como foi aludido no artigo (a tal "discriminação estatística"). Se este tipo de discriminação é aceitável ou não, isso já é outra discussão. Isto é para dizer que a discriminação pode existir sem que os empregadores estejam a deitar dinheiro fora, as duas coisas não são mutuamente exclusivas.
  • Conclusão: isto é um assunto complicado e ainda nada está definitivamente explicado, para de mandar bitaites sobre coisas que não leste.
(Sim, não li na íntegra antes de escrever o texto leio várias coisas ao longo do ano é me quase impossível voltar a encontrar o que quero utilizar para justificar o meu ponto o artigo tinha pontos contra e a favor de ambos os argumentos, daí é que o diálogo é bastante importante na minha opinião, graças ao meu post anterior tomei conhecimento de outros pontos de vista que desconhecia. Um “bitaite” não é apenas uma afirmação sem sentido é uma afirmação de uma interpretação da realidade do observador. Não vou deixar de ter uma opinião se não sei todos os factos, contudo admito que a maneira que escrevi o meu post não foi a melhor e transmitiu uma ideia errada)
Algo que me apercebi com o post anterior e uma das razões que estou a fazer este é que isto é um problema que parece bastante simples mas na verdade é bastante mais complexo e envolve várias áreas (economia, política, gestão, biologia, cultura, psicologia (preferências pessoais)) como uma crise financeira este é um problema que não se resolve com um “dá-se mais dinheiro”. E isto é em parte o que irrita mais nesta situação que não é exclusiva ao “wage gap”, tendemos agora mais do que nunca a pegar em assuntos complexos e simplificá-los a um absurdo que deixa de ter sentido e descarrila completamente o debate. Existe também bastante “desinformação” sobre todo o tipo de assuntos (p.e: a própria Forbes fala contra e a favor do wage gap a vox também) e existe também quem espalha e lucra com contra informação (um dos exemplos mais famosos vem da industria de carvão nos EUA a emitir “estudos” que desprovam o efeito estufa e o aquecimento global).
Recomendo verem este curto vídeo sobre este mesmo tema chamado de “cigarros, slots e outras coisas não viciantes”.
 
Todos concordamos no entanto (salvo algumas exceções não devidamente fundamentadas) é que quando se ajusta para vários fatores a “gap” começa a desaparecer.
Em quase todos os artigos que li não vi mencionado é haja qualquer regra que se aplique irá a mesma mudar alguma coisa?
Talvez olhar para soluções para o que vemos como um problema nos possa mostrar de onde ele realmente vem. Vamos assumir então cenários EXTREMOS para termos uma ideia geral para onde as coisas inclinam.
Primeiro cenário:
  • Todas as empresas são obrigadas a ter quotas de sexos
As empresas vão se sentir pressionadas para balançarem produtividade com números, para além de que seria inconstitucional despedir o excesso de homens ou mulheres (sim há empresas com mais mulheres que homens).
Uma empresa de obras por exemplo; imaginemos que têm 100 empregados dos quais 5 são mulheres essa empresa seria agora forçada a contratar 90 mulheres para manter o balanço.
Estas empresas vão querer mulheres que tenham conhecimento de bricolage e construção que consigam transportar e mover cargas pesadas, vamos assumir que a própria empresa nem se importa de oferecer a formação. Existem algumas mulheres fortes que conseguem ser tão produtivas fisicamente como um homem mas quantas é que existem numa população de 10 milhões? Certamente que não estão distribuídas igualmente pelo país. E dessas quantas é que querem trabalhar em obras? A empresa pode forçar os homens a fazer o trabalho forçado e deixar as mulheres fazer o mais fácil mas durante quanto tempo é que isso é sustentável? Uma empresa destas tem de alocar vários empregados para vários locais e certos trabalhos são mais exigentes fisicamente do que outros. A empresa também pode ter as mulheres “encostadas na box” apenas para manter a quota mas isso não só é queimar dinheiro como ia rapidamente tornar-se num pesadelo de discriminação.
Vamos agora ver por exemplo um cabeleireiro; imaginemos que têm 5 mulheres este salão tem agora de contratar 5 homens para lá trabalharem. O salão vai querer contratar gays para manter um ambiente convidativo para mulheres (um cabeleireiro para muitas mulheres(>40 maioritariamente) é como um “fórum” onde podem interagir com outras mulheres, especialmente fora das cidades) Com >1% da população sendo homossexual não vai ser nada fácil para estes negócios encontrarem homens que consigam OU QUEIRAM ser cabeleireiros.
Mas em ambos os casos estas são as menores preocupações que as empresas enfrentam, os custos passam a ser um problema bastante sério. As empresas vão demorar e gastar bastante a treinar os novos empregados e quando os tiverem treinados não vai haver contratos externos/compras/serviços suficientes para ter todos eles a trabalharem logo vão ter de aumentar os preços, ou seja todas as empresas aumentam os preços (isto assumindo que todas as empresas conseguem encontrar pessoas para preencher o trabalho) Quero ver como é que depois convencemos a união europeia a nos dar mais euros para combater a inflação criada. Nem sequer mencionei os trabalhos que requerem formação avançada tipo medicina ou aviação em que as capacidades e não o sexo é que importam.
Segundo cenário:
  • Paga-se mais às mulheres do que aos homens, para fechar o “gap”
Primeiro não sei como é que vão conseguir fazer passar isto pelo tribunal constitucional. Uma solução possível era os homens fazerem menos horas. Isto ia ser no mínimo anedótico. Mas assumamos que passava a acontecer o que é que aconteceria?
Se as empresas tiverem de pagar mais às mulheres para diminuir a “diferença” os homens vão procurar outras formas de fazer mais dinheiro e/ou não se vão dedicar tanto à vida profissional porque não existe um incentivo para isso
Algo que todos sabemos mas parece que nos esquecemos uma parte do que leva homens a seguir empregos bem pagos é que podem usar o dinheiro e podestatus na estratégia sexual (antes de descartarem esta ideia como ridícula pensem em quantas e quais mulheres existem que estão a fim de suportar o parceiro monetariamente? E dessas quais é que querem viver com um homem com um status inferior ao delas?)
A estratégia sexual, na minha opinião, influencia provavelmente mais do que pensamos. Infelizmente não consegui encontrar literatura sobre isto a não ser livros e não estatística.

 

Outro ponto apontado por u/salazarcadositio oi a minha falta de objetividade quando digo que o wage gap é um mito e em que se me estou a referir às falas do "clássico 78 cêntimos do dólar" em que providencia este artigo do washington post.
Ou caso estivesse a dizer que o wage gap era mesmo um mito e não existia de forma nenhuma, em que mencionou o post do u/gattaca_now e que expande:
Sendo uma diferença entre dois valores estatísticos, o wage gap é real e existe. Podes é discordar acerca das razões pela qual ele existe e se são justas ou não, mas a diferença estatística existe, é factual.
A média salarial dos homens é mais elevada que a média salarial das mulheres. Este parece ser um problema comum a discussões de assuntos mais ou menos sérios. Não se define bem do que se está a falar à partida e depois tens pessoas a falar um para o outro mas de coisas diferentes. Já começas a ter muitos exemplos disso nos comentários.
Mas isto é uma discussão importante de se ter. Pelo que vejo do teu post acho que estás a dizer que a noção de wage gap não existe como a ideia de que "para o mesmo trabalho uma mulher recebe 78 cêntimos de dolar de um homem" o que eu concordo em grande parte. Mas aceitas que existem diferenças salariais e que estas advêm de questões culturais e biológicas.
A questão de combater o wage gap, quando abordada de forma séria e para lá do soundbite dos "78 centimos", é essa mesma, que para lá do soundbite dos "78 centimos". As questões culturais que fazem com que assim seja e se elas são legitimas ou se devem ser mudadas.
As horas de trabalho que falas, os tipos de carreiras que predominam mais num sexo do que no outro, e as responsabilidades familiares que as mulheres assumem. São essas as questões culturais que se devem discutir neste assunto.
Muitas vezes este assunto acabe em: "devem existir igualdade de oportunidades entre os sexos mas não igualdade de resultados". E que no panorama geral das sociedades ocidentais isso já se verifica. Eu concordo com a premissa mas discordo que já lá tenhamos chegado.
Alguns exemplos: * As mulheres ainda são quem a maioria do trabalho domestico num contexto familiar. Fonte.
  • Ainda existem fortes estereótipos e expectativas associadas com ambos os sexos que afunilam cada um para certos campos Fonte
  • As mulheres continuam a ser prejudicadas a longo prazo pelo facto de terem filhos Fonte
Todos estes fatores influenciam o tal wage gap que existe. Podemos discutir como sociedade se são fatores que devemos ou não mudar. Se são ou não coisas que se devem deixar á escolha pessoal de cada um com as consequências que isso trará para a sociedade. Essa é a verdadeira discussão a ter neste assunto.
Concordo!
Mas tudo isto não tem em conta a parte mais importante: as diferenças biológicas entre os sexos. Mais concretamente diferenças neurológicas, que são uma surpresa para muitos. Esta explica bem porque é que as mulheres preferem trabalhar com pessoas e os homens com coisas.
Isto está longe de ser aceite como facto. Se tiveres uma fonte gostaria de ler mas nunca vi nada que fosse capaz de ligar a biologia a esses efeitos sociais de forma conclusiva.
Tenho sim apesar de que provavelmente não deveria ter dito a primeira parte.
Com esta merda de querermos ser todos iguais estamos completamente a ignorar as nossas limitações biológicas e culturais e em muitos casos a danificar o progresso que tanto queremos fazer.
Concordo que a discussão precisa de ser melhor mas "esta merda de querermos todos ser iguais" continua no meu ponto de vista a ser um objetivo nobre e bom para a sociedade. As limitações culturais estão nas nossas mãos mudar e as biológicas não parecem ser de todo impedimento para que o façamos.
O “querermos ser todos iguais” é mais o queremos igualdade de resultado ou mais privilégios de forma egoísta.

 

O u/rui278 e outros também apontaram e bem para a questão biológica de Inato ou Adquirido E, isto é, algo que só saberemos em 2066 quando o estudo de Peter B. Neubauer for publicado. Mas por algumas fugas de registros censurados(=redacted) parece que a biologia afecta mais do que o ambiente. Esse psicólogo tem alguns trabalhos bastante interessantes sobre desenvolvimento btw. Entrei novamente numa tangente.
[...]Ou seja, o wage gap não é um problema in of itself, é uma consequencia dos vários problemas de base na nossa sociedade que puxam os homem e mulher para terem posições diferentes na sociedade. Em teoria deveria ser +/- equiprovavel encontrar homens e mulheres na mesma posição (o único fator relevante que diferencia entre homens e mulheres é mesmo as licenças de natalidade, mas lá está, também há uma pressão grande para serem os 6 meses gastos pela mulher, quando splits do tempo deveriam ser perfeitamente normais e também ajudariam a fazer com que isso fosse menos fator).
Eu muito antes disto tudo concordaria contigo na primeira parte (no final estamos de acordo), deveria ser natural encontrar homens e mulheres igualmente distribuídos mas se avaliarmos a nível de estratégia não faz muito sentido. Imagina que éramos todos hermafroditas ou seja podíamos escolher fecundar ou ter bebés; ok aqui era tudo definitivamente igual. Então o que teria mais peso neste cenário? A gestação. Iria requerer bastantes cuidados da pessoa que decidisse dar à luz. Portanto interessa-me várias coisas:
  • evitar situações de risco ao máximo
  • ter um parceiro que me pudesse suportar
  • ter um maior controlo sobre o meu futuro
  • e não ter compromissos
Estas são as regras para ter uma estratégia bem-sucedida quantas menos tiver mais precária se torna a minha posição. Agora isto também depende bastante do parceiro que escolher se ele não se comprometer fico na merda e pior do que estava porque agora tenho um parasita dentro de mim. E na vida real vemos isto todos os dias, as mulheres decidem com quem ter sexo (ou não) e os homens decidem com quem se comprometer. As nossas diferenças biológicas (PELO MENOS SEXUAIS) influenciam as nossas decisões e comportamentos. Claro que isto é oversimplified mas acho que dá para dar uma imagem de porque é que acho que esse é o caso.

 

Quanto ao [comentário]() da u/grilledpotato90 :
Antes de mais, peço desculpa pela formatação, pois estou a escrever no telemóvel. Segundo esta estatística da OCDE (https://stats.oecd.org/index.aspx?queryid=54757) as mulheres portuguesas, no total, trabalham mais 90 minutos por dia que os homens. O que é que isto tem haver com a Gender Gap? Bem, se analisarmos o total de minutos por dia de unpaid labour, conseguimos observar uma discrepância enorme entre géneros (M 96.3 min/dia e F 328.2 min/dia). Eu acho que é aqui que está a origem e a justificação do Gender Gap. Os homens e as mulheres não dividem por igual (50/50) as tarefas domésticas.
Sim! Concordo, vês que as mulheres passam bastante mais tempo em trabalhos não remunerados (232 minutos ou 3 horas e 52 minutos a mais do que os homens ou 5:28 no total (estamos atrás do méxico em n1 e da índia em n2)) do que os homens (que gastam no total 1h:36m) e que os homens passam 141 minutos (2 horas e 21 minutos) a mais do que as mulheres em trabalhos remunerados. E está presente em TODOS os países nessa fonte. O que sugere que poderá ser mais do que um aspecto cultural.
Mas também vejo discrepâncias especialmente na Suécia, na Dinamarca, na Noruega e na Holanda os Homens trabalhem tanto mais em trabalho pago que acabam no total por trabalhar muito mais tempo que as mulheres, estamos a falar de países bastante balançados a nível de sexo. O que é estranho. Será que os homens estão a compensar por algo? Outra coisa, nós também não conseguimos dizer o que tem mais peso no trabalho não remunerado:
Time spent in unpaid work includes routine housework, shopping, care for household members, child care, adult care, care for non-household members, volunteering, travel related to household activities, and other unpaid activities. Sem querer atirar areia à cara porque é absolutamente garantido que as crianças gastam bastante desse tempo, mas quanto?
Isto é um fenómeno cultural que não está certo.
Não está certo porquê? Queremos obrigar as mães grávidas a fazer a mesmas atividades de não grávida para compensar minutos gastos em trabalho não remunerado? É que 9 meses (na verdade 10 porque são 39.1 semanas) é bastante tempo mesmo excluindo os meses iniciais. Quanto desse tempo está incluido nos minutos da OCDE? Não sabemos.
Certamente que não vamos fazer como aos cavalos marinhos e passar os fetos para o pai acabar a gestação. E depois de nascidos quantas mães é que querem que o bebé passe a maioria do tempo com o pai? Isso é justo para a mãe? Neste ponto também me questiono; é justo para os pai trabalhar mais horas laborais do que a mãe?
Antes da entrada da mulher no mercado de trabalho entendia-se, mas hoje em dia, em que as mulheres trabalham as mesmas horas que os homens nos seus empregos é inadmissível!
Os homens trabalham mais. Em todos os países da fonte. E então qual é o problema se as mulheres trabalharem menos horas no emprego? E aqui acho que está outro ponto importante da discussão. O que é que é justo? Certamente que todos concordamos que tanto as mulheres como os homens têm os mesmos direitos. Mas com direitos vêm responsabilidades, e, a meu ver algumas mulheres, partidos políticos e o movimento “feminista de 3.ª onda” têm usado o wage gap como arma de arremesso para dar mais direitos às mulheres com muito menos responsabilidades, ATENÇÃO que não estou a dizer que todas as mulheres subscrevem a esta ideologia muito menos que as mulheres não têm já responsabilidades e dificuldades suficientes estou a dizer que é tudo muito bonito dito mas são basicamente argumentos de casas de cartas. [E este é um ponto que é difícil de expressar e que pode ser mal compreendido.]
"Porque é que as empresas não contratam mais mulheres, já que lhes pagam menos?" pela mesma razão a que continuam a preferir contratar homens a mulheres.
Mas onde está a prova de tal? Não digo que não possa ser verdade O/A u/TomTomKenobi apontou para uma boa thread no wiki do economy e que também fala disso, faz o ponto de que “cannot assume economic outcomes from a deductive approach alone” algo que fui um pouco culpado de fazer no post anterior.
As mulheres engravidam, os filhos estão doentes e elas depois faltam, etc.
O pai também tem direitos paternais nada obriga a mãe a ser ela exclusivamente a tratar dos putos. E se queremos ser justos neste ponto vamos fazer com que os divórcios dêm a guarda ao pai por defeito em vez de à mãe. Uma grande parte desse problema desvanecia. Se os filhos são um problema tão grande e se como sociedade queremos ser tão igualitários porque é que as mães ficam sempre com a guarda dos filhos? Também não acho justo. Porque é que os Telejornais falam tanto de “wage gap” mas não de guarda paternal ou partilhada? Saí numa tangente mas achei que era pertinente levantar este ponto.
O Gender Gap é real porque devido à fisionomia da mulher e ao seu papel social, esta é sempre vista como uma "liability" para a empresa.
Woah calma lá, o Gender gap é real porque a fisionomia da mulher é X é fazer uma grande ligação. Não digo que não possa ser verdade mas a nível de afirmação é um grande salto.
Até têm menos acessos a promoções devido a esta expetativa social.
Isto não é verdade. Os homens são os que mais trabalham para e pedem promoções, e uma coisa que muitas pessoas acham é que uma promoção é equivalente a ganhar mais dinheiro, uma promoção envolve muitas mais responsabilidades mais horas de trabalho e mais stress coisa que as mulheres não estão para aturar. Menos ainda se ainda não tiveram filhos. O que se pensarmos faz sentido. Se eu não tenho um filho ou família e se o meu corpo vai se degradar ao ponto que já não me é possível ter um no futuro não vou dar um “LEROY JENKINS” no meu emprego e perder a oportunidade de ter descendentes.
E antes que venham com “ah e tal mas as mulheres ganham menos em promoções” segundo o “bureau of economic research” americano apesar de haver uma diferença de 2,2% em promoções que já levava em conta as mulheres escolherem mais trabalhos como assistentes e trabalho administrativo que raramente tem oportunidades de promoção e os homens escolhiam mais trabalhos em áreas em que era possível a promoção, importa notar também que este estudo é de 1995
Uma das fontes de onde tirei o seguinte é bastante tendenciosa e não apresenta os dados em avulso mas chega a pontos pertinentes que convenientemente decidem não endereçar. Algo que também importa notar é que isto é um questionário e é americano. Usei para não dizerem que eu pesquiso por aquilo que me é favorável. Eu encontro discrepâncias e analiso.
Fewer women than men are aiming for the very top. Among senior managers, 60% of women said they want to be a top executive, compared to 72% of men. Women were also more likely to cite stress and pressure as one of the biggest reasons for not wanting to hold top positions.
Contrary to popular belief, women are not leaving their organizations at higher rates than men. In fact, women in leadership are more likely to stay with their companies than men. At the senior vice president level, women are 20% less likely to leave. Women in the C-suite are about half as likely to leave their organizations as men.
Women often start out in line roles (defined as positions with profit-and-loss responsibility and/or focused on core operations), but by the VP level more than half of women hold staff roles (positions in functions that support the organization like legal and IT). Men, on the other hand, are more likely to hold line roles at every level of an organization. This difference poses a potential problem because line roles frequently feed into senior leadership.
There's a common misconception that women who start families are subsequently less ambitious in their careers. But mothers in the survey were 15% more interested in being a top executive than women without children.
Very few people participate in flexibility and career-development programs offered by their organizations. More than 90% of women and men believe taking extended family leave will hurt their position at work.
Se os homens dedicarem o mesmo tempo no trabalho doméstico que as mulheres, deixa de haver este problema!
Eu diria que continuaria a existir, já vimos que há muito mais variáveis a este problema, mas concordo que tornava o trabalho das mães muito mais fácil.
Mas agora não venham para aqui dizer que o Gender Gap é mentira quando em todas as entrevistas de emprego me perguntam quais são os meus planos em relação a casar e a ter filhos!
Aqui acho errado e não sei se não poderás reportar isto a alguém. É completamente desnecessário e ninguém tem um caralho a ver com isso a não seres tu.
O/A u/crouchingvenus escreveu:
[...] os que já são pais focam se em melhorar o estilo de vida da família o que implica focarem-se mais no trabalho.
Não achas que isto é um problema? Porque é que são as mulheres incentivadas a dedicar mais tempo à família e os homens ao trabalho?
Não, não acho. Porque ninguém as está a forçar a isso. Se estivessem a ser forçadas sim achava bastante errado. E ninguém é forçosamente incentivado a fazer nada. Exceto as mulheres a seguirem carreiras STEM (ciência(Science), Tecnologia, Engenharia e Matemática) Não achas que isto é um problema? Especialmente quando o quão mais igualitária é uma sociedade menos as mulheres escolhem estas áreas.
Todo o teu raciocínio só reforça preconceitos de género e valores sociais bafientos. Entra em 2019 please.
Por favor elucida-me como. Eu diria mesmo o oposto, se tivermos dados e entendermos os problemas que enfrentamos e os tentarmos resolver é benéfico para todos não achas?

 

O u/DogsOnWeed também mencionou que os homens terem direito de licença de paternidade também ajudaria a corrigir desigualdades estatisticas.

 

Reflexões

O que conseguimos dar como certo:
  • Ninguém aqui quer que as mulheres sejam discriminadas
  • Queremos igualdades de oportunidade
  • O 77 cents on the dollar vem do Current Population Survey de 2009 do Bureau of Labour Statistics US
  • As mulheres trabalham mais em trabalhos temporários (Várias fontes)
  • Os homens trabalham mais horas extra (Várias Fontes)
  • As mulheres tendem a ocupar trabalhos que pagam menos (Várias fontes)
  • As mulheres tendem a escolher trabalhos que não facilitam a promoção
  • As mulheres ganham mais em trabalhos temporários (entre 1 a 34h) por semana do que homens (Bureau of Labour Statistics US)
  • 25% das mulheres e 12% dos homens trabalham em trabalhos temporários (Bureau of Labour Statistics US)
  • 11% das mulheres e 22% dos homens trabalham mais de 41 horas (Bureau of Labour Statistics US)
  • As mulheres que nunca casaram recebem EM MEDIA 5% menos do que os homens (Bureau of Labour Statistics US)
  • As pessoas que trabalham horas extraordinárias recebem cerca de 5 vezes mais do que as que trabalham em part time.(Bureau of Labour Statistics US)
Algo que descobri a investigar para escrever este post foi que segundo dois papéis da Claudia Goldin (este e este) que me foram referidos por esta peça da Vox
É que o wage gap pode ser explicado pelos custos de ter um filho e as curvas nos gráficos do papel e do vídeo parecem ter uma correlação com o aumento da idade média em que as mulheres têm o primeiro filho (Indicato>Dropdown />Mean age of women at childbirth) e que encaixa bem quando vemos que as mulheres mais ricas do mundo têm mais de 55 anos.

 

Enquanto os comentários anteriores dedicaram lógica, dados e contra argumentação outros simplesmente atiraram este papel do World Economic Forum várias vezes com “oh mas este desprova tudo isso” acho que se lerem apenas a introdução entendem logo porque é que não lhe dei o tempo do dia. E não é um estudo é mais é uma aglomeração de valores que esperam que a distribuição de homens e mulheres seja 50:50 em tudo (excepto em taxas de mortalidade por exemplo) algo que outros users foram rápidos a comentar.
Acho também um bocado triste haver comentários com discussão pertinente serem downvoted porque têm uma visão diferente e foi óbvio pela altura em que os downvotes apareceram que foi uma birra de “isto está contra o que eu acredito” “pumba, downvotes para todos”. Não façam isso, downvotes não mudam opiniões.
   
Fontes:
https://www.theguardian.com/world/2018/jul/23/women-lying-earning-more-than-husbands-us-census
https://www.nytimes.com/2018/07/17/upshot/when-wives-earn-more-than-husbands-neither-like-to-admit-it.html
https://www.vox.com/2018/2/19/17018380/gender-wage-gap-childcare-penalty
https://www.payscale.com/gender-lifetime-earnings-gap
https://www.youtube.com/watch?v=13XU4fMlN3w
https://iwpr.org/wp-content/uploads/wpallimport/files/iwpr-export/publications/C350.pdf
https://web.archive.org/web/20101126032209/https://www.bls.gov/cps/cpswom2009.pdf
https://web.archive.org/web/20181130100719/https://arxiv.org/pdf/1703.04184.pdf
http://siteresources.worldbank.org/INTPAH/Resources/Publications/459843-1195594469249/HealthEquityCh12.pdf
http://cep.lse.ac.uk/pubs/download/dp1156.pdf
https://scholar.harvard.edu/files/goldin/files/goldin_aeapress_2014_1.pdf
http://scholar.harvard.edu/files/goldin/files/dynamics_of_the_gender_gap_for_young_professionals_in_the_financial_and_corporate_sectors.pdf
 
Outros comentários interessantes u/TomTomKenobi com este, u/harlequin90 com este e u/agaeme com [este]() em que menciona este video que não consegui ver porque não tenho netflix
Edit: Formatação (raio do reddit e o novo markdown) e ortografia
Edit2: Adicionei TL;DR
submitted by mrBatata to portugal [link] [comments]


2018.12.02 16:21 Acujl Como ser anónimo na Internet – [TUTORIAL COMPLETO]

Antes de mais, não sou um especialista, apenas alguém interessado em segurança e comunicação e este tutorial é apenas direccionado à educação :D

1) HTTPS ou TOR?

1.1) Intrudução

Ao navegarmos a Internet convencional ou a “surface web” usamos protocolos. Tudo começou com o HTTP (HyperText Transfer Protocol), foi um dos primeiros protocolos quando tentamos aceder a um site mas é bastante fácil para um “hacker” ver o que fazemos e por onde navegamos isto porque não há qualquer tipo de encriptação entre o servidor web e a vossa máquina ou seja, basta alguém estar estar na mesma rede do que vocês, por exemplo a mesma rede wifi, e executar um MITM (man in the midle atack). Onde o hacker redireciona o tráfego da máquina alvo para o seu servidor e ele literalmente lê os pacotes de dados (informação trocada ou seja, passwords, utilizadores, etc) com um simples “sniff” no wireshark (programa que nos permite ver pacotes de dados (TPC, UDP, etc)). Forma bastante eficaz de roubar informações a alguém em servidores desprotegidos.
Felizmente e a nosso favor a maioria dos sites hoje em dia usa HTTPS (HTTP + SSL), muitas pessoas convencionam o “S” no final do HTTPS como “secure”, daí o cadeado verde que vemos quando acedemos a esses websites.
O processo (SSL) começa quando nos tentamos conectar a um site e ele manda-nos uma cópia do seu certificado SSL (Chave pública), o navegador verifica se o certificado está expirado, em vigor, valido, etc (uma grande treta de acreditação). Se o navegador confiar no certificado, ele cria e envia de volta uma chave de sessão simétrica utilizando a chave pública do servidor. O servidor da decrypt da chave de sessão simétrica usando a sua chave privada e envia de volta uma confirmação criptografada com a chave de sessão para iniciar a sessão segura e agora o servidor e o navegador comunicam com, supostamente, segurança. São assim realizados os primeiros momentos de conexão quando acedemos a um website com HTTPS.
P.S: Pensem em chaves publica como algo que transforma x em alguma coisa que só pode ser aberto com a chave privada, y. Mais sobre isso a frente.

1.2) Se HTTPS é assim tão seguro, porque usar tor?

Bom, mesmo com esse tipo de segurança há várias formas de ver ou atacar alguém. Sempre podemos fazer phishing, ainda usar MITM (fazermo-nos passar por o servidor verdadeiro, é difícil AF mas possível) entre muitas outras coisas..
Com o Tor deixamos de ter esses problemas. Mais ou menos.

1.3) Mas o que é Tor?

Tor é uma comunidade, uma rede de computadores muitas vezes referida como Dark Web ou Deep Web.
A rede Tor dá-nos um nível de segurança com 128-bit AES (Advanced Encryption Standard) end-to-end (De computadores para computadores, não da nossa máquina até ao website). No final das contas é uma rede que sobrepõe “IP’S” em várias camadas e deve ser tratada como tal.
O melhor é usar HTTPS e Onions (Tor), HTTPS protege os nossos dados a nível de navegadores (nós)<=>(WEBSITE) e a rede Onion reforça o anonimato com “loops” pela internet de modo a escondemos a nossa identidade (IP). Mas esse nível de segurança depende do próprio website/servidor com que estamos a tentar comunicar. Para os nerds que desconheciam esta tecnologia, aqui têm um “Let’s Encrypt” para onions (here)
A rede tor funciona a partir de nodes, qualquer um pode fazer um relay, node de saida, etc. Uma autentica rede de computadores que comunicam entre si anonimamente.

1.3.1) Um aparte do funcionamento dos nodes…

Utilizando este modelo de 3 ou mais nodes fica mais difícil, mas não impossível de correlacionar o vosso pedido inicial com o vosso IP original. Também queria frisar que a maior parte destes nodes são universidades (fun fact)
O problema vem quando escrevemos “plain text” num site que acessamos via Tor, imaginemos que o meu exit node é o FBI ou a NSA. Se tivermos introduzido dados sensíveis apenas rezem que quem estiver a manteoperacional o exit node não tenha poder computacional suficiente para desencriptar a vossa ligação.

1.4) Let’s get REAL

Depois disto não parece nada seguro usar tor né? O bom é que é praticamente e impossível quebrar 128-bit AES. Toda a rede de bitcoin (hash rate atual é de 60M) demoraria 2.158 x 10^12 anos para quebrar 1 só chave. E para além do mais, sempre podemos configurar os nossos nodes, mais aqui.
Apenas não coloquem nada que não gostariam que se tornasse publico pois a segurança nunca é garantida! O que é (praticamente) garantido é o anonimato com o tor :)(Eu diria até que o vosso anonimato é garantido, todos os websites na deepweb que foram fechados até o dia de hoje por exemplo, não teve nada a ver com uma falha na rede tor mas sim foi um descuido dos administradores)
E para comunicação na web (chat) usem sempre PGP (Pretty Good Privacy), vamos falar mais a frente.

2) Que sistema operativo usar / Como Operar

Pretty bit topic here..

2.1) Sistemas Operativos

Querem anonimato? Usem um sistema operativo ao vivo (Live Operating System / Live CD). É um sistema operativo contido num dispositivo de armazenamento móvel, podem usar em qualquer lado com um computador (motherboard não desbloqueada) não deixando qualquer rasto no pc da sua existência (kinda, mais a frente).Caso não queiram ser tão hardcores sempre podem usar linux muito bom também, updates constantes da comunidade ;)Para o típico utilizador windows.. sabiam que o windows envia tudo o que vocês escrevem e falam para a Microsoft? Aqui têm tools que removem a telemetria and stuff (here)
Se são uns completos noobs e nunca instalaram nenhum OS (operating system) podem usar uma coisa chamada Virtual Box que emula um sistema operativo dentro de outro. Pesquisem.

Recomendo o uso do Tails (Live), Link here.

P.S: No que toca à Apple não tenho experiência portanto, não comento.P.S2: Dêm uma vista de olhos no “qubes”, sistema operativo hardcore para segurança.

2.2) PGP, Como Operar & Related

2.2.1) Mini Introdução

Temos de assumir sempre o pior, qualquer agência de inteligência ou governamental interceptou e desencriptou os nossos dados. O que eles podem usar contra nós?
Temos sempre de agiter o cuidado de nunca compartilhar dados pessoais, NUNCA. Ter uma boa password sem nada que nos identifique (Tenho uma boa password?) e diferentes passwords e entidades para cada serviço/website que usemos. Lembrem-se, basta “deslizar-mos” uma vez e somos comprometidos. Caso usem o mesmo utilizadopass qualquer organização/pessoa com intenções pode “ligar os pontos” e identificar-te.

2.2.1) PGP (Pretty Good Privacy)

Outro passo que devem tomar é comunicar apenas usando PGP. Lembram-se das chaves publico e privadas? Vou salientar novamente esse tópico.Tomem em conta que nem sempre é possível comunicar com PGP, quando estamos a preencher informação num website ou wtv essa informação pode estar comprometida.
Side Note: Há uns open sorce code para usar o Proton Mail com PGP com alguma facilidade, pesquisem nerds.

O processo PGP:

GUARDEM BEM A VOSSA CHAVE PRIVADA, GUARDEM NUM LOCAL OFF-GRID, fisicamente escondida. Caso comprometida, fudeu. E já agora, se a perderem não há nenhuma forma de a recuperar.
No tails a área onde podem mexer com o PGP fica no canto superior direito, uma que parece uma prancheta, vão a “manage keys”.
Por exemplo, uma das razões que o Silk Road falhou foi que Ross (um dos administradores) nem sempre comunicava através de encriptação PGP e depois de ser apanhado (meteu informações pessoais na net no inicio da sua jornada) as autoridades tiveram acesso a tudo o que não estava encriptado.
Sugiro sempre que guardem as suas chaves privadas num cartão SD ou melhor num microSD para que se um dia forem apanhados e alguém for-vos bater à porta podem simplesmente parti lo e os vossos dados ficam seguros x)

2.2.2) Tails e resíduos

(assumindo que têm o tails a funfar..)
Tails é um excelente sistema operativo para privacidade, quando ligado e “bootado” no PC ele cria um drive virtual e quando é fechado tal é apagado, mas não permanentemente.
Como deve ser conhecimento geral, armazenamento na memória de um computador (no seu disco rígido) funciona a base de 0’s e 1’s. Vamos supor que crio uma pasta chamada “teste”. O disco rígido será desempenhado de designar os respetivos 0’s e 1’s a uma secção do disco e saber onde está tal secção.
Temos 2 dados importantes aqui, os dados da pasta “teste” (0’s e 1’s) e a sua localização na respectiva secção do disco, chamam-se “pointers”. Pointers apontam o local do disco onde estão armazenados os dados (0’s e 1’s).Quando apagamos algo (tradicionalmente) apenas apagamos os pointers e os 0’s e 1’s anteriormente designados à pasta teste estarão agora labled como livres, esperando serem rescritos por novos 0’s e 1’s de novos dados. Espero ter sido claro.
Portanto, alguém com habilidades pode pesquisar no disco 0 e 1’s designados como “espaço livre” que, organizados “façam sentido” e recuperar os nossos dados privados.
Temos 2 opções:

2.2.3) Encriptação do disco inteiro & destruição segura de ficheiros & RAM

No que toca a encriptação do disco tails tem uma funcionalidade incorporada chamada FDE (Full Disk Encryption) ou seja, formata-vos a pen (ou o quer que seja que estão a usar) e rescreve-a com o seu conteúdo encriptado sendo apenas possível ganhar-lhe acesso com uma palavra-passe. E como sempre, guardem a password num local seguro ou memorizem-na.
Tutorial de como encriptar o disco (here)
E no que toca a destruição segura dos ficheiros há vários programas para o fazer, apenas recomendo que o faças no mínimo 3x (para garantir aleatoriedade). Duck it.
Mesmo com o disco encriptado e os dados limpados ainda podemos extrair-te informações pela tua RAM 📷
Chamam-se de “Cold Boot” esses tipos de ataques.

Primeiro, RAM (random acess memory), quesamerda?

RAM é o local onde o computador armazena dados que apenas são necessários temporariamente e isso acontece milhões de vezes por segundo. Pensem na RAM como uma memoria onde pode ser escrita e rescrita os 0’s e 1’s extremamente rapido.
Imaginemos que estão a trabalhar num documento de texto, enquanto trabalham tal está a ser guardado na RAM (armazenamento de curto prazo) até que clicam em salvar e o documento é armazenado no disco rígido em si (armazenamento de longo prazo).
Nesse período de tempo os dados são armazenados na RAM sem qualquer tipo de encriptação. Quando desligamos o computador normalmente ele passa por um ciclo onde limpa os dados armazenados na RAM mas se ele perder energia abruptamente os dados ficam “leaked” na RAM e é onde são realizados os Cold Boot Atacks. A única medida que podemos implementar contra este tipos de ataques é usar RAM DDR3 (isto porque ela necessita de eletricidade para manter dados, passado x tempo os dados são apagado) e desligar o PC normalmente, sempre.

2.2.3) Inimigo? Javascript.

Imaginemos que corro servidores maliciosos tendo em conta que tenho uma grande comunidade a alimentar-se dos meus serviços e sou apanhado. O que as autoridades podem fazer para os apanhar?
Um dos métodos mais comuns usado pelas autoridades é injetar javascript ou seja, todos os utilizadores iriam acessar uma página web alterada que tinha como intenção correr javascript que transmitia o IP da pessoa e a sua localização (visto que tal código era apenas descodificado e corrido no pc da pessoa).
Dito isto, aconselho desativarem a execução de javascript nos vossos navegadores (browsers). Tanto no iceweasel (tails) ou no firefox (tor) podemos desativar a execução de javascript com o seguinte procedimento:
(se usam tails, cada vez que o iniciam poderão de ter de fazer isto)

2.2.4) Dados EXIF

Tiramos tantas fotografias com os nossos telemóveis né? Sabiam que provavelmente a vossa localização está incorporada nelas?
Quase todos os formatos de fotos podem ter as cordeadas incorporadas menos o formato .PNG portanto é imperativo para um criador de um website apenas permitir formatos PNG e também para nos porque a nossa informação pode dar “leak” por um erro tão simples como este.
Felizmente o Tails tem uma solução, basta irmos a Applications -> Accessories -> Metadata Anonymisation Toolkit, mais info –> (here)

2.2.5) VPN + TOR = PERFECTION?

Bem, não.
VPN’s não são de confiança. A famosa “HideMyAss” que supostamente tinha uma carrada de implementações de segurança que nem eles próprios conseguiriam ver o que o utilizador fazia abriu a boca quando questionada pelo governo da Inglaterra sobre o caso LulzSec.Mas se tentarem a vossa sorte escolham uma que no mínimo tenha 128 bits ou até mesmo 256 bits de encriptação.
Se querem ainda mais segurança do que já têm, comprem umas raspberryPi, disfarçam-nas e coloquem-nas em um sitio que tenha uma rede Wifi Publica escondidas e com eletricidade, façam uns servidores OpenVPN, uns proxies da treta e GG (Como criar uma rede tor mas caseira). Fiz um tutorial de como fazer uma VPN numa raspberry, depois é só fazer uns loops.
P.S: DNSQueries, não confiem na vossa rede.

2.2.6) Cuidado com downloads

Por vezes numa comunidade da deepweb recebemos PM (private messages) que nos dizem que a nova atualização do tor tem uma falha de segurança e aqui está o link X para dar patch. Treta, nunca confiem e façam sempre o download do website oficial (cuidado com o phishing) mas podemos sempre verificar a autenticidade dos nossos downloads.
Recomendo o uso do GnuPG. Pesquisem, muito importante! Voltamos a usar o nosso amigo PGP ;)
P.S: Não só downloads, também podem assinar mensagens encriptadas (quase como encriptado 2x)

2.2.7) Simples e eficaz, adeus monitorização da treta

Podem-nos identificar de várias maneiras, uma delas é pelos nossos padrões habituais que podem ser usados contra nós em tribunal.
Uma forma fácil de acabar com isso é desabilitar “mostrar o meu status online”, muito comum em fóruns e comunidades.

2.2.8) Usem bridges!

Mesmo com esta segurança quando ligados ao tor o vosso ISP (Internet Service Provider) pode ver que vocês estão a usar o Tor, para tal sempre podemos usar bridges. Lista de bridges (here) captcha é hard mesmo.. (ataques de correlação)
Depois de entrarem vão ter acesso a uma lista de bridges que são publicamente disponiveis pelo Tor, talvez não seja a melhor opção mas sempre tens a opção de mandar diretamente um email para [[email protected]](mailto:[email protected]) com o body da mensagem sendo “get bridges”, infelizmente só funciona para Gmail e Yahoo (anti bots)
Para usa-las no boot do tails aparecem 2 opções: Live e Live (Fail Safe), neste menu cliquem em Tab , Espaço e escrevam “bridge” e depois enter. Modo bridge ativado. Ao entrarem no tails basta adicionar as vossas bridges numa tab que vos vai aparecer neste formato-> IP:PORTA e gg.
Visto que é muito menos provável que o vosso ISP conheça estas ligações. Também podem especificar o pais assim: XXX.XXX.XXX.XXX – COUNTRY: X
De qualquer das formas bridges é um assunto complexo, do your homework. Coisas bonitas para vocês (here)

3) Governo e polícia

3.1) Os seus limites

Bom, não têm, pelo menos os americanos (casos mais conhecidos). Eles chegaram ao ponto de ter uma conta no silk road como vendedores onde seriam vendidas fake ID’S (durante 7 anos), após esse período começaram de apreensões. E no serviço postal dos US, qualquer encomenda “ilegal” não eram apreendida mas sim colocavam-lhe um tracker.
Tenham sempre em mente que se eles vos querem apanhar mesmo, eles farã tudo no seu alcance para vos capturar. Tenham sempre em mente que se vocês estão a fazer qualquer tipo de actividade considerada ilegal têm sempre de ter em conta o pior cenário possível. Vocês até podem ter uns PC’s, uns servidores e algumas skills mas não é nada comparado com o poder deles.
Lembrem-se, basta escorregarem uma vez e acabou, sejam prudentes.

3.2) O que fazer quando se é apanhado

Errar é humano. Provavelmente vamos todos cometer um erro e se o governo achar que somos um peixe suficientemente grande ele vem a trás de nós.
É sempre melhor prevenir do que remediar, temos de ter já um advogado pago 50k + extra (caso sejam ilegais, mesmo.) isto porque o governo pode congelar-nos as contas/apreender o dinheiro.
Sabiam que o silencio é um direito? Mantenham a boca fechada. Eles vão tentar usar todas as táticas para nos fazer admitir que somos culpados dos crimes de que somos acusados.
Provavelmente a primeira coisa que eles vos vão dizer é que nos querem ajudar e estão a trás do maior peixe do cardume, ignorem, treta.
Eles vão dizer “então não queres cooperar? Estava a tentar ajudar-te mas agora só vais dar problemas” ou “Tens alguma noção dos crimes de que és acusado?”. Mais uma vez, mantenham-se calados e continem a pedir por um advogado.
Nunca falem sem o vosso advogado presente e nunca façam nada que não seja exigido legalmente. Vocês têm o DIREITO de estar calados.
Não discutam com os policias sobre se eles têm ou não alguma coisa contra ti, sê chill nesse assunto. Age assustado, ansioso e confuso. Como se não soubesses o que se passa e apenas queres o teu advogado. Diz aos policias: “Vocês estão-me a assustar, apenas quero o meu advogado”… como eu amo engenharia social.
Com o vosso advogado é o basico, sejam honestos com ele e trabalhem como uma equipa. Privilegio Cliente-advogado.

4) Cool Stuff

4.1) TorChat

TorChat funciona da mesma forma que o tor funciona com todas a features que todos gostamos, cria links .onion da mesma forma que o tor mas usa-o para identificar um ID de uma pessoa em particular sendo que esse ID pode comunicar com outros ID.
P.S: Não recomendo, ideia bonita mas não sabemos o nível de anonimato ou as vulnerabilidades que tal implica visto que funciona da mesma forma do que se como tivéssemos criado um HiddenService (um site tor) no nosso PC. Isso pode levar a problemas sérios.
Fica à vossa mercê, de qualquer das formas a sua comunicação eu<=>parceiro teria o mesmo nível de segurança do que o tor.

4.2) Como utilizadores do Tor foram apanhados

https://www.youtube.com/watch?v=7G1LjQSYM5Q

4.3) Email anónimo, História & Tor

https://www.youtube.com/watch?v=_Tj6c2Ikq_E

5) Recomendações

submitted by Acujl to chapeubranco [link] [comments]


2018.06.28 17:18 Ph0nus Passo a passo de investimentos

Então você conseguiu um emprego, e agora quer começar a investir?
Primeiramente, parabéns! Pelo emprego, e pela consciência que é importante poupar para o futuro. Agora vamos ao que interessa, o que você deveria fazer?
0) Definir objetivos: antes de mais nada, é importante que você tenha consciência do que quer da sua vida financeira. Quer poupar para comprar uma casa? Quer juntar para viajar no final do ano? Quer ter uma renda extra para ficar menos dependente do trabalho? Ou, melhor ainda, quer conseguir se aposentar sem ter que depender do governo/previdência privada? A resposta para a pergunta “o que eu quero?” vai guiar seus investimentos, inclusive seu perfil de risco, necessidade de liquidez e produtos recomendados
1) Montar um Fundo de emergência: um fundo de emergência é um valor deixado em aplicações mais líquidas (poupança, ou CDB com liquidez diária), para se proteger de imprevistos – por exemplo, gastos médicos, reparos no carro, uma necessidade de viagem repentina, etc. Esse fundo também é um “colchão de liquidez”, caso você precise de dinheiro (por exemplo, caso você perca o emprego), você pode usar o dinheiro que está aqui ao invés de sacar dos seus investimentos
-Quanto dinheiro devo deixar no meu fundo de emergência? Isso depende de você, mas normalmente 3-6 meses de gastos é o recomendável. Algumas pessoas preferem pensar em termos de ganhos, eu por exemplo deixo 3 meses de salário no meu fundo de emergência.
2) Pagar suas dívidas: dever dinheiro é ruim. Dever dinheiro no Brasil, que tem juros altíssimos, é pior ainda. Se você tem dívidas de cartão de crédito ou cheque especial, pague isso o mais rápido possível, pois são juros completamente abusivos. Dívidas como empréstimos pessoais e financiamentos podem ser benéficas, dependendo da taxa de juros, mas nunca deixe atrasar – pague as parcelas em dia, e adiante parcelas se achar que vale a pena
3) Abra uma conta numa corretora: não vale a pena investir através de banco. Corretoras tem mais variedade de produto, e taxas mais atrativas. As mais recomendadas são Rico, XP e Easynvest, mas faça uma pesquisa por conta própria para ver qual te agrada mais.
4) Comece a investir em produtos simples e seguros: Enquanto você tem pouco dinheiro investido (e pouco conhecimento), vale mais a pena investir em produtos de renda fixa – esses investimentos são mais seguros porque, a não ser em um colapso total da economia, seu dinheiro inicial está protegido. Os principais são:
-Tesouro direto: Emprestar dinheiro para o Governo. Tem liquidez (você pode resgatar antes do final do prazo), e é tributado de forma regressiva – quanto mais tempo você deixar seu dinheiro lá, menos imposto paga, o ideal é deixar pelo menos dois anos. Dependendo do papel, pode pagar juros semestrais, ou só ir acumulando pra ser resgatado no final. Pode ser pré-fixado (paga um percentual fixo, não importa o que aconteça), atrelado à inflação, ou atrelado a SELIC
-CDB: Emprestar dinheiro pra banco. Normalmente paga um percentual do CDI, mas também existem alguns papéis atrelados à inflação, ou com taxa pré-fixada. Pode ou não ter liquidez, e é tributado de forma regressiva – vale a pena deixar o dinheiro lá por pelo menos dois anos.
-LCI/LCA: Emprestar dinheiro para alguém que trabalha com imóveis (LCI) ou agropecuária (LCA). Normalmente pagam um percentual do CDI, e são livres de imposto. Ótimos produtos caso você queira o dinheiro em menos de dois anos, e podem ser bons também para prazos maiores.
5) Estude: procure sites, livros, amigos, etc., que possam te ajudar a entender mais de investimentos, para que você se sinta confiante em avançar para o passo 6. NUNCA INVISTA NO QUE VOCÊ NÃO ENTENDE, é uma garantia de se perder dinheiro.
6) Renda variável: fundos, ETFs, câmbio, ações, opções... são investimentos mais arriscados, onde é possível perder parte do dinheiro inicial investido (e em alguns casos, como opções, você pode até sair devendo mais dinheiro do que colocou). Sempre que for colocar dinheiro aqui, pense bem sobre seus objetivos, e sobre sua tolerância ao risco – é fácil olhar só para a promessa de retornos maiores, sem pensar que você pode perder muito dinheiro aqui.
7) Outros investimentos: investir em imóveis (para revender ou para alugar), franquias, start-ups, cryptocurrency... investimentos fora dos que são negociados em bolsa podem ser muito atrativos, mas aqui vale ainda mais o passo 5: ESTUDE antes de sair investindo, e tenha certeza de só colocar aqui dinheiro que você pode perder sem se comprometer
8) Aproveite: Tudo deu certo e você agora tem vários investimentos, te proporcionando uma renda passiva que complementa (ou até supera) seu salário? Meus parabéns, você conseguiu o sonho de muita gente de virar independente financeiramente. Continue gerenciando seus investimentos para manter (ou aumentar) seu retorno, e vá aproveitar a vida sem se preocupar em perder o emprego ou ter uma emergência, sabendo que você construiu pra si mesmo uma sólida rede de segurança financeira.
submitted by Ph0nus to investimentos [link] [comments]


2018.04.17 17:40 Tetizeraz Novas regras do /r/brasil e flairs

Boa tarde pessoal, só para deixar claro que a partir de hoje começam as novas regras. Agradeço a quem deu sua opinião no post passado. Fizemos algumas correções para evitar problemas na interpretação das novas regras.

Propaganda e Proselitimos político/ideológico

Postagens sobre notícias, discussões sobre política e/ou movimentos sociais são bem-vindas como sempre, porém mensagens cuja função é meramente atrair apoiadores serão encaradas como astroturfing e, consequentemente, excluídas. Insistência dessas atitudes vão acatar em banimento do usuário. Essa regra estará formalizada no seguinte link: https://www.reddit.com/brasil/wiki/astrosurfing , além da nossa página sobre regras do /brasil, que já existe.
Entende-se como propaganda mensagens cujo conteúdo se resuma a (ou cujo foco seja)
Haverá de ser considerado o contexto, entretanto. Em postagens e comentários que lidam direta e especificamente com as ações de um político/partido/grupo, o conteúdo acima poderá ser aceito de forma que complemente a discussão. E sendo claro, não há problemas em defender uma vertente ou ideologia.
Ah, ainda pode falar "X IS GOING TO BE STUCK TOMORROW". Vocês amam essa merda, 10% fun allowed ;) Só não fazer spam e me fazer de besta removendo literalmente mais de uma centena de posts.

Imagens envolvendo política

  • Provocações políticas serão encaradas como falta de civilidade. A definição dessa regra pode ser resumida em "recortes" (screenshots) de notícias, ou "recortes" de posts do Facebook ou Twitter. Exemplos
Opiniões provenientes de redes sociais ainda podem ser compartilhadas, mas pedimos que sejam de perfis de pessoas públicas (pessoas privadas é proibido para evitar abusos). Links para o Facebook são removidos automaticamente, então pedimos que entre em contato com a moderação para liberar a sua postagem.
Imagens e memes das outras redes sociais não são proibidas se não envolvem política, mas nós recomendamos que indique a fonte. Nós não somos o Kibe. Se o link for para o Twitter ou Facebook, não há problema, qualquer coisa só dá um toque na moderação para aprovarmos o post.

Megathread política

  • Megathread semanal para posts sobre política, fixada no começo da Segunda-feira. Essa megathread poderá, entretanto, ser temporariamente removida para anúncios, cultural exchanges, etc. Ela não tem prioridade sobre outros eventos. Nessa megathread, as regras anteriores não se aplicam. Para quem não sabe, há um limite de dois posts fixados para cada subreddit.
#Automoderator em posts de política
Onde for possível fazer a categorização automática para a flair política, o AutoModerator também irá deixar a seguinte mensagem:
Esse post parece estar relacionado a política. Entendemos as diferenças ideológicas e políticas de nossos usuários, mas gostaríamos que lembrar das nossas regras de civilidade e regras de discurso de ódio.
No geral, seja cortês com as outras pessoas, e nunca assuma o pior delas. Discuta ideias, não os usuários. Insultos pessoais, discursos de ódio e trollagem serão removidas e podem resultar em advertências e banimentos.
Qualquer dúvida, faça uma pergunta para a moderação clicando aqui. Obrigado e tenha um bom dia, beep boop.~~
Eu achei que era simples, mas deu erro. Fiz a pergunta no /Automoderator pra ver se é possível arrumar isso.

Automoderator e remoção de links de certos sites

Sites que por cima propõem noticiar algo, mas são conhecidos por noticiar ou manipular fatos são banidos do subreddit. A lista completa pode ser encontrada em https://www.reddit.com/brasil/wiki/links_banidos
Os seguintes sites são banidos atualmente, mas consulte o link anterior para uma lista atualizada:
folhapolitica.org, ceticismopolitico.com, implicante.org, jornalivre.org, odiarionacional.org, jornalivre.org, diariodobrasil.org, redebrasilatual.com.br, semprefamilia.com.br, tijolaco.com.br
Em maior parte, nossa justificativa se baseia na reclamação da Folha, que nota que notícias falsas possuem maior engajamento em redes sociais como o Facebook. Para quem não sabe, a Folha decidiu sair do Facebook recentemente, pois páginas de notícias falsas tinham mais engajamento. E eu acho que eles não gostavam dos comentários nas páginas deles.

Não abandone seus posts

https://www.reddit.com/brasil/wiki/nao_abandone_seus_posts
  • posts de "discussão" onde o criador de postagens não volta para responder comentários. Basicamente, não trate self.posts como um blog e abandone a seção de comentários do Reddit. Essa regra é inspirada na regra de Don't Abandon Your Threads ("Não abandone seus posts") do /CasualConversation. Isso inicialmente funcionará para postagens envolvendo política, mas podem abranger todos os self.posts. Posts sem 24 horas sem interação do criador da mesma será removida caso não exista nenhuma discussão, e o usuário receberá uma "shame tag", uma "medalha da vergonha" em português. Ainda estamos decidindo se usamos em português ou inglês.
"Shame tag". Se o cara abandonar a discussão, os moderadores trocam a flair de "Discussão" para "Postei e saí correndo..." e fixam um comentário do tipo " "Postei e saí correndo, pau no cu de quem ta lendo!", e escrever também 'Não abandone seus posts de discussão.

Atualização de flairs

Foram removidas as seguintes flairs: Hoje eu Aprendi, Explique de Forma Simples, Pensamento de Chuveiro, adição de Imagem e Pergunta.
O problema das três primeiras flairs é que poucas vezes elas serviam para o propósito delas, ou no caso da primeira, falar de política. Pensamento de Chuveiro também, quando é usado, é usada de forma incorreta, e isso acontece até no subreddit original (/Showerthoughts). Ao invés disso, adicionamos flairs novas. Não se esqueça de categorizar suas postagens!
submitted by Tetizeraz to brasil [link] [comments]


2017.11.27 21:41 asantos3 Campanha contra o Nónio

Em Março foi colocado aqui no portugal sobre os problemas da plataforma Nónio - [ver tópico]
Para quem não está ocorrente, 6 grupos de comunicação social aliaram-se e criaram uma plataforma com login único, Nónio, para "oferecer conteúdos mais personalizados com mais segurança e qualidade". Para que tal possa acontecer, os websites aderentes necessitam de recolher e armazenar um vasto número de dados de cada leitor. Neste período de transição, os websites aderentes estão a pedir a cada leitor para se registar nesta plataforma para começar a coleta de dados.
Ao fazer o registo, a plataforma nónio terá acesso a um conjunto enorme de dados pessoais. O registo pode ser feito usando credenciais de serviços externos ou o usual email. Caso escolha a opção rede social, terá de partilhar os seguintes dados: nome, fotografia de perfil, endereço de e-mail, data de nascimento e local, ou caso escolha opção e-mail, terá de enviar o seu nome, sexo e data de nascimento. O processo de adesão é muito simples porque a plataforma precisa de num curto espaço de tempo ter um grande número de leitores para que em inícios de 2018 tenha força suficiente para terminar o período de transição e obrigar a todos a aderir ao sistema, como está planeado. Ou seja, num futuro próximo, caso o Nónio seja bem sucedido, só poderá ler artigos depois de efetuado o registo.
O leitor NÃO DEVE registar-se no Nónio, por dois grandes motivos: 1) violação de privacidade e 2) efeito "filtros-bolha".

Violação de privacidade

Uma leitura da política de privacidade do Nónio revela que esta plataforma viola a sua privacidade porque recolhe através de cookies ou outras técnicas de fingerprinting os seguintes dados: o seu endereço IP de cada sessão, data e hora de acesso ao artigo, versão do navegador web e sistema operativo utilizado, resolução de ecrã, dados referentes à localização, pontos de acesso Wifi, assinatura canvas (que o website Nónio utiliza), entre outros. Atualmente é possível unificar essas assinaturas/fingerprints, mesmo utilizadando navegadores web diferentes em diferentes plataformas. Deixo aqui uma demo com os alguns dados que são possíveis obter.
A plataforma irá coletar e armazenar todos os artigos que leu dos websites aderentes. Segundo declarado na página oficial:
"Usar a internet e os seus serviços, implica, necessariamente, a transmissão de informação a nível internacional. Assim, ao relacionar-se connosco e ao consentir a comunicação de dados a terceiros, está a reconhecer que sabe e a consentir no tratamento de dados nesta escala" 
Ou seja, todos estes dados podem ser acedidos por terceiros. Mesmo que o leitor deseje eliminar os seus dados, estes apenas serão apagados ou anonimizados um ano após a desativação do registo pelo utilizador. No mundo do Big Data, não existem dados anonimizados, ler artigo onde são dados exemplos de de-anonimização de base de dados.
A partir da análise desses dados é possível inferir por exemplo: afiliação política, religião, poder de compra, estado emocional, padrões de sono. Para mais detalhes, recomendo consultar o seguinte relatório Corporate surveilance e o working paper How Companies Use Personal Data Against People.
Relembro que estes websites já violam a privacidade ao disponibilizar trackers de outras companhias como o Facebook, Google e alguns data Brokers como a BlueKai,DataLogix,etc...). Visitando alguns do websites aderentes com um navegador Firefox e apenas com a extensão UBlock Scope, foram registados os seguintes resultados. Para validar os resultados foram utilizadas as ferramentas Webbkoll e PrivacyScore.
Website Pedidos a terceiros(*) Cookies primárias Cookies de terceiros
publico.pt 105/39 28 22
expresso.sapo.pt 177/40 15 30
rr.sapo.pt 50/25 20 18
blitz.pt 129/40 14 28
visao.pt 383/39 14 28
expressoemprego.pt 78/18 8 14
exameinformatica.pt 102/35 14 28
cmjornal.pt 227/79 29 74
record.pt 288/106 29 130
jornaldenegocios.pt 210/78 19 90
sabado.pt 206/71 20 64
tsf.pt 199/73 29 52
jn.pt 251/85 27 56
dn.pt 202/71 26 47
ojogo.pt 313/92 32 71
dinheirovivo.pt 164/69 22 53
radiocomercial.iol.pt 67/28 8 8
maisfutebol.iol.pt 136/43 11 14
(*) Total número de pedidos a domínios externos/número de domínios únicos
Para mitigar o web tracking instala no teu navegor web a extensão uBlock Origin (e o uMatrix para utilizadores avançados), com fim a bloquear o acesso e execução desses trackers. Adiciona esta lista de regras para anular o tracking dos websites aderentes, para o formato uBlock Orgin/uMatrix e para o Pi-hole/Dnsmasq .

Efeito "filtros-bolha"/echo chamber

Recolhemos informações sobre si com o seu consentimento explícito para lhe podermos prestar um serviço personalizado na apresentação de notícias consoante as suas preferências, o que constitui o núcleo dos nossos serviços.
Quanto mais o leitor interagir com esta plataforma, mais dados esta recebe sobre si, e por conseguinte, terá um perfil de gostos de leitura cada vez mais detalhado. Como o objetivo/modelo de negócio da plataforma é que esteja o maior tempo possível na plataforma, mais tempo de exposição há publicidade, serão recomendardos cada vez mais e mais direcionados apenas artigos de um certo ponto de vista. O leitor com o desenrolar do tempo ficará dentro de uma "echo chamber". Não é exposto a informação contrária às suas preferências que poderia desafiar ou ampliar a sua visão do mundo. Este fenómeno é designado por Eli Pariser de "filtros-bolha". É recomendado a visualização da sua Ted Talk Eli Pariser: Tenha cuidado com os "filtros-bolha" online

Efeitos secundários

Além dos dois problemas referidos, outros problemas não menos importantes devem ser explicados. A partir da análise desses dados, é possível inferir os gostos da população portuguesa, e com fim a maximizar os lucros, mais artigos de baixo teor jornalísticos (artigos clickbait geram mais tráfego/receita) serão escritos, levando à decadência desta nobre profissão. Por consequência, uma população com menos acesso à informação de qualidade, não toma decisões corretas, levando à decadência gradual de regimes democráticos.
Em resumo e como refere Zeynep Tufekci na seu recente Ted Talk, Estamos a criar uma distopia só para fazer as pessoas clicarem em anúncios
Lista de website aderentes por cada grupo:

O que muda

Com efeitos imediatos irá ser colocado em todos os futuros tópicos provenientes de websites aderentes a esta plataforma um comentário a alertar os utilizadores sobre esta plataforma.
No entanto gostaríamos de saber a vossa opinião sobre o assunto e sugestões para mitigar o uso destas plataformas sem o conhecimento prévio do utilizador.
submitted by asantos3 to portugal [link] [comments]


2017.08.11 22:24 SeuMiyagi **Anti-rbrasil**

Precisamos falar sobre como a moderação do /brasil tem usado os bans no sentido de forçar um determinado viés ideológico no sub.
Não é novidade pra quem acompanha o /brasil que o sub tem sido refém por vários dias de um circojeca tendencioso, como já ocorreu por diversas vezes no passado.
Até não haveria problemas se pelo menos fosse algo 'natural', de acordo com o perfil demográfico do sub. No entanto apenas com alguns episodios de bans particulares meus [1][2], é possivel se questionar o quanto os atos da moderação não vão em direção de promover e proteger esse mesmo 'circojequismo' desde que ele seja compativel com as visões e tendencias da moderação.
(no ban [2] contextualizando- é uma resposta ao comentario(excluido) da carolnuts sobre a entao onipresente tropa de choque pro-Dória do sub ter deixado o post 'passar' e ser upvotado)
A questão aqui, é que o ideal é não importar se a pessoa defende a monarquia, o bolsonaro, o lula, armas, o comunismo, o liberalismo, é apolitico, ou gosta de outros assuntos
Teoria da responsabilidade
Cada um é de fato responsável pelo que diz. Independente se segundo a visão de terceiros o individuo extrapole alguns limites, já que esses são valores subjetivos e podem flutuar de pessoa para pessoa, portanto não cabendo a outro indivíduo censurar, cassar, excluir o que foi dito ou quem o disse.
Se você trata as pessoas como crianças, elas vão agir como crianças. O receio na hora de comentar por que 'o pai' vai punir se você usar uma 'palavra proibida', ou se vai ficar de castigo por que você deve se expressar em uma direção definida, uma regra não escrita.
Por que isso é importante no caso do /brasil?
O /brasil até pouco tempo atras era geodefault, e em tese deveria ser um sub que possa representar todas as posições, pontos de vistas e formas de expressões existentes no nosso país. Obviamente que por ser na internet, pelo perfil do site, certos perfis demograficos serão mais comuns que outros, e isso tende a formar posições e pontos de vistas mais reforçados.
No entanto, isso jamais deve desculpar atos da moderação no sentido de manipular através de exclusão de comentários, ou de bans, como as pessoas devem se portar, o que e como dizer, especialmente se não infringem as próprias regras determinadas no próprio sub
Com relação ao que apontei no meu ban em particular:
Nos meus episódios particulares de ban, fica claro a tentativa de me 'ensinar a como devo me portar adequadamente' usando como desculpas, palavras mais fortes como 'mediocridade' dirigida a comportamentos, e jamais a alguém em particular(ataque pessoa), ou direcionado a um grupo fixo de pessoas (generalização). Mas usando um post com caracteristicas bem particulares, e inclusive tentando exortar um comportamento e uma critica mais construtiva e menos baseada em tribalismos puros.
E sinceramente costumeiramente vejo criticas agressivas e sarcásticas o tempo todo, muito mais pesadas, pessoais, sendo expostas livremente sem nenhuma punição já que nesses casos tem uma tendencia bem clara, e assumimos que deva ser agradável aos olhos da moderação que de um lado tem uma mão bastante pesada para censurar e banir e de outro uma completa e conveniente omissão (como evidenciados pelos próprios posts a que me refiro que poderiam muito bem cair nas regras excessivas do sub).
Se me incomodo que tenham posts pro lado a,b ou c?
Quero mais é que exista liberdade nas postagens, mas se existe desequilibrio e um processo de seleção ideológica nos bans como acredito que ocorra, a tendencia é que os posts acabem não representando naturalmente a demografia do subreddit com danos inclusive ao processo de dialogo, debate, já que o direito a palavra fica cassado, quando qualquer usuário caia fora do espectro, e da direção a qual se quer modelar o sub.
E por esse motivo, também quero liberdade de expressar meu descontentamento, quando achar que o sub está 'circo-jecando' e se tornando apenas um panfleto de provocações politicas sem fundamentação no argumento.
A meu ver, sequer 'discurso de ódio' ou xingamentos deveriam ser fontes de exclusão de comentários, ou de bans. Deveria proteger mais contra propagandas e spams indesejáveis,
Com relação ao discurso de ódio, deixar que cada um seja responsável pelo que diz, e alias já temos como upvotadownvotar comentários, e isso já é em si uma forma de seleção. Se alguém passar muito do ponto, pode até ficar a mercê de processos penais de acordo com a legislação do país. Novamente aqui se aplica a teoria da responsabilidade.
Particularmente o /brasil no estado atual, com ou sem ban, não me faz falta.. raramente me sentia atraido pelos posts e pelos comentários. No entanto, mesmo que não queira participar nem agora nem no futuro, acho importante melhorar, ou no minimo tornar bem trasparentes e passíveis de critica, tanto os atos da moderação, o comportamento do sub como um todo, ou apenas um post em particular.
E sinceramente acho que esse é um desejo de qualquer usuário, de qualquer tendencia. A moderação está cada vez mais, aparecendo mais do que o seu papel exige, e como uma mão muito pesada e irresponsável, na hora de excluir comentários, ou promover os bans. E como, e apoiados em que, eles podem definir que comentários excluir, e que usuários banir, quando o fazem fora das próprias regras que definiram?
Sugestões:
a) Coletar uma boa média de bans, determinar o por que do banimento e se existe inclinação no comentário, definir essa inclinação, para podermos avaliar qual, e se existe tendência nos bans.
b) Determinar qual a porcentagem de bans que não infringiram nenhuma regra escrita do sub
c) Analisar historico de posts dos mods e suas contas throwaways, pra determinar qual a tendencia na opinião dos mods, e o quanto isso mapeia com a somatoria dos bans.
d) Pesquisar nivel de satisfação com a moderação, caso a) e b) apontem que certas posições são privilegiadas.
e) Com os resultados, buscar transparência nas ações da moderação, torna-los cientes assim como aos usuários do sub
f) Buscar entender, caso seja confirmado pelos dados que a moderação acaba determinando o que é aceitável no sub, normalizando de acordo com a imagem e semelhança das posições dos mods, se os mesmos o fazem conscientemente, ou se agem por pura ignorância, ou falta de compreensão do que acabam por fazer. Esse quesito serve pra determinar, o nivel de má-fé ou boa-fé nos atos da moderação.
g) Definir um dia de protesto, e definir o 'dia da censura' que além de protestar contra as atitudes da moderação que se comportam mais como donas do sub, do que no sentido de intervir minimamente, e apenas em casos extremos. definindo regras idiotas que inclusive evitam qualquer visão critica do sub, como a regra do metadrama, que efetivamente é uma regra que institucionaliza a censura no sub(já que nada pode ser questionado, ou criticado, e como se nada de errado pudesse ser feito pela moderação, ou mesmo pelos usuários do sub). A idéia é conscientizar os usuários do sub, a não postarem nada, ou a criarem apenas posts de 'metadrama'.. quanto maior a adesão, mais isso tiraria a capacidade da moderação de banir os usuários por isso.
h) a depender se os resultados dos dados sejam contundentes e comprovem uma moderação que artificializa o discurso aceito no sub, usar os dados para ser encaminhado a administração do reddit, conscientizando-os de que ao contrário de subs que claramente definem posição e querem usuarios de um determinado perfil, o /brasil é um sub popular, com muitos usuários e que portanto é importante que possa dar maior liberdade de expressão a todas as tendencias e pontos de vistas existentes no país.
i) criar um guia para uma moderação mais leve, que entenda a gravidade de excluir comentários, trancar posts, e banir usuários, buscando conscientizar, por exemplo respondendo comentários considerados excessivos com um simples comentário (como moderação).
j) jamais a moderação, a partir de um contrato social firmado pelas regras, efetuar qualquer ato, especialmente os punitivos, que não possam ser enquadrados nas regras. Nesse caso estarão usando 'regras não escritas' que são convenções entre os mods, que podem ser as mais arbitrárias e exdruxulas possiveis, sem o consentimento e o conhecimento dos usuários.
A saida: A moderação deve parar de tentar impor suas valorações, até por que mesmo quando e se o ambiente se torne pesado, isso também é um espelho da nossa sociedade, da nossa época e comportamento. E eu prefiro ficar exposto a nossa verdade por mais indigesta do que ela seja do que viver num mundo cor-de-rosa. Especialmente quando sei que valores arbitrários de sujeitos arbitrarios e que sequer tem um tipo de formação adequada pra fazer um trabalho de mediação tão importante criaram o costume de intervir muito além das regras que formam o contrato social do sub com os seus usuários, replicando a experiencia da 'prisão de stanford' onde pessoas comuns bastando dar um papel de mediação e onde se pode regular os outros, tendem a extrapolar de suas atribuições e esquecerem-se de que isso não deve ser usado a favor de empoderar seus pontos de vista pessoais sobre o mundo.
E para terminar, olhando para o particular, a moderação e com relação a sua censura em buscar determinar o que devo ou não dizer, só me resta dizer uma: vão tomar no cú.
Vocês não definem nem podem definir o que penso, o que digo, como sou, e se isso é aceitável ou não. E se por acaso extrapolar o meu direito a palavra, é meu direito me arrepender e pedir desculpas, e é só nessa hora que realmente podemos mudar e melhorar. Oportunidade essa cassada, roubada pelos atos da moderação.
Infelizmente devido a censura imposta pela regra de 'metadrama' esse post jamais sobreviviria no /brasil, o que por si só, já seria uma prova de que a moderação é indigna para a tarefa que deve ocupar.
(Se você leu até aqui merece gold amiguinho)
Sei que com relação aos usuários do sub, normalmente temos visões em campos opostos, no entanto acho que é do interesse de todos independente de suas posições e sei que muitos aqui foram banidos por trivialidades, sem que o ban fosse devidamente regulado pelas regras do sub. Também sei que voces defendem o discurso livre, topico polemico, mas que por via das duvidas e a ficar a merce de criterios subjetivos, é preferivel ficar aberto, onde os proprios usuarios se 'auto-regulem'
submitted by SeuMiyagi to brasilivre [link] [comments]


2017.08.11 22:13 SeuMiyagi Anti-rbrasil

Precisamos falar sobre como a moderação do /brasil tem usado os bans no sentido de forçar um determinado viés ideológico no sub.
Não é novidade pra quem acompanha o /brasil que o sub tem sido refém por vários dias de um circojeca tendencioso, como já ocorreu por diversas vezes no passado.
Até não haveria problemas se pelo menos fosse algo 'natural', de acordo com o perfil demográfico do sub. No entanto apenas com alguns episodios de bans particulares meus [1][2], é possivel se questionar o quanto os atos da moderação não vão em direção de promover e proteger esse mesmo 'circojequismo' desde que ele seja compativel com as visões e tendencias da moderação.
(no ban [2] contextualizando- é uma resposta ao comentario(excluido) da carolnuts sobre a entao onipresente tropa de choque pro-Dória do sub ter deixado o post 'passar' e ser upvotado)
A questão aqui, é que o ideal é não importar se a pessoa defende a monarquia, o bolsonaro, o lula, armas, o comunismo, o liberalismo, é apolitico, ou gosta de outros assuntos
Teoria da responsabilidade
Cada um é de fato responsável pelo que diz. Independente se segundo a visão de terceiros o individuo extrapole alguns limites, já que esses são valores subjetivos e podem flutuar de pessoa para pessoa, portanto não cabendo a outro indivíduo censurar, cassar, excluir o que foi dito ou quem o disse.
Se você trata as pessoas como crianças, elas vão agir como crianças. O receio na hora de comentar por que 'o pai' vai punir se você usar uma 'palavra proibida', ou se vai ficar de castigo por que você deve se expressar em uma direção definida, uma regra não escrita.
Por que isso é importante no caso do /brasil?
O /brasil até pouco tempo atras era geodefault, e em tese deveria ser um sub que possa representar todas as posições, pontos de vistas e formas de expressões existentes no nosso país. Obviamente que por ser na internet, pelo perfil do site, certos perfis demograficos serão mais comuns que outros, e isso tende a formar posições e pontos de vistas mais reforçados.
No entanto, isso jamais deve desculpar atos da moderação no sentido de manipular através de exclusão de comentários, ou de bans, como as pessoas devem se portar, o que e como dizer, especialmente se não infringem as próprias regras determinadas no próprio sub
Com relação ao que apontei no meu ban em particular
Nos meus episódios particulares de ban, fica claro a tentativa de me 'ensinar a como devo me portar adequadamente' usando como desculpas, palavras mais fortes como 'mediocridade' dirigida a comportamentos, e jamais a alguém em particular(ataque pessoa), ou direcionado a um grupo fixo de pessoas (generalização). Mas usando um post com caracteristicas bem particulares, e inclusive tentando exortar um comportamento e uma critica mais construtiva e menos baseada em tribalismos puros.
E sinceramente costumeiramente vejo criticas agressivas e sarcásticas o tempo todo, muito mais pesadas, pessoais, sendo expostas livremente sem nenhuma punição já que nesses casos tem uma tendencia bem clara, e assumimos que deva ser agradável aos olhos da moderação que de um lado tem uma mão bastante pesada para censurar e banir e de outro uma completa e conveniente omissão (como evidenciados pelos próprios posts a que me refiro que poderiam muito bem cair nas regras excessivas do sub).
Se me incomodo que tenham posts pro lado a,b ou c?
Quero mais é que exista liberdade nas postagens, mas se existe desequilibrio e um processo de seleção ideológica nos bans como acredito que ocorra, a tendencia é que os posts acabem não representando naturalmente a demografia do subreddit com danos inclusive ao processo de dialogo, debate, já que o direito a palavra fica cassado, quando qualquer usuário caia fora do espectro, e da direção a qual se quer modelar o sub.
E por esse motivo, também quero liberdade de expressar meu descontentamento, quando achar que o sub está 'circo-jecando' e se tornando apenas um panfleto de provocações politicas sem fundamentação no argumento.
A meu ver, sequer 'discurso de ódio' ou xingamentos deveriam ser fontes de exclusão de comentários, ou de bans. Deveria proteger mais contra propagandas e spams indesejáveis,
Com relação ao discurso de ódio, deixar que cada um seja responsável pelo que diz, e alias já temos como upvotadownvotar comentários, e isso já é em si uma forma de seleção. Se alguém passar muito do ponto, pode até ficar a mercê de processos penais de acordo com a legislação do país. Novamente aqui se aplica a teoria da responsabilidade.
Particularmente o /brasil no estado atual, com ou sem ban, não me faz falta.. raramente me sentia atraido pelos posts e pelos comentários. No entanto, mesmo que não queira participar nem agora nem no futuro, acho importante melhorar, ou no minimo tornar bem trasparentes e passíveis de critica, tanto os atos da moderação, o comportamento do sub como um todo, ou apenas um post em particular.
E sinceramente acho que esse é um desejo de qualquer usuário, de qualquer tendencia. A moderação está cada vez mais, aparecendo mais do que o seu papel exige, e como uma mão muito pesada e irresponsável, na hora de excluir comentários, ou promover os bans. E como, e apoiados em que, eles podem definir que comentários excluir, e que usuários banir, quando o fazem fora das próprias regras que definiram?
Sugestões:
a) Coletar uma boa média de bans, determinar o por que do banimento e se existe inclinação no comentário, definir essa inclinação, para podermos avaliar qual, e se existe tendência nos bans.
b) Determinar qual a porcentagem de bans que não infringiram nenhuma regra escrita do sub
c) Analisar historico de posts dos mods e suas contas throwaways, pra determinar qual a tendencia na opinião dos mods, e o quanto isso mapeia com a somatoria dos bans.
d) Pesquisar nivel de satisfação com a moderação, caso a) e b) apontem que certas posições são privilegiadas.
e) Com os resultados, buscar transparência nas ações da moderação, torna-los cientes assim como aos usuários do sub
f) Buscar entender, caso seja confirmado pelos dados que a moderação acaba determinando o que é aceitável no sub, normalizando de acordo com a imagem e semelhança das posições dos mods, se os mesmos o fazem conscientemente, ou se agem por pura ignorância, ou falta de compreensão do que acabam por fazer. Esse quesito serve pra determinar, o nivel de má-fé ou boa-fé nos atos da moderação.
g) Definir um dia de protesto, e definir o 'dia da censura' que além de protestar contra as atitudes da moderação que se comportam mais como donas do sub, do que no sentido de intervir minimamente, e apenas em casos extremos. definindo regras idiotas que inclusive evitam qualquer visão critica do sub, como a regra do metadrama, que efetivamente é uma regra que institucionaliza a censura no sub(já que nada pode ser questionado, ou criticado, e como se nada de errado pudesse ser feito pela moderação, ou mesmo pelos usuários do sub). A idéia é conscientizar os usuários do sub, a não postarem nada, ou a criarem apenas posts de 'metadrama'.. quanto maior a adesão, mais isso tiraria a capacidade da moderação de banir os usuários por isso.
h) a depender se os resultados dos dados sejam contundentes e comprovem uma moderação que artificializa o discurso aceito no sub, usar os dados para ser encaminhado a administração do reddit, conscientizando-os de que ao contrário de subs que claramente definem posição e querem usuarios de um determinado perfil, o /brasil é um sub popular, com muitos usuários e que portanto é importante que possa dar maior liberdade de expressão a todas as tendencias e pontos de vistas existentes no país.
i) criar um guia para uma moderação mais leve, que entenda a gravidade de excluir comentários, trancar posts, e banir usuários, buscando conscientizar, por exemplo respondendo comentários considerados excessivos com um simples comentário (como moderação).
j) jamais a moderação, a partir de um contrato social firmado pelas regras, efetuar qualquer ato, especialmente os punitivos, que não possam ser enquadrados nas regras. Nesse caso estarão usando 'regras não escritas' que são convenções entre os mods, que podem ser as mais arbitrárias e exdruxulas possiveis, sem o consentimento e o conhecimento dos usuários.
A saida
A moderação deve parar de tentar impor suas valorações, até por que mesmo quando e se o ambiente se torne pesado, isso também é um espelho da nossa sociedade, da nossa época e comportamento. E eu prefiro ficar exposto a nossa verdade por mais indigesta do que ela seja do que viver num mundo cor-de-rosa. Especialmente quando sei que valores arbitrários de sujeitos arbitrarios e que sequer tem um tipo de formação adequada pra fazer um trabalho de mediação tão importante criaram o costume de intervir muito além das regras que formam o contrato social do sub com os seus usuários, replicando a experiencia da 'prisão de stanford' onde pessoas comuns bastando dar um papel de mediação e onde se pode regular os outros, tendem a extrapolar de suas atribuições e esquecerem-se de que isso não deve ser usado a favor de empoderar seus pontos de vista pessoais sobre o mundo.
E para terminar, olhando para o particular, a moderação e com relação a sua censura em buscar determinar o que devo ou não dizer, só me resta dizer uma: vão tomar no cú.
Vocês não definem nem podem definir o que penso, o que digo, como sou, e se isso é aceitável ou não. E se por acaso extrapolar o meu direito a palavra, é meu direito me arrepender e pedir desculpas, e é só nessa hora que realmente podemos mudar e melhorar. Oportunidade essa cassada, roubada pelos atos da moderação.
Infelizmente devido a censura imposta pela regra de 'metadrama' esse post jamais sobreviviria no /brasil, o que por si só, já seria uma prova de que a moderação é indigna para a tarefa que deve ocupar.
(Se você leu até aqui merece gold amiguinho)
submitted by SeuMiyagi to brasil_drama [link] [comments]


2017.03.07 12:52 startupPT [Ajuda] Conseguem-me aconselhar se há melhor país para abrir empresa que em Portugal?

Vou necessitar de abrir uma empresa para iniciar a minha actividade comercial (uma startup) na área da energia e começar a escoar clientes já on-hold.
No entanto, e como me foi explicado em vários locais, abrir uma empresa cá em Portugal é muito caro, ao ponto de para nós ser uma chacina completa pois não temos liquidez para tal.

Apoios em Portugal

Mas existem tantos programas de apoio em Portugal, esta Silicon Valley Europeia. Como é que vocês não conseguiram? Devem ser muito maus que ninguém investe em vocês!
Já participámos em vários programas de apoio a startups, e a coisa resume-se da seguinte maneira:
  • 2020's, quadros comunitários, QRENs e primos: Numa palavra: Tachos. Estes programas vendem-se como apoios para PMEs e novos negócios. Na prática só ganham os consórcios e empresas, quase que fictícias, de alguns amigos dos amigos. Perdemos imenso tempo a tentar obter apoio nestes tipos de programas. Não vale a pena, fujam, só gastam tempo e dinheiro. É uma máfia, quem diz o contrário é porque tá metido nesse esquema.
  • Mini-apoios que nunca chegam a ver a luz do dia: Participámos em vários pequenos apoios que dão prémios tipo bolsas durante um ano (de valores como 700€ para uma ou duas pessoas de um projecto). Uma metade: não ganhámos nenhum, e nunca se chegou a ouvir de um vencedor nem quais os critérios de selecção. Noutros, ainda hoje estão para anunciar os vencedores e/ou foram cancelados, e os fundos que o 2020 meteu nesse programa que íam para startups, sabe Deus onde param agora. Para não falar naqueles que são uma armadilha que só vos querem roubar as ideias através do business plan.
  • Concursos de privados: Concursos de bancos, entidades privadas etc. Onde temos de perder dias inteiros a fazer um business plan todo jeitoso, pitches, e todo esse circo à la shark tank que agora é moda. Só para receber críticas de uns parvalhões de uns juris que nada percebem do que estão a falar, e que gritam pela falta de inovação do projecto. Mas depois ganha o projecto mais banal e que em poucos meses nunca mais se ouve falar dele porque ou a equipa se desmembrou, ou não havia mercado, ou outra cena qualquer. Acrescento mais que, quem ganha estes concursos, agarrado ao prémio vem um contracto para a vida com a empresa que organizou esse concurso que i) ou tenta roubar o projecto por via desse contrato, ou ii) tenta transformar-se num sócio maioritário, tomando por completo as rédeas do projecto onde o objectivo é depois transformar uma startup, num departamento da empresa organizadora (EDP, all eyes on you...).
  • Business angels, VCs, etc: Mais um contexto onde temos de fazer business plans e cantar o fado em palco. Para depois virem uns seres arrogantes como se do shark tank se tratrasse, dizer que vós sois uns merdas e isso nunca vai resultar. Mas se resultar talvez algum dia invistam aqueles 10€ em nós a troco de 500% da empresa mais um rim do CEO. Isto para dizer que, se forem por esta via, não procurem VCs nem angels cá em Portugal, é só gente falida e com a mania. Não percam esse tempo! Vejam programas de apoio em países como a Noruega ou Alemanha, se tiverem esse tempo e dinheiro para dar.
  • Concursos com barreiras à entrada gigantes, para filtrar logo uma carrada de concorrentes e ver se sobra algum dinheirinho para os boys: Vou dar o exemplo mais recente que tive, este concurso do IEFP o EJA, que fechou ontem dia 6 de Março. O concurso do nem-nem. O concurso teve abertura dia 20 de Dez de 2016 e fechou ontem, dando aproximadamente 2 meses para de adquirir toda a imensa papelada que eles pedem. Isto gera uma barreira que exclui logo à partida pelo menos metade dos empreendedores em Portugal. Passo a dar alguns exemplos:
    • Tanto documento?: Quer dizer, quando é para vir sacar dinheiro, só com a matrícula chegam à minha morada e sabem logo quem sou. Nestes concursos, como é para "oferecer" dinheiro, tenho só de preencher o meu nome, morada, e BI em 3 formulários diferentes da mesma entidade (não estou a exagerar, tive mesmo de preencher 3 vezes a mesma informação, no site deles em formulários diferentes, um para o registo de utilizador, outro para o do IEFP e outro para o projecto empreendedor. Os formulários eram iguais só mudava o "design"). Mas pronto, este é ainda o menor dos males, mas serve de indicador de como as coisas funcionam.
    • Os sites têm erros, que são provavelmente deliberados: Vejam este exemplo. Ao preencher o formulário, quando carregava no botão validar ele dizia "tudo ok, tudo válido", mas depois ao carregar "Continuar" ele dava um erro a dizer que tinha colocado dados inválidos. Interagir com estes sites é como conduzir um carro com os pés. Vejam screenshots do erro que me consumiu algumas horas até perceber o que estava mal quando comecei a fazer debug ao source-code do site: Ao validar (http://prnt.sc/eh1t0p), ao tentar continuar (http://prntscr.com/eh1ton).
    • A divulgação a sério só começa poucos dias antes do prazo acabar: A primeira vez que ouvi falar deste concurso foi há muito pouco tempo antes de terminar o prazo de encerramento, pelo que não consegui entregar toda a papelada que eles pedem, porque essa mesma papelada demora semanas a ser emitida! Apareceu nalguns jornais online um ou outro artigo a falar deste concurso, mas a divulgação a sério, como passar na TV, aconteceu há coisa de 4 dias atrás. Obviamente que muito empreendedor interessado não conseguiu inscrever-se a tempo. Para não falar que há documentos que nem os 2 meses (de Dezembro até ontem) era possível obter por causa da carga borucrática associada.
    • A carga de documentos é enorme! A agilidade do processo é mínima: É como digo, quando é para nos sacar dinheiro, até pela matrícula apenas lá vão, quando é para "dar", é isto que pedem:
      • Bilhete de Identidade (ok, compreensível, mas já o inseri umas 3 vezes noutros formulários do mesmo site)
      • Nº de Contribuinte (ok, compreensível, mas já o inseri umas 3 vezes noutros formulários do mesmo site)
      • Declaração de Junta de Freguesia comprovativa da área de residência (oi? porquê? e porque é que isto é crítico ao ponto de não me deixar submeter a candidatura para uma fase de pré-selecção?)
      • Certificado de habilitações (Compreensível. Mas a obtenção deste documento é lenta e cara, por isso pergunto porque é que isto é crítico ao ponto de não me deixar submeter a candidatura para uma fase de pré-selecção?)
      • Declaração não-dívida à Segurança Social (Esta informação não é de fácil acesso por eles, quer eu dê autorização pelo site quer não? Ao menos este acaba por ser o documento mais fácil de inserir se o dizerem online)
      • Declaração não-dívida à Autoridade Tributária (O mesmo que disse acima)
      • Comprovativo do Centro de Emprego relativo à situação face ao emprego (O quê?! Mas isto não é o IEFP? Isto é literalmente pedir a eles um documento que lhes vou entregar logo a seguir. Mais uma vez, este documento é um entrave para a candidatura que impediu muita gente de se candidatar)

A dura realidade das B2B

Mas se já têm clientes a pagar, não percebo qual é a cena. Eles pagam e vocês abrem empresa. Facil, curto e grosso!
Não é bem assim. O nosso mercado target é B2B, geralmente até B2B2B, ou seja o ciclo de uma venda ronda entre os 6 meses e 1 ano e pouco, dada a burocracia e a duração de cada projecto. Estamos numa fase em que nos basta por uns quantos projectos destes a rodar e a empresa torna-se auto-sustentável. O problema é sobreviver e suportar os nossos custos durante esse tempo.
Até este momento que estamos agora estivemos a desenvolver o produto (que é relativamente complexo, não é como a maioria das startups da "moda" que é só uma app mobile e tá feito). Para desenvolver o produto esgotámos quase toda a nossa liquidez, pelo que abrir empresa vai-nos obrigar a contrair um empréstimo ao banco provavelmente. O que é triste, porque um empreendedor corre o risco de perder todos os bens pessoais e ficar com dívidas o resto da vida se a coisa não funcionar. Isto por sua vez desmotiva muitos potenciais empreendedores. É como jogar à roleta russa, literalmente. Para não falar que enquanto sou empreendedor, para todos os efeitos sou um nem-nem desempregado e aos olhos do estado um Zé ninguém que não faz puto da vida e nem desconta.

Custo de abrir uma empresa em Portugal

Portanto, resumindo e concluindo, as barreiras cá em Portugal têm sido imensas. E cada vez vejo mais gente a queixar-se do mesmo mas sem nada a mudar por parte do governo. Abrir empresa é talvez o que mais nos prejudica. Não temos qualquer apoio financeiro, mas pior que isso, o estado vem-nos cobrar forte e feio a criação de uma sociedade.
Pior ainda, conheço casos de empresas que tiveram clientes que não pagaram a factura que foi emitida (onde nessa factura temos, como sociedade, de pagar o IVA prontificadamente). E saiu mais barato abrir insolvência por iliquidez, que ir a tribunal com esses clientes, embora teoricamente o processo seja de caras que estaria ganho. Mas os custos judiciais são tão elevados, que se uma startup já nem liquidez tem para sobreviver, vai lá agora pagar os custos de levar o processo a tribunal. Ah, um destes casos o cliente que não pagou foi o próprio estado, e isso matou a empresa. A ironia.
Portanto na prática o Estado Português só cá está para nos chular. Não nos dá apoios, não nos dá garantias, e é o pior cliente que a maioria das empresas pode ter. Mas quando é para cobrar, é na hora, e vão lá só através de informação residual (perdoem-me estar a repetir tanto o exemplo da matricula ser suficiente para eles chegarem até nós quando é para nos sacar dinheiro, mas é um exemplo muito caricato no mínimo...)
Posto isto, os custos MÍNIMOS de abrir uma sociedade/empresa, normalmente uma sociedade por quotas se forem mais que um sócio, são os seguintes:
  • Criar a empresa fica À volta dos 300€-400€, se usarem o empresa na hora, se quiserem personalizar o nome da firma pagam ainda uns 80€ por cada 3 tentativas de nome que fazem. Uma merda devia ser gratuito e na prática resultar numa simples pesquisa a uma base de dados com todos os nomes já reservados.
  • Se quiserem registar uma marca são mais 300€, cada uma.
  • Depois para fechar contratos, vão precisar de advogados, se não mesmo até para criar a sociedade entre os vários sócios. Se arranjarem um advogado fixe, conseguem para aí 100€/h com ele. Não tentem sequer fazer um contrato comercial sem um advogado. A sério, não tentem, nem que tenham de ir mendigar para a rua esses 100€. É o maior erro que fazem, tentar fazer um contrato comercial sem apoio jurídico!
  • Depois temos o custo do TOC 200€ por mês geralmente, mesmo que não tenham receitas. Siga.
  • Se quiserem fazer descontos, vão ter de pagar pelo menos um salário (hopefully o mínimo) na empresa, seja ao CEO ou a outro colaborador. Daí advêm descontos para a segurança e relacionados. Contem com 500€-600€ mínimo.
  • Por fim, dos custos fixos, que em nada são custos operacionais (compra de matéria prima, escritório, etc.), temos o nosso amigo PEC, que são uns 1000€ por ano, e só estão isentes dele no primeiro ano fiscal de actividade.
Resumindo, a não ser que já tenham um produto feito a render dinheiro, não façam empresas a não ser que sejam masoquistas. Mas para negócios B2B com um ciclo de vendas longo, mas onde já tens de ser empresa para fechar contratos comerciais, já tás lixado.

Haverá alternativas na Europa?

Posto isto, perdoem-me o tamanho deste OP, mas estas coisas têm de vir a público. Sei que vou levar na tromba de muitos de vocês, porque empreendedores e quês e "eu andei no Ultramar por isso não te queixes", e o benfica a quatro, ou aquele erro ortográfico tirou-me toda a credibilidade, etc.. Mas sei também que muitos outros se vão identificar com estes factos que aqui escrevi. E espero também poder facilitar a vida a quem está nesta mesma situação a não perder tanto tempo como eu perdi a tentar procurar ajudas e apoios cá em Portugal.
Só tenho uma questão: Uma vez que tenho de abrir empresa, compensa faze-lo cá em Portugal? Haverá países mais baratos para o fazer? Como seria se abrisse na Holanda, ou na Alemanha? Ou em Barbados? Alguém com experiência pode dar umas dicas?
Obrigado,
Um Português Empreendedor, mas nem-nem
submitted by startupPT to portugal [link] [comments]